O dólar está a passar por uma recessão silenciosa, mas a maioria ainda está a viver do que já acumulou.
Como alguém que observa os mercados financeiros a longo prazo, frequentemente questiono-me: quanto tempo mais poderá o sistema do dólar durar? Honestamente, a resposta pode ser mais sombria do que imaginas. A queda da hegemonia do dólar já está inevitável, a questão é apenas o cronograma. E tudo isto foi criado pelos próprios Estados Unidos.
**Por que o dólar está a deteriorar-se? Três contradições fundamentais**
Primeiro, a "dilema de Triffin" na economia. O dólar precisa desempenhar dois papéis: fornecedor de liquidez para o comércio global e reservas, e guardião da estabilidade do valor da moeda. Mas estes dois objetivos entram em conflito natural. Os EUA, através de um défice comercial contínuo, exportam dólares para o mundo, resultando numa acumulação crescente de dívida externa. Até 2025, a dívida federal dos EUA já ultrapassou os 38 mil milhões de dólares. Só os juros anuais representam uma quantia astronómica.
Em segundo lugar, o dólar tornou-se politicamente carregado. Congelamento de reservas cambiais, uso de tarifas — estas ações, fundamentalmente, prejudicam a posição do dólar como "porto seguro". Líderes mundiais começam a pensar seriamente: e se eu também acabar por ser o próximo alvo de sanções? Esta incerteza está a impulsionar a diversificação das reservas globais.
O terceiro problema é ainda mais doloroso: a Reserva Federal está a perder a sua independência. Sob pressão política, a impressão de dinheiro tornou-se na solução para todos os problemas. Esta prática de esgotar o futuro faz com que os mercados comecem a temer que os EUA estejam a caminho de uma "monetização do défice fiscal".
**Os números estão aí**
Estes não são apenas conceitos teóricos, os números falam por si. O índice do dólar oscila, os bancos centrais globais reduzem as suas reservas em dólares, e ao mesmo tempo, ativos descentralizados como o Bitcoin atraem cada vez mais investidores institucionais e particulares. Isto não é coincidência, é o mercado a votar com os pés — procurando ferramentas de proteção contra a decadência do dólar.
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zkProofGremlin
· 6h atrás
Já tinha dito, a máquina de imprimir dinheiro do Federal Reserve está a trabalhar a todo vapor, a dívida de 38 trilhões é apenas a superfície, o buraco real é ainda mais profundo. As pessoas comuns ainda estão a poupar em dólares, é de rir à vontade
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SignatureAnxiety
· 6h atrás
38 biliões de dívida, é mesmo só com a impressão de dinheiro para sobreviver, cedo ou tarde vai ter que pagar a conta
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DiamondHands
· 7h atrás
38 biliões de dívida, a impressora de dinheiro a funcionar sem parar, não é de admirar que todos estejam a acumular Bitcoin...
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MetaverseVagabond
· 7h atrás
38万亿 dívida, a impressão de dinheiro parar, está tudo acabado, acordem todos
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DisillusiionOracle
· 7h atrás
38万亿 dívida impressa, cedo ou tarde vai ter que pagar...
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SendWalker
· 7h atrás
Bem escrito
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LayerHopper
· 7h atrás
O problema de Triffin já é algo que se discute há muito tempo, o mais importante é que ninguém realmente acredita que ele vá desmoronar... até o momento em que realmente desaba
O dólar está a passar por uma recessão silenciosa, mas a maioria ainda está a viver do que já acumulou.
Como alguém que observa os mercados financeiros a longo prazo, frequentemente questiono-me: quanto tempo mais poderá o sistema do dólar durar? Honestamente, a resposta pode ser mais sombria do que imaginas. A queda da hegemonia do dólar já está inevitável, a questão é apenas o cronograma. E tudo isto foi criado pelos próprios Estados Unidos.
**Por que o dólar está a deteriorar-se? Três contradições fundamentais**
Primeiro, a "dilema de Triffin" na economia. O dólar precisa desempenhar dois papéis: fornecedor de liquidez para o comércio global e reservas, e guardião da estabilidade do valor da moeda. Mas estes dois objetivos entram em conflito natural. Os EUA, através de um défice comercial contínuo, exportam dólares para o mundo, resultando numa acumulação crescente de dívida externa. Até 2025, a dívida federal dos EUA já ultrapassou os 38 mil milhões de dólares. Só os juros anuais representam uma quantia astronómica.
Em segundo lugar, o dólar tornou-se politicamente carregado. Congelamento de reservas cambiais, uso de tarifas — estas ações, fundamentalmente, prejudicam a posição do dólar como "porto seguro". Líderes mundiais começam a pensar seriamente: e se eu também acabar por ser o próximo alvo de sanções? Esta incerteza está a impulsionar a diversificação das reservas globais.
O terceiro problema é ainda mais doloroso: a Reserva Federal está a perder a sua independência. Sob pressão política, a impressão de dinheiro tornou-se na solução para todos os problemas. Esta prática de esgotar o futuro faz com que os mercados comecem a temer que os EUA estejam a caminho de uma "monetização do défice fiscal".
**Os números estão aí**
Estes não são apenas conceitos teóricos, os números falam por si. O índice do dólar oscila, os bancos centrais globais reduzem as suas reservas em dólares, e ao mesmo tempo, ativos descentralizados como o Bitcoin atraem cada vez mais investidores institucionais e particulares. Isto não é coincidência, é o mercado a votar com os pés — procurando ferramentas de proteção contra a decadência do dólar.