A semana que passou apresentou uma dinâmica de diferenciação, mas com tendência de alta nos mercados globais de capitais. Apesar das oscilações nos mercados americanos, há uma forte força impulsionadora proveniente das ações de tecnologia; as ações europeias, por sua vez, subiram de forma generalizada, com o índice FTSE 100 do Reino Unido ultrapassando pela primeira vez a marca de 10.000 pontos, atingindo um marco histórico. Mas o que realmente está a impulsionar esses movimentos?
Quem são os vencedores por trás da diferenciação nos mercados americanos
Os três principais índices dos EUA apresentaram desempenho divergente. O S&P 500 subiu modestamente 0,72%, o Dow Jones avançou 0,66%, mas o Nasdaq, dominado por ações de tecnologia, caiu 0,03%, indicando que a maior parte dos ganhos concentrou-se em ações não tecnológicas.
Porém, essa conclusão ainda não é completa. Analisando as ações individuais, fica mais claro: a Micron Technology subiu expressivos 10,51%, atingindo US$ 315,42 e marcando uma nova máxima histórica, com um volume de negócios de US$ 13,031 bilhões. O corretor Bernstein elevou seu preço-alvo de US$ 270 para US$ 330, justificando que a forte demanda por inteligência artificial garante receitas futuras para a empresa, que está passando por um aumento significativo na lucratividade.
A lógica por trás disso é bastante clara: embora o Nasdaq tenha caído como um todo, as ações líderes de tecnologia continuam a brilhar. Em particular, empresas de chips e armazenamento relacionadas diretamente à IA tornaram-se objetos de forte atração de capital. Em contrapartida, a Tesla caiu pelo sétimo dia consecutivo, com uma retração de 2,6%, evidenciando uma maior diferenciação entre ações.
As ações de conceito chinês tiveram desempenho destacado, com o índice Golden Dragon subindo 4,38% para 7859 pontos. Entre elas, os American Depositary Receipts (ADRs) de Baidu dispararam 15%, atingindo US$ 147,52. A empresa também anunciou planos de desmembrar a Kunlun Xin para listagem em Hong Kong, tendo submetido o pedido de IPO na Bolsa de Hong Kong em 1 de janeiro de 2026, através de co-contratantes.
Os ADRs da TSMC nos EUA também subiram 5,2%, atingindo uma nova máxima histórica de fechamento, refletindo uma forte expectativa global pela demanda por chips.
Índice europeu atinge novo recorde, aumento do apetite ao risco global
O índice Stoxx 600 da Europa atingiu um novo recorde de fechamento, com todos os principais índices nacionais em alta. O índice FTSE 100 do Reino Unido quebrou pela primeira vez a barreira de 10.000 pontos, atingindo momentaneamente 10.046 pontos, com alta de 1,16%; o CAC 40 da França subiu 0,56%; e o DAX 30 da Alemanha avançou 0,2%.
Isso indica que o apetite ao risco dos investidores globais está em ascensão, com recursos migrando de ativos defensivos para ativos de risco, especialmente apoiados por uma visão otimista quanto às perspectivas de crescimento econômico.
Dólar em alta, rendimento dos títulos sobe
No mercado cambial, o índice do dólar subiu 0,16%, para 98,43, marcando a terceira alta consecutiva. Vale destacar que, no ano passado, o dólar chegou a cair mais de 9%, o maior declínio anual em oito anos, mas recentemente estabilizou-se acima de 98,0, com quatro dias de alta nos últimos cinco pregões, demonstrando força na recuperação do dólar.
O par USD/JPY subiu 0,1%, enquanto o euro frente ao dólar caiu 0,22%, indicando uma recuperação da posição de força do dólar.
No mercado de títulos, a taxa de rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos está em torno de 4,19%, um aumento de 3 pontos base em relação ao dia anterior, com três dias consecutivos de alta. Mas o que explica essa elevação? De um lado, há uma expectativa crescente de crescimento econômico nos EUA; de outro, o mercado antecipa que o Federal Reserve reduzirá as taxas de juros duas a três vezes até o final de 2026, com cortes de 25 pontos base cada. Isso contrasta com a postura do Banco Central Europeu, que mantém ou até eleva os custos de empréstimo, aprofundando as divergências na política monetária global.
Ouro sobe levemente, commodities mantêm força
O ouro avançou 0,32%, para US$ 4.331,5 por onça, mantendo-se em patamares elevados. O petróleo WTI caiu 0,14%, para US$ 57,33 por barril, mas isso não alterou a tendência de força relativa do petróleo.
Destaca-se o preço do alumínio, que atingiu uma máxima de três anos. Impulsionado por perspectivas de oferta restrita e demanda de longo prazo, o preço do alumínio ultrapassou US$ 3.000 por tonelada pela primeira vez em mais de três anos, juntando-se às commodities de base que recentemente marcaram marcos históricos. A capacidade de produção de alumínio na China atingiu seu limite, enquanto na Europa, o aumento dos preços de energia tem restringido a produção, consumindo estoques globais. A demanda do setor de construção e energia renovável permanece forte. Os contratos futuros de alumínio subiram 17% no ano passado, o maior aumento desde 2021.
O preço do cobre também retomou a trajetória de alta, após uma forte valorização que atingiu o maior aumento anual desde 2009, impulsionada por tensões na oferta. O níquel disparou, influenciado pela suspensão das operações de mineração da PT Vale Indonesia, elevando os preços.
Criptomoedas continuam a se recuperar, BTC ultrapassa US$ 90.000
O mercado de criptomoedas mantém sua tendência de alta. O Bitcoin subiu 0,39% nas últimas 24 horas, cotado atualmente em US$ 90.299. Apesar do ganho modesto, estabilizou-se acima de US$ 90 mil. Segundo dados recentes, o preço do Bitcoin está em US$ 96,65K, com variação de +1,64% nas últimas 24 horas.
O Ethereum teve desempenho ainda mais forte, com alta de 4,16% em 24 horas, cotado a US$ 3.125,2. Dados atuais indicam que o ETH está em US$ 3,35K, com variação de +1,63% nas últimas 24 horas.
A febre da IA é uma bolha ou uma oportunidade real? O Goldman Sachs dá uma resposta interessante
Há debates contínuos sobre se o investimento em IA está repetindo a bolha da internet dos anos 2000. A visão do Goldman Sachs é bastante interessante: a atual febre de investimentos em IA não é tão frenética quanto a bolha da internet de 1990, e a atividade especulativa diminuiu significativamente.
Ben Snider, futuro chefe do setor de ações dos EUA no Goldman Sachs, afirmou que os investidores atualmente não focam mais na produtividade futura distante que a IA poderia gerar, mas sim nos resultados concretos e mensuráveis de curto prazo. Isso contrasta com o período da bolha da internet, quando o mercado tentava antecipar o impacto da rede na economia e na produtividade a longo prazo, levando a avaliações infladas. Hoje, os investidores aprenderam a lição.
Dados do “Indicador de Especulação” criado pelo Goldman Sachs há meses mostram que o nível de especulação atual está muito abaixo de há 25 anos, e até mesmo abaixo do pico de 2021, indicando um ambiente de investimento possivelmente o menos frenético da história recente, muitas vezes rotulado de “bolha”.
Por outro lado, o economista-chefe do Goldman Sachs, Hazer, alerta que, apesar do forte aumento das ações de tecnologia por causa da IA, a contribuição real da IA para o crescimento do PIB dos EUA no ano passado foi “quase zero”, pois muitos dos equipamentos e bens relacionados à IA são importados, e semicondutores são considerados insumos intermediários na contabilidade nacional, não investimentos finais. Em outras palavras, o impacto real da IA no crescimento econômico pode estar superestimado.
Perspectiva do setor manufatureiro: leve desaceleração, mas mercado de trabalho continua forte
O índice de gerentes de compras (PMI) de dezembro, divulgado pela S&P Global, mostra que a atividade manufatureira dos EUA continua a melhorar, embora a um ritmo mais lento. O PMI manufatureiro ajustado sazonalmente ficou em 51,8 em dezembro, alinhado com a leitura preliminar, abaixo dos 52,2 de novembro, sendo o ritmo mais fraco de expansão da atividade manufatureira em cinco meses.
De forma específica, o crescimento da produção desacelerou, e novos pedidos voltaram a contrair, pela primeira vez em um ano. As vendas internacionais continuam a cair, parcialmente devido às tarifas comerciais. Contudo, apesar de ainda estarem em níveis elevados, a velocidade de aumento de preços de entrada e saída de bens é a mais lenta em 11 meses, indicando uma redução na pressão inflacionária.
É importante notar que as empresas continuam a relatar crescimento do emprego até o final de 2025, com a criação de vagas atingindo o nível mais alto desde agosto, demonstrando que o mercado de trabalho permanece robusto.
Tendências na indústria de chips: forte apoio do fundo nacional
A SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation) recebeu um aumento significativo de participação do chamado “Fundo de Investimento em Indústria de Circuitos Integrados” (Fundo Nacional de Chips). Dados de divulgação na Bolsa de Hong Kong mostram que, em 29 de dezembro, o fundo aumentou sua participação na SMIC em mais de 357 milhões de ações, a um preço médio de RMB 74,2 por ação, investindo aproximadamente RMB 26,515 bilhões. O fundo elevou sua participação de 4,79% para 9,25%, ultrapassando o limite de 5% de divulgação de participação. Hoje, a SMIC fechou a US$ 75,1, com alta de 5,1%, e um volume de negócios superior a RMB 3 bilhões.
Na outra ponta do ecossistema de chips, a OpenAI estaria tomando medidas para otimizar seu modelo de IA de áudio, preparando-se para lançar dispositivos pessoais alimentados por IA no futuro. Atualmente, o ChatGPT consegue responder por voz, mas sua versão de voz e a de texto usam modelos de base diferentes. Pesquisadores internos da OpenAI acreditam que os modelos de voz atuais ficam atrás em precisão e velocidade de resposta em relação aos modelos de texto, e a empresa planeja lançar dispositivos de consumo com suporte a comandos de voz, com previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2026.
A OpenAI planeja lançar gradualmente uma série de dispositivos, incluindo óculos inteligentes e alto-falantes sem tela, além de produtos únicos, tornando-se um destaque importante na indústria de tecnologia em 2026.
Lições de mercado: oportunidades na diferenciação
De modo geral, o desempenho do mercado nesta semana apresenta algumas características-chave: primeiro, o aumento do apetite ao risco global, com os mercados europeus atingindo recordes históricos e as ações líderes nos EUA mostrando forte desempenho; segundo, a recuperação do dólar e a alta nos rendimentos dos títulos, refletindo otimismo na economia americana; terceiro, commodities permanecendo firmes, especialmente metais básicos atingindo novos picos; quarto, criptomoedas em recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta simultânea; quinto, apesar do entusiasmo com IA, a especulação diminui, e o mercado passa a focar em ganhos concretos.
Em um ambiente de mercado assim, as verdadeiras oportunidades muitas vezes estão nos dados e nas tendências ocultas. Para os investidores, é importante aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento do apetite ao risco global, mas também estar atentos à crescente diferenciação entre ações, além de refletir sobre quais aspectos da febre de IA representam necessidades reais e quais podem estar superavaliados.
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
Os mercados bolsistas globais em alta, com as ações de tecnologia a liderar e a atingir recordes históricos — esta tendência pode continuar?
A semana que passou apresentou uma dinâmica de diferenciação, mas com tendência de alta nos mercados globais de capitais. Apesar das oscilações nos mercados americanos, há uma forte força impulsionadora proveniente das ações de tecnologia; as ações europeias, por sua vez, subiram de forma generalizada, com o índice FTSE 100 do Reino Unido ultrapassando pela primeira vez a marca de 10.000 pontos, atingindo um marco histórico. Mas o que realmente está a impulsionar esses movimentos?
Quem são os vencedores por trás da diferenciação nos mercados americanos
Os três principais índices dos EUA apresentaram desempenho divergente. O S&P 500 subiu modestamente 0,72%, o Dow Jones avançou 0,66%, mas o Nasdaq, dominado por ações de tecnologia, caiu 0,03%, indicando que a maior parte dos ganhos concentrou-se em ações não tecnológicas.
Porém, essa conclusão ainda não é completa. Analisando as ações individuais, fica mais claro: a Micron Technology subiu expressivos 10,51%, atingindo US$ 315,42 e marcando uma nova máxima histórica, com um volume de negócios de US$ 13,031 bilhões. O corretor Bernstein elevou seu preço-alvo de US$ 270 para US$ 330, justificando que a forte demanda por inteligência artificial garante receitas futuras para a empresa, que está passando por um aumento significativo na lucratividade.
A lógica por trás disso é bastante clara: embora o Nasdaq tenha caído como um todo, as ações líderes de tecnologia continuam a brilhar. Em particular, empresas de chips e armazenamento relacionadas diretamente à IA tornaram-se objetos de forte atração de capital. Em contrapartida, a Tesla caiu pelo sétimo dia consecutivo, com uma retração de 2,6%, evidenciando uma maior diferenciação entre ações.
As ações de conceito chinês tiveram desempenho destacado, com o índice Golden Dragon subindo 4,38% para 7859 pontos. Entre elas, os American Depositary Receipts (ADRs) de Baidu dispararam 15%, atingindo US$ 147,52. A empresa também anunciou planos de desmembrar a Kunlun Xin para listagem em Hong Kong, tendo submetido o pedido de IPO na Bolsa de Hong Kong em 1 de janeiro de 2026, através de co-contratantes.
Os ADRs da TSMC nos EUA também subiram 5,2%, atingindo uma nova máxima histórica de fechamento, refletindo uma forte expectativa global pela demanda por chips.
Índice europeu atinge novo recorde, aumento do apetite ao risco global
O índice Stoxx 600 da Europa atingiu um novo recorde de fechamento, com todos os principais índices nacionais em alta. O índice FTSE 100 do Reino Unido quebrou pela primeira vez a barreira de 10.000 pontos, atingindo momentaneamente 10.046 pontos, com alta de 1,16%; o CAC 40 da França subiu 0,56%; e o DAX 30 da Alemanha avançou 0,2%.
Isso indica que o apetite ao risco dos investidores globais está em ascensão, com recursos migrando de ativos defensivos para ativos de risco, especialmente apoiados por uma visão otimista quanto às perspectivas de crescimento econômico.
Dólar em alta, rendimento dos títulos sobe
No mercado cambial, o índice do dólar subiu 0,16%, para 98,43, marcando a terceira alta consecutiva. Vale destacar que, no ano passado, o dólar chegou a cair mais de 9%, o maior declínio anual em oito anos, mas recentemente estabilizou-se acima de 98,0, com quatro dias de alta nos últimos cinco pregões, demonstrando força na recuperação do dólar.
O par USD/JPY subiu 0,1%, enquanto o euro frente ao dólar caiu 0,22%, indicando uma recuperação da posição de força do dólar.
No mercado de títulos, a taxa de rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos está em torno de 4,19%, um aumento de 3 pontos base em relação ao dia anterior, com três dias consecutivos de alta. Mas o que explica essa elevação? De um lado, há uma expectativa crescente de crescimento econômico nos EUA; de outro, o mercado antecipa que o Federal Reserve reduzirá as taxas de juros duas a três vezes até o final de 2026, com cortes de 25 pontos base cada. Isso contrasta com a postura do Banco Central Europeu, que mantém ou até eleva os custos de empréstimo, aprofundando as divergências na política monetária global.
Ouro sobe levemente, commodities mantêm força
O ouro avançou 0,32%, para US$ 4.331,5 por onça, mantendo-se em patamares elevados. O petróleo WTI caiu 0,14%, para US$ 57,33 por barril, mas isso não alterou a tendência de força relativa do petróleo.
Destaca-se o preço do alumínio, que atingiu uma máxima de três anos. Impulsionado por perspectivas de oferta restrita e demanda de longo prazo, o preço do alumínio ultrapassou US$ 3.000 por tonelada pela primeira vez em mais de três anos, juntando-se às commodities de base que recentemente marcaram marcos históricos. A capacidade de produção de alumínio na China atingiu seu limite, enquanto na Europa, o aumento dos preços de energia tem restringido a produção, consumindo estoques globais. A demanda do setor de construção e energia renovável permanece forte. Os contratos futuros de alumínio subiram 17% no ano passado, o maior aumento desde 2021.
O preço do cobre também retomou a trajetória de alta, após uma forte valorização que atingiu o maior aumento anual desde 2009, impulsionada por tensões na oferta. O níquel disparou, influenciado pela suspensão das operações de mineração da PT Vale Indonesia, elevando os preços.
Criptomoedas continuam a se recuperar, BTC ultrapassa US$ 90.000
O mercado de criptomoedas mantém sua tendência de alta. O Bitcoin subiu 0,39% nas últimas 24 horas, cotado atualmente em US$ 90.299. Apesar do ganho modesto, estabilizou-se acima de US$ 90 mil. Segundo dados recentes, o preço do Bitcoin está em US$ 96,65K, com variação de +1,64% nas últimas 24 horas.
O Ethereum teve desempenho ainda mais forte, com alta de 4,16% em 24 horas, cotado a US$ 3.125,2. Dados atuais indicam que o ETH está em US$ 3,35K, com variação de +1,63% nas últimas 24 horas.
A febre da IA é uma bolha ou uma oportunidade real? O Goldman Sachs dá uma resposta interessante
Há debates contínuos sobre se o investimento em IA está repetindo a bolha da internet dos anos 2000. A visão do Goldman Sachs é bastante interessante: a atual febre de investimentos em IA não é tão frenética quanto a bolha da internet de 1990, e a atividade especulativa diminuiu significativamente.
Ben Snider, futuro chefe do setor de ações dos EUA no Goldman Sachs, afirmou que os investidores atualmente não focam mais na produtividade futura distante que a IA poderia gerar, mas sim nos resultados concretos e mensuráveis de curto prazo. Isso contrasta com o período da bolha da internet, quando o mercado tentava antecipar o impacto da rede na economia e na produtividade a longo prazo, levando a avaliações infladas. Hoje, os investidores aprenderam a lição.
Dados do “Indicador de Especulação” criado pelo Goldman Sachs há meses mostram que o nível de especulação atual está muito abaixo de há 25 anos, e até mesmo abaixo do pico de 2021, indicando um ambiente de investimento possivelmente o menos frenético da história recente, muitas vezes rotulado de “bolha”.
Por outro lado, o economista-chefe do Goldman Sachs, Hazer, alerta que, apesar do forte aumento das ações de tecnologia por causa da IA, a contribuição real da IA para o crescimento do PIB dos EUA no ano passado foi “quase zero”, pois muitos dos equipamentos e bens relacionados à IA são importados, e semicondutores são considerados insumos intermediários na contabilidade nacional, não investimentos finais. Em outras palavras, o impacto real da IA no crescimento econômico pode estar superestimado.
Perspectiva do setor manufatureiro: leve desaceleração, mas mercado de trabalho continua forte
O índice de gerentes de compras (PMI) de dezembro, divulgado pela S&P Global, mostra que a atividade manufatureira dos EUA continua a melhorar, embora a um ritmo mais lento. O PMI manufatureiro ajustado sazonalmente ficou em 51,8 em dezembro, alinhado com a leitura preliminar, abaixo dos 52,2 de novembro, sendo o ritmo mais fraco de expansão da atividade manufatureira em cinco meses.
De forma específica, o crescimento da produção desacelerou, e novos pedidos voltaram a contrair, pela primeira vez em um ano. As vendas internacionais continuam a cair, parcialmente devido às tarifas comerciais. Contudo, apesar de ainda estarem em níveis elevados, a velocidade de aumento de preços de entrada e saída de bens é a mais lenta em 11 meses, indicando uma redução na pressão inflacionária.
É importante notar que as empresas continuam a relatar crescimento do emprego até o final de 2025, com a criação de vagas atingindo o nível mais alto desde agosto, demonstrando que o mercado de trabalho permanece robusto.
Tendências na indústria de chips: forte apoio do fundo nacional
A SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation) recebeu um aumento significativo de participação do chamado “Fundo de Investimento em Indústria de Circuitos Integrados” (Fundo Nacional de Chips). Dados de divulgação na Bolsa de Hong Kong mostram que, em 29 de dezembro, o fundo aumentou sua participação na SMIC em mais de 357 milhões de ações, a um preço médio de RMB 74,2 por ação, investindo aproximadamente RMB 26,515 bilhões. O fundo elevou sua participação de 4,79% para 9,25%, ultrapassando o limite de 5% de divulgação de participação. Hoje, a SMIC fechou a US$ 75,1, com alta de 5,1%, e um volume de negócios superior a RMB 3 bilhões.
Na outra ponta do ecossistema de chips, a OpenAI estaria tomando medidas para otimizar seu modelo de IA de áudio, preparando-se para lançar dispositivos pessoais alimentados por IA no futuro. Atualmente, o ChatGPT consegue responder por voz, mas sua versão de voz e a de texto usam modelos de base diferentes. Pesquisadores internos da OpenAI acreditam que os modelos de voz atuais ficam atrás em precisão e velocidade de resposta em relação aos modelos de texto, e a empresa planeja lançar dispositivos de consumo com suporte a comandos de voz, com previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2026.
A OpenAI planeja lançar gradualmente uma série de dispositivos, incluindo óculos inteligentes e alto-falantes sem tela, além de produtos únicos, tornando-se um destaque importante na indústria de tecnologia em 2026.
Lições de mercado: oportunidades na diferenciação
De modo geral, o desempenho do mercado nesta semana apresenta algumas características-chave: primeiro, o aumento do apetite ao risco global, com os mercados europeus atingindo recordes históricos e as ações líderes nos EUA mostrando forte desempenho; segundo, a recuperação do dólar e a alta nos rendimentos dos títulos, refletindo otimismo na economia americana; terceiro, commodities permanecendo firmes, especialmente metais básicos atingindo novos picos; quarto, criptomoedas em recuperação, com Bitcoin e Ethereum em alta simultânea; quinto, apesar do entusiasmo com IA, a especulação diminui, e o mercado passa a focar em ganhos concretos.
Em um ambiente de mercado assim, as verdadeiras oportunidades muitas vezes estão nos dados e nas tendências ocultas. Para os investidores, é importante aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento do apetite ao risco global, mas também estar atentos à crescente diferenciação entre ações, além de refletir sobre quais aspectos da febre de IA representam necessidades reais e quais podem estar superavaliados.