O ciclo de Benner nas criptomoedas: como prever os movimentos do mercado antes que eles aconteçam

Os traders de criptomoedas sabem bem que os mercados não se comportam de forma aleatória. Bitcoin sobe, depois desce. Ethereum segue uma tendência semelhante. No entanto, esses movimentos cíclicos não são novidade. O que é novo é que um framework analítico esquecido há quase 150 anos – o ciclo de Benner – se mostra notavelmente relevante para antecipar essas variações. Mas quem foi realmente Samuel Benner e por que suas observações permanecem tão válidas em 2025?

De um agricultor falido a um teórico dos mercados financeiros

Samuel Benner não era um economista formado nem um trader de Wall Street. Era um agricultor e empreendedor do século XIX que experimentou ascensão e queda financeira várias vezes. Após perder capitais importantes devido a crises econômicas e más colheitas agrícolas, ele se fez uma pergunta simples: essas catástrofes financeiras seguiam realmente um padrão?

Ao analisar os dados econômicos de sua época, especialmente aqueles relativos aos preços de produtos agrícolas – ferro, milho, porco – Benner descobriu algo surpreendente. Os ciclos de boom e crise não ocorriam aleatoriamente. Seguiam uma periodicidade previsível. Essa revelação transformou sua percepção dos mercados e o levou a formalizar suas descobertas.

A publicação que mudou a visão dos mercados

Em 1875, Benner publicou «Benner’s Prophecies of Future Ups and Downs in Prices», uma obra que expôs sua teoria revolucionária: os mercados financeiros seguem ciclos repetitivos de aproximadamente 18 a 20 anos. Essa descoberta, baseada na observação minuciosa do comportamento humano e dos fatores econômicos, foi largamente ignorada pelo establishment acadêmico da época.

No entanto, o tempo viria a confirmar sua teoria. Os traders modernos e investidores estratégicos reconheceram progressivamente a validade de seu framework, especialmente ao entenderem que os extremos emocionais – euforia e pânico – são os principais motores dos movimentos de mercado.

O núcleo do ciclo de Benner: três anos-chave

O ciclo identificado por Benner é composto por três fases distintas, cada uma oferecendo oportunidades e riscos específicos:

Anos “A” – Os anos de pânico financeiro
A cada 18 a 20 anos, os mercados experienciam quedas massivas ou correções violentas. Benner previu que esses anos incluiriam 1927, 1945, 1965, 1981, 1999, 2019, e que se estenderiam até 2035 e 2053. Em 2019, em particular, a correção do mercado de criptomoedas e ações validou essa previsão, com uma queda significativa dos preços seguida de recuperação.

Anos “B” – As fases de picos e venda estratégica
Antes de cada crash, os preços atingem níveis eupêmicos. São os momentos ideais para realizar lucros. Os anos de 1926, 1945, 1962, 1980, 2007 e 2026 correspondem a esses períodos de valorização inflada. É a hora de traders experientes reduzirem sua exposição ao risco.

Anos “C” – Os fundos oportunos para comprar
Após os pânicos vêm os períodos de contração. Os preços colapsam, mas a oportunidade se apresenta. 1931, 1942, 1958, 1985, 2012 e os anos subsequentes do ciclo são marcados por ativos baratos. É o momento de acumular Bitcoin, Ethereum e outras posições de longo prazo.

Por que o ciclo de Benner ressoa com os mercados de criptomoedas

As criptomoedas, embora digitais e inovadoras, não estão imunes aos ciclos psicológicos que governam os mercados há séculos. Pelo contrário, a volatilidade dos mercados cripto amplifica esses ciclos. O Bitcoin, por exemplo, segue um ciclo de halving de quatro anos que gera, por si só, períodos de alta e correção cíclicos.

Os traders que observam o mercado de criptomoedas reconhecem facilmente os padrões do ciclo de Benner. Bolhas especulativas (anos “B”), correções de pânico (anos “A”) e acumulações estratégicas (anos “C”) se repetem com uma previsibilidade surpreendente. Ignorar esse framework é abrir mão de uma vantagem analítica significativa.

Aplicação prática para traders de criptomoedas

Durante os mercados em alta (anos “B”)
Os traders devem usar esses períodos de euforia para garantir lucros. Vender parcialmente nos picos cíclicos permite bloquear ganhos antes da correção previsível.

Durante os mercados em baixa (anos “C”)
Em vez de pânico, investidores informados acumulam posições em Bitcoin, Ethereum e outros ativos promissores a preços deprimidos. O ciclo sugere que esses fundos oferecem as melhores oportunidades de entrada a longo prazo.

A psicologia por trás do ciclo
A verdadeira força do ciclo de Benner reside em sua raiz na psicologia humana. A euforia coletiva impulsiona os preços além da razão, criando os picos. O medo coletivo provoca os crashes. Essas emoções transcendem séculos e mercados – de commodities agrícolas do século XIX às criptomoedas do século XXI.

O legado de Benner: uma ferramenta atemporal

Samuel Benner nunca imaginou que suas observações sobre o mercado de porcos e milho seriam aplicadas ao Bitcoin ou Ethereum. Ainda assim, seu insight fundamental permanece válido: os mercados financeiros seguem padrões previsíveis.

Para navegar eficazmente no universo das criptomoedas, os traders modernos deveriam considerar seriamente o ciclo de Benner como um complemento à sua estratégia. Combinando análise técnica, finanças comportamentais e o framework cíclico do século XIX, os investidores podem desenvolver uma abordagem robusta capaz de capturar tanto as oportunidades nos fundos emocionais quanto os picos de euforia.

O tempo validou Samuel Benner. Cabe a nós aproveitar suas descobertas.

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