## Batalha futura na criptografia: Solana e Aptos preparam-se para a ameaça quântica
O mundo da blockchain está a realizar silenciosamente uma corrida tecnológica, onde a aposta é a segurança de todo o ecossistema. As principais redes públicas Solana e Aptos já perceberam uma questão premente — a chegada da computação quântica pode desmantelar todos os atuais sistemas de defesa criptográfica.
### Porque é que devemos preocupar-nos com a computação quântica agora?
Parece ficção científica, mas para os desenvolvedores de blockchain, já é uma ameaça real. A criptografia moderna depende de certas propriedades matemáticas "difíceis de quebrar", mas assim que os computadores quânticos se tornarem uma realidade, essas defesas serão inúteis. Imagine que hackers usam computadores quânticos para quebrar a sua chave privada em poucos minutos — os seus ativos desaparecem num instante — por isso, a indústria já está a preparar-se para isso.
### A resposta da Solana: parceria com o Project Eleven
Recentemente, a Fundação Solana anunciou uma parceria com o Project Eleven, uma empresa especializada em tecnologias pós-quânticas que ajudará a Solana a avaliar a sua atual resistência criptográfica contra a ameaça quântica. Nas redes sociais, a Fundação Solana afirmou de forma direta: "Os computadores quânticos ainda não chegaram, mas já estamos prontos para recebê-los."
Especificamente, a Fundação Solana planeia implementar assinaturas digitais pós-quânticas na rede de testes. O objetivo principal nesta fase é verificar se estas soluções de transação resistentes à quântica podem funcionar sem problemas nas condições atuais da rede, e se não irão causar congestionamentos ou outros problemas.
Vale a pena mencionar que, já em janeiro, a Solana lançou a funcionalidade Solana Winternitz Vault, que usa um sistema de assinatura baseado em hash para proteger os fundos dos utilizadores — uma espécie de teste de conceito para a criptografia pós-quântica. A carteira gera uma nova chave criptográfica para cada transação, e os utilizadores podem decidir se a ativam ou não, sem precisar alterar o protocolo em si.
O vice-presidente técnico da Fundação Solana, Matt Sorg, afirmou que o objetivo é garantir que a Solana permaneça protegida desde já. Esta atitude visionária reflete uma cultura emergente no ecossistema — inovação contínua e reforço constante.
### Aptos acompanha o ritmo: uma abordagem democrática para atualizações
Aptos não ficou de braços cruzados. A rede propôs a iniciativa AIP-137, que visa lançar a primeira opção de assinatura pós-quântica. Ao contrário da Solana, a Aptos adota uma abordagem de governança mais transparente — requerendo a votação dos detentores de tokens.
Segundo informações, a proposta utilizará o padrão SLH-DSA — um método de assinatura digital baseado em hash, sem estado, amplamente reconhecido pelos investigadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos EUA.
Curiosamente, a Aptos Labs afirmou claramente que esta atualização não requerá uma migração total da rede. O esquema de assinatura Ed25519, atualmente responsável pela validação de transações, continuará a ser a principal, enquanto o SLH-DSA será oferecido como uma opção de tipo de conta para utilizadores que priorizam a segurança pós-quântica. Este design de "coexistência paralela" garante compatibilidade retroativa e dá aos utilizadores a liberdade de escolha.
### Perspetiva do setor: a corrida pela criptografia pós-quântica acaba de começar
As ações das duas principais redes não são eventos isolados, mas uma resposta a um desafio comum enfrentado por toda a indústria de blockchain. À medida que a tecnologia quântica avança, deixando de ser uma ameaça distante, começar a implementar soluções criptográficas resistentes à quântica agora é uma decisão inteligente.
O núcleo desta corrida é: quem consegue proteger os ativos dos utilizadores mais cedo e de forma mais eficaz, terá vantagem na segurança futura. As explorações da Solana e da Aptos oferecem um exemplo para todo o ecossistema — independentemente da abordagem tecnológica adotada, agir proativamente é sempre melhor do que reagir passivamente.
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## Batalha futura na criptografia: Solana e Aptos preparam-se para a ameaça quântica
O mundo da blockchain está a realizar silenciosamente uma corrida tecnológica, onde a aposta é a segurança de todo o ecossistema. As principais redes públicas Solana e Aptos já perceberam uma questão premente — a chegada da computação quântica pode desmantelar todos os atuais sistemas de defesa criptográfica.
### Porque é que devemos preocupar-nos com a computação quântica agora?
Parece ficção científica, mas para os desenvolvedores de blockchain, já é uma ameaça real. A criptografia moderna depende de certas propriedades matemáticas "difíceis de quebrar", mas assim que os computadores quânticos se tornarem uma realidade, essas defesas serão inúteis. Imagine que hackers usam computadores quânticos para quebrar a sua chave privada em poucos minutos — os seus ativos desaparecem num instante — por isso, a indústria já está a preparar-se para isso.
### A resposta da Solana: parceria com o Project Eleven
Recentemente, a Fundação Solana anunciou uma parceria com o Project Eleven, uma empresa especializada em tecnologias pós-quânticas que ajudará a Solana a avaliar a sua atual resistência criptográfica contra a ameaça quântica. Nas redes sociais, a Fundação Solana afirmou de forma direta: "Os computadores quânticos ainda não chegaram, mas já estamos prontos para recebê-los."
Especificamente, a Fundação Solana planeia implementar assinaturas digitais pós-quânticas na rede de testes. O objetivo principal nesta fase é verificar se estas soluções de transação resistentes à quântica podem funcionar sem problemas nas condições atuais da rede, e se não irão causar congestionamentos ou outros problemas.
Vale a pena mencionar que, já em janeiro, a Solana lançou a funcionalidade Solana Winternitz Vault, que usa um sistema de assinatura baseado em hash para proteger os fundos dos utilizadores — uma espécie de teste de conceito para a criptografia pós-quântica. A carteira gera uma nova chave criptográfica para cada transação, e os utilizadores podem decidir se a ativam ou não, sem precisar alterar o protocolo em si.
O vice-presidente técnico da Fundação Solana, Matt Sorg, afirmou que o objetivo é garantir que a Solana permaneça protegida desde já. Esta atitude visionária reflete uma cultura emergente no ecossistema — inovação contínua e reforço constante.
### Aptos acompanha o ritmo: uma abordagem democrática para atualizações
Aptos não ficou de braços cruzados. A rede propôs a iniciativa AIP-137, que visa lançar a primeira opção de assinatura pós-quântica. Ao contrário da Solana, a Aptos adota uma abordagem de governança mais transparente — requerendo a votação dos detentores de tokens.
Segundo informações, a proposta utilizará o padrão SLH-DSA — um método de assinatura digital baseado em hash, sem estado, amplamente reconhecido pelos investigadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos EUA.
Curiosamente, a Aptos Labs afirmou claramente que esta atualização não requerá uma migração total da rede. O esquema de assinatura Ed25519, atualmente responsável pela validação de transações, continuará a ser a principal, enquanto o SLH-DSA será oferecido como uma opção de tipo de conta para utilizadores que priorizam a segurança pós-quântica. Este design de "coexistência paralela" garante compatibilidade retroativa e dá aos utilizadores a liberdade de escolha.
### Perspetiva do setor: a corrida pela criptografia pós-quântica acaba de começar
As ações das duas principais redes não são eventos isolados, mas uma resposta a um desafio comum enfrentado por toda a indústria de blockchain. À medida que a tecnologia quântica avança, deixando de ser uma ameaça distante, começar a implementar soluções criptográficas resistentes à quântica agora é uma decisão inteligente.
O núcleo desta corrida é: quem consegue proteger os ativos dos utilizadores mais cedo e de forma mais eficaz, terá vantagem na segurança futura. As explorações da Solana e da Aptos oferecem um exemplo para todo o ecossistema — independentemente da abordagem tecnológica adotada, agir proativamente é sempre melhor do que reagir passivamente.