No ano passado, numa cimeira de blockchain em Amesterdão, testemunhei uma cena clássica: os desenvolvedores de protocolos de privacidade e representantes de tecnologia regulatória entraram em conflito. Os primeiros diziam que a regulamentação era uma forma disfarçada de vigilância, enquanto os segundos contra-argumentavam que sem transparência não se consegue combater o crime. Ambos pareciam crianças a discutir, sem conseguirem chegar a uma conclusão clara.
No entanto, o fundador do Dusk, que estava numa esquina, não se apressou a interromper. Ele apenas sorriu e mostrou-me o painel de transações da rede de testes — naquele momento percebi que não estavam a escolher lados, mas a resolver um problema matemático.
A abordagem tradicional costuma ser assim: ou se faz um sistema completamente anónimo antes de acrescentar uma interface regulatória, o que acaba por criar restrições de ambos os lados; ou se satisfaz primeiro as exigências regulatórias, adicionando depois funcionalidades de privacidade, o que muitas vezes resulta em vulnerabilidades. A ideia do Dusk é diferente.
Eles criaram um design engenhoso na circuitaria de provas de conhecimento zero. Cada transação privada gera duas versões: uma prova de privacidade enviada ao nó de validação (que demonstra que a transação está correta, sem revelar detalhes), e uma etiqueta de conformidade enviada ao nó regulador (que fornece uma avaliação de risco verificável). Para fazer uma analogia, é como usar duas tintas ao escrever — sob luz normal, parece uma mensagem comum, mas sob luz ultravioleta revela o código de segurança que o banco precisa.
Como é que essa lógica funciona na prática? Um projeto de energia solar na Holanda deu-me a resposta. Quando os investidores compram frações digitais de painéis fotovoltaicos, o sistema, através de provas de conhecimento zero, oculta a identidade do investidor e a sua participação específica, ao mesmo tempo que envia em tempo real um comprovativo de conformidade às autoridades reguladoras. Assim, privacidade e conformidade deixam de ser opções mutuamente exclusivas, podendo coexistir na mesma transação.
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
No ano passado, numa cimeira de blockchain em Amesterdão, testemunhei uma cena clássica: os desenvolvedores de protocolos de privacidade e representantes de tecnologia regulatória entraram em conflito. Os primeiros diziam que a regulamentação era uma forma disfarçada de vigilância, enquanto os segundos contra-argumentavam que sem transparência não se consegue combater o crime. Ambos pareciam crianças a discutir, sem conseguirem chegar a uma conclusão clara.
No entanto, o fundador do Dusk, que estava numa esquina, não se apressou a interromper. Ele apenas sorriu e mostrou-me o painel de transações da rede de testes — naquele momento percebi que não estavam a escolher lados, mas a resolver um problema matemático.
A abordagem tradicional costuma ser assim: ou se faz um sistema completamente anónimo antes de acrescentar uma interface regulatória, o que acaba por criar restrições de ambos os lados; ou se satisfaz primeiro as exigências regulatórias, adicionando depois funcionalidades de privacidade, o que muitas vezes resulta em vulnerabilidades. A ideia do Dusk é diferente.
Eles criaram um design engenhoso na circuitaria de provas de conhecimento zero. Cada transação privada gera duas versões: uma prova de privacidade enviada ao nó de validação (que demonstra que a transação está correta, sem revelar detalhes), e uma etiqueta de conformidade enviada ao nó regulador (que fornece uma avaliação de risco verificável). Para fazer uma analogia, é como usar duas tintas ao escrever — sob luz normal, parece uma mensagem comum, mas sob luz ultravioleta revela o código de segurança que o banco precisa.
Como é que essa lógica funciona na prática? Um projeto de energia solar na Holanda deu-me a resposta. Quando os investidores compram frações digitais de painéis fotovoltaicos, o sistema, através de provas de conhecimento zero, oculta a identidade do investidor e a sua participação específica, ao mesmo tempo que envia em tempo real um comprovativo de conformidade às autoridades reguladoras. Assim, privacidade e conformidade deixam de ser opções mutuamente exclusivas, podendo coexistir na mesma transação.