Quando você vai ao supermercado e percebe que os preços dos produtos estão a cair, à primeira vista parece uma boa notícia, mas os economistas começam a soar o alarme - isso pode ser um sinal de deflação.
Entendimento simples e direto: o que é a deflação
Deflação é a queda generalizada dos preços de bens e serviços. Parece bom, pois o seu dinheiro parece “valer mais”, aumentando o poder de compra. Mas por trás desse processo, esconde-se uma perigosa reversão da lógica do funcionamento econômico.
Por outro lado, a inflação (通货膨胀) é o aumento generalizado dos preços, fazendo com que o seu dinheiro perca valor. Ambos afetam a economia, mas de maneiras completamente diferentes.
De onde vem a deflação: três principais motores
1. Demanda encolhida——Consumidores e empresas estão a apertar os cintos
Quando as pessoas esperam uma recessão econômica, tendem a reduzir os gastos. A demanda diminui, a produção é excessiva, e os comerciantes só podem baixar os preços para se livrar do estoque. Isso forma um ciclo vicioso.
2. Oferta em excesso——A superprodução baixa os preços
Novas tecnologias aumentaram drasticamente a eficiência de produção, reduziram custos e elevaram a capacidade. As empresas aumentaram a produção de forma frenética, mas acabaram percebendo que ninguém comprava tanta mercadoria, sendo forçadas a dar descontos.
3. Valorização da moeda——A moeda do país é valorizada no mercado internacional
Uma moeda forte pode comprar mais produtos estrangeiros, fazendo com que bens baratos sejam importados para o país, pressionando os preços dos produtos locais. Ao mesmo tempo, os produtos de exportação locais ficam mais caros, os compradores estrangeiros não aceitam, as encomendas diminuem e as empresas locais são forçadas a reduzir os preços.
Curto prazo vs Longo prazo: a dualidade da deflação
Aparentemente bom a curto prazo:
Os produtos ficaram mais baratos, o custo de vida diminuiu
Os custos de produção das empresas diminuíram, a competitividade pode aumentar.
O dinheiro tornou-se mais valioso, as pessoas estão mais dispostas a poupar.
Mas se continuar, o problema explode:
Os consumidores, ao verem que os preços continuam a cair, ficam ainda menos dispostos a comprar agora – afinal, podem esperar e comprar mais barato. Assim, a demanda continua a encolher, as receitas das empresas diminuem e são forçadas a despedir. A taxa de desemprego aumenta, as rendas das pessoas diminuem e o consumo colapsa ainda mais. Esta é a interpretação clássica de recessão económica.
Deflação vs inflação: os dois feitiços da economia
Dimensão de Comparação
Deflação
inflação
Definição
Preços a cair, dinheiro a valorizar
Preços a subir, dinheiro a desvalorizar
Fonte
Demanda insuficiente, excesso de capacidade, moeda forte
Demanda elevada, aumento de custos, política flexível
Para os consumidores
Prazer a curto prazo, forçados a poupar a longo prazo
O dinheiro poupado vai pelo ralo, é preciso gastar rápido
Para as empresas
Queda de receita, lucros baixos
Aumento de custos, dificuldades operacionais
Impacto econômico
Colapso da demanda → Desemprego → Estagnação econômica
Aumento do risco de investimento, aumento da incerteza do mercado
O Japão passou por uma longa baixa inflação e até deflação na década de 90, com a economia a cair na “década perdida”, e até hoje ainda está em recuperação. Isso soou um alarme para a economia global.
Como os bancos centrais e os governos combatem a Deflação
Uma vez que a deflação de curto prazo não é tão má, mas a deflação de longo prazo pode destruir a economia, que armas os formuladores de políticas irão empregar?
Táticas do banco central:
Redução das taxas de juro——reduzir as taxas de juro, tornando o empréstimo mais barato, incentivando as empresas a financiar a expansão e os consumidores a contrair empréstimos para comprar casas.
Quantitativa (QE)——aumentar diretamente a liquidez do mercado, fazer dinheiro fluir, estimular o consumo e o investimento
Estratégia do governo:
Aumentar os gastos — Investimento em infraestruturas, despesas com serviços públicos, impulsionar diretamente a demanda
Redução de impostos —— dá mais dinheiro às empresas e indivíduos, aumentando autonomamente os gastos e investimentos.
Essas políticas apontam, no final, para um único objetivo: fazer o dinheiro circular, incentivar o consumo e o investimento, quebrar o ciclo vicioso da Deflação.
A deflação é boa ou má? Uma resposta honesta
Parece haver um lado bonito:
O custo de vida está a cair, comprar coisas está mais barato
Os custos de produção das empresas são baixos, e certos setores podem acelerar a inovação.
Poupar tornou-se mais valioso, a capacidade de poupança aumentou
Mas a ameaça oculta:
Os consumidores atrasam as compras, a demanda continua a cair
O verdadeiro peso da dívida aumentou - você tomou emprestado 1 milhão, o salário caiu, e a pressão para pagar a dívida aumentou.
Taxa de desemprego a aumentar, economia a entrar em ciclo vicioso
Os lucros das empresas são magros, não há dinheiro para pesquisa e expansão, e a inovação está, na verdade, estagnada.
Últimas palavras
A deflação não é simplesmente boa ou má, mas sim um fenômeno econômico que precisa ser controlado com precisão.
Uma deflação moderada a curto prazo pode ser um autoajustamento do mercado, mas uma deflação sustentada a longo prazo torna-se um veneno econômico. É por isso que a maioria dos bancos centrais estabelece a meta em torno de 2% ao ano de inflação moderada - se for muito baixa, corre-se o risco de cair na armadilha da deflação, se for muito alta, pode sair do controle.
Compreender o mecanismo da deflação é muito importante para decisões pessoais relacionadas a investimentos, consumo e poupança. Em tempos de incerteza económica, esse conhecimento pode tornar-se a sua muralha.
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Deflação à vista: por que se diz que a дефляция é tanto uma oportunidade quanto uma armadilha
Quando você vai ao supermercado e percebe que os preços dos produtos estão a cair, à primeira vista parece uma boa notícia, mas os economistas começam a soar o alarme - isso pode ser um sinal de deflação.
Entendimento simples e direto: o que é a deflação
Deflação é a queda generalizada dos preços de bens e serviços. Parece bom, pois o seu dinheiro parece “valer mais”, aumentando o poder de compra. Mas por trás desse processo, esconde-se uma perigosa reversão da lógica do funcionamento econômico.
Por outro lado, a inflação (通货膨胀) é o aumento generalizado dos preços, fazendo com que o seu dinheiro perca valor. Ambos afetam a economia, mas de maneiras completamente diferentes.
De onde vem a deflação: três principais motores
1. Demanda encolhida——Consumidores e empresas estão a apertar os cintos
Quando as pessoas esperam uma recessão econômica, tendem a reduzir os gastos. A demanda diminui, a produção é excessiva, e os comerciantes só podem baixar os preços para se livrar do estoque. Isso forma um ciclo vicioso.
2. Oferta em excesso——A superprodução baixa os preços
Novas tecnologias aumentaram drasticamente a eficiência de produção, reduziram custos e elevaram a capacidade. As empresas aumentaram a produção de forma frenética, mas acabaram percebendo que ninguém comprava tanta mercadoria, sendo forçadas a dar descontos.
3. Valorização da moeda——A moeda do país é valorizada no mercado internacional
Uma moeda forte pode comprar mais produtos estrangeiros, fazendo com que bens baratos sejam importados para o país, pressionando os preços dos produtos locais. Ao mesmo tempo, os produtos de exportação locais ficam mais caros, os compradores estrangeiros não aceitam, as encomendas diminuem e as empresas locais são forçadas a reduzir os preços.
Curto prazo vs Longo prazo: a dualidade da deflação
Aparentemente bom a curto prazo:
Mas se continuar, o problema explode:
Os consumidores, ao verem que os preços continuam a cair, ficam ainda menos dispostos a comprar agora – afinal, podem esperar e comprar mais barato. Assim, a demanda continua a encolher, as receitas das empresas diminuem e são forçadas a despedir. A taxa de desemprego aumenta, as rendas das pessoas diminuem e o consumo colapsa ainda mais. Esta é a interpretação clássica de recessão económica.
Deflação vs inflação: os dois feitiços da economia
O Japão passou por uma longa baixa inflação e até deflação na década de 90, com a economia a cair na “década perdida”, e até hoje ainda está em recuperação. Isso soou um alarme para a economia global.
Como os bancos centrais e os governos combatem a Deflação
Uma vez que a deflação de curto prazo não é tão má, mas a deflação de longo prazo pode destruir a economia, que armas os formuladores de políticas irão empregar?
Táticas do banco central:
Estratégia do governo:
Essas políticas apontam, no final, para um único objetivo: fazer o dinheiro circular, incentivar o consumo e o investimento, quebrar o ciclo vicioso da Deflação.
A deflação é boa ou má? Uma resposta honesta
Parece haver um lado bonito:
Mas a ameaça oculta:
Últimas palavras
A deflação não é simplesmente boa ou má, mas sim um fenômeno econômico que precisa ser controlado com precisão.
Uma deflação moderada a curto prazo pode ser um autoajustamento do mercado, mas uma deflação sustentada a longo prazo torna-se um veneno econômico. É por isso que a maioria dos bancos centrais estabelece a meta em torno de 2% ao ano de inflação moderada - se for muito baixa, corre-se o risco de cair na armadilha da deflação, se for muito alta, pode sair do controle.
Compreender o mecanismo da deflação é muito importante para decisões pessoais relacionadas a investimentos, consumo e poupança. Em tempos de incerteza económica, esse conhecimento pode tornar-se a sua muralha.