Compreender o que é uma Altcoin: O seu guia completo para criptomoedas alternativas

Uma altcoin é qualquer ativo digital que não seja o Bitcoin — o pioneiro das criptomoedas lançado em 2009. Embora o Bitcoin permaneça como o maior e mais estabelecido ativo cripto, o panorama mudou drasticamente. Hoje, o que é uma altcoin vai muito além de simples alternativas ao Bitcoin; esses projetos impulsionam a inovação em todo o ecossistema de criptomoedas. Desde 2017, o domínio de mercado do Bitcoin passou de aproximadamente 95% para o nível atual de 55,45%, sinalizando o crescimento explosivo de milhares de ativos digitais alternativos que competem pela atenção dos investidores e pelo capital de mercado.

A Ascensão das Altcoins: Por que a Participação do Bitcoin Está Diminuindo

A queda da participação de mercado do Bitcoin conta uma história fascinante sobre a evolução das criptomoedas. Entre 2017 e 2023, enquanto o domínio do Bitcoin caiu de cerca de 95% para aproximadamente 45%, o número de altcoins explodiu de poucos para mais de 10.000 projetos distintos. Hoje, as altcoins representam uma parcela significativa do valor total do mercado cripto, atraindo traders, desenvolvedores e instituições com casos de uso inovadores que o Bitcoin sozinho não consegue oferecer.

Essa mudança ocorreu porque o ecossistema de criptomoedas amadureceu além de uma moeda digital de propósito único. Enquanto o Bitcoin serve principalmente como reserva de valor e método de pagamento, as altcoins introduziram funcionalidades especializadas — desde a execução de transações financeiras complexas até a criação de colecionáveis digitais e a implementação de governança descentralizada.

Definindo uma Altcoin: Mais do que “Não Bitcoin”

O termo “altcoin” literalmente significa “moeda alternativa” ou “alternativa ao Bitcoin”. No entanto, essa definição expandiu-se consideravelmente. Uma altcoin abrange qualquer criptomoeda ou token de blockchain que opere de forma independente da rede do Bitcoin. A distinção crucial não está no nome, mas na funcionalidade: as altcoins podem operar em arquiteturas de blockchain completamente diferentes e buscar abordagens tecnológicas distintas.

Quando o Bitcoin surgiu em 2009 como a primeira moeda digital descentralizada bem-sucedida, estabeleceu o modelo básico para todas as criptomoedas subsequentes. A tecnologia revolucionária do blockchain — um sistema de livro-razão distribuído que transmite, verifica e registra transações sem autoridade central — tornou-se a espinha dorsal de praticamente todas as altcoins que vieram depois.

A primeira altcoin, Namecoin (NMC), foi lançada em 2011 como um derivado do Bitcoin. No entanto, o Litecoin (LTC), que estreou pouco depois, conquistou uma adoção muito maior e permanece ativamente negociado hoje. O LTC utiliza o algoritmo Scrypt para oferecer velocidades de transação mais rápidas e taxas reduzidas em comparação ao Bitcoin, ganhando o apelido de “prata do ouro do Bitcoin”. Com o LTC atualmente negociado em torno de 52,84 dólares, continua a demonstrar que as altcoins podem conquistar posições duradouras no mercado por meio de melhorias técnicas relevantes.

A Base Tecnológica: Como as Altcoins Operam

As altcoins compartilham a arquitetura fundamental do Bitcoin — tecnologia blockchain e redes descentralizadas — mas divergem significativamente em seus mecanismos de consenso e filosofias de design. Compreender essa distinção é essencial para entender qual é a verdadeira proposta de valor de uma altcoin.

Proof-of-Work vs. Proof-of-Stake

O Bitcoin usa Proof-of-Work (PoW), onde os nós da rede competem para resolver problemas matemáticos complexos a cada poucos minutos. Os mineradores bem-sucedidos adicionam novas transações ao blockchain e recebem recompensas em criptomoedas. Diversas altcoins adotaram esse mesmo modelo: Litecoin, Dogecoin (atualmente 0,10 dólares) e outras continuam usando mineração PoW.

No entanto, uma mudança revolucionária ocorreu quando a Ethereum introduziu, em 2015, uma abordagem alternativa. Em vez de depender exclusivamente de mineração que consome muita energia, muitas altcoins modernas empregam Proof-of-Stake (PoS). Nesse sistema, validadores “apostam” ou bloqueiam criptomoedas em contratos inteligentes para verificar transações e ganhar recompensas — um processo muito menos intensivo em recursos do que a mineração tradicional. Entre as principais altcoins PoS estão Ethereum (ETH, negociado a 1,92 mil dólares), Polkadot (DOT, a 1,30 dólares) e Solana (SOL, a 80,40 dólares).

Contratos Inteligentes: A Revolução

A introdução de contratos inteligentes pela Ethereum revolucionou as possibilidades das altcoins. São programas baseados em blockchain que executam automaticamente instruções predefinidas quando certas condições são atendidas — tudo sem intermediários. Contratos inteligentes possibilitam plataformas de finanças descentralizadas (DeFi), exchanges descentralizadas e inúmeras outras aplicações que simplesmente não podem rodar na rede do Bitcoin.

Chainlink (LINK, atualmente 8,51 dólares) exemplifica essa inovação. Os tokens LINK não existem em uma blockchain própria, mas como “tokens” construídos sobre a rede Ethereum. Essa distinção entre moedas (criptomoedas com seus próprios protocolos) e tokens (aplicações construídas sobre blockchains existentes) representa uma classificação fundamental dentro do universo das altcoins.

Sete Categorias Principais de Altcoins

A diversidade de altcoins gerou categorias distintas, cada uma atendendo a diferentes necessidades de mercado e casos de uso:

Stablecoins vinculam seu valor a ativos externos — geralmente moedas fiduciárias ou metais preciosos. Tether (USDT) e USD Coin (USDC, a 1,00 dólar) mantêm seu valor atrelado ao dólar americano, oferecendo aos traders estabilidade de preço ao entrar ou sair de posições. Essas reservas teoricamente garantem o valor de resgate, embora a verificação por terceiros continue sendo importante para assegurar a legitimidade.

Tokens Não Fungíveis (NFTs) representam ativos digitais únicos — fotos de perfil, itens de jogos, arte digital ou colecionáveis virtuais. Embora o conceito de NFTs exista desde 2014, eles ganharam destaque em 2021, quando projetos como CryptoPunks e Bored Ape Yacht Club (BAYC) capturaram a atenção de celebridades e investidores.

Moedas de Pagamento funcionam como versões aprimoradas do Bitcoin, oferecendo transações mais rápidas e taxas menores. Bitcoin Cash (BCH, a 542,09 dólares) e Dash (DASH, a 33,19 dólares) entram nessa categoria, competindo em velocidade de transação e eficiência de custos, ao invés de inovação revolucionária.

Moedas de Privacidade vão além, ocultando detalhes das transações por meio de criptografia avançada. Monero e ZCash (ZEC, a 247,22 dólares) escondem dados de transferência de registros públicos, gerando controvérsia sobre conformidade regulatória, ao mesmo tempo que atraem usuários focados em privacidade.

Tokens de Governança concedem direitos de voto sobre decisões de projetos. Uniswap (UNI, a 3,47 dólares), Lido Finance (LDO, a 0,31 dólares) e Aave (AAVE, a 117,71 dólares) permitem que detentores de tokens influenciem atualizações de protocolos e políticas por processos democráticos.

Tokens de Troca emitidos por plataformas de negociação desbloqueiam benefícios específicos da plataforma e recompensas para traders.

Meme Coins surgiram em torno da cultura viral da internet — Dogecoin (DOGE, 0,10 dólares) e Shiba Inu (SHIB, a 0,00 dólares) transformaram memes de cães Shiba Inu em participantes legítimos do mercado, com volumes de negociação expressivos e comunidades dedicadas.

As Altcoins Líderes que Remodelam os Mercados

Diversas altcoins consolidaram-se como líderes de mercado por meio de desempenho consistente e adoção ampla:

Ethereum (ETH) é a segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado, raramente saindo dessa posição desde seu lançamento em 2015. Criada por Vitalik Buterin, Ethereum foi projetada como uma plataforma para aplicações descentralizadas, permitindo que desenvolvedores criem protocolos financeiros, ecossistemas de jogos e infraestrutura sem intermediários corporativos. A 1,92 mil dólares por token, Ethereum continua sendo central no ecossistema de altcoins.

Tether (USDT) é a stablecoin mais antiga e mais negociada atrelada ao dólar. Emitida pela Tether Limited (pertencente à iFinex), USDT opera em múltiplas blockchains, incluindo Ethereum, Tron e Avalanche, facilitando liquidez nos mercados cripto desde 2014.

USD Coin (USDC) oferece uma alternativa de stablecoin emitida pela Circle. USDC se destaca por sua reserva transparente e auditorias regulares por empresas como Deloitte, fortalecendo a confiança em seu valor subjacente.

Outras altcoins relevantes que ganham espaço incluem Cosmos (ATOM, a 2,25 dólares) e Avalanche (AVAX, a 8,70 dólares), cada uma oferecendo soluções distintas de escalabilidade e interoperabilidade.

Compreendendo os Riscos das Altcoins Antes de Investir

O mercado de altcoins apresenta desafios significativos junto às oportunidades. A volatilidade de preços é uma preocupação primordial: pesquisa da Carnegie Mellon University revelou que a volatilidade diária do Bitcoin (desvio padrão de 3,98) ficou bastante atrás de Ethereum (6,8) e Dogecoin (7,4) durante o mercado altista de 2021. Essa maior volatilidade significa que os preços das altcoins flutuam de forma mais dramática e imprevisível do que o Bitcoin.

A liquidez de mercado é outro risco. Algumas altcoins têm volume de negociação insuficiente, dificultando que traders liquidezem posições a preços desejados ou convertam holdings rapidamente em outros ativos. A incerteza regulatória também aumenta esses perigos — ações governamentais podem rapidamente diminuir o valor das altcoins.

Mais importante, projetos fraudulentos infestam o mercado. Pesquisa da firma de análise Satis Group descobriu que 78% dos projetos de ICO lançados durante o ciclo altista de 2017 eram golpes completos. Uma diligência rigorosa na equipe de desenvolvimento, whitepapers e reputação do projeto é essencial antes de investir capital.

Avaliando se uma Altcoin Vale Seu Investimento

Avaliar a viabilidade de uma altcoin exige análise de várias dimensões. Utilize agregadores de preços de criptomoedas como CoinMarketCap e CoinGecko para monitorar preços, volumes de negociação e capitalização de mercado entre os mais de 10.000 altcoins atualmente em circulação.

Um indicador valioso é o Domínio do Bitcoin — a porcentagem do valor total do mercado de criptomoedas que está em Bitcoin versus altcoins. Atualmente, o domínio do Bitcoin é de 55,45%, o que significa que as altcoins representam aproximadamente 44,55% do valor total do mercado cripto. Um aumento no domínio indica fluxo de capital para o Bitcoin; uma diminuição mostra força no mercado de altcoins.

Além dos dados, uma avaliação bem-sucedida de altcoins exige compreensão da proposta de valor única do projeto, vantagens competitivas frente a projetos similares, credibilidade da equipe de desenvolvimento e posição regulatória. Altcoins com governança transparente, comunidades de desenvolvimento ativas e casos de uso demonstrados geralmente apresentam perfis de risco menores do que projetos anônimos com propósitos vagos.

O cenário de altcoins continua evoluindo a uma velocidade impressionante, com novos projetos surgindo constantemente enquanto outros desaparecem na irrelevância. Compreender o que é uma altcoin e realizar pesquisas aprofundadas permite que traders e investidores naveguem com mais confiança nesse mercado dinâmico e identifiquem oportunidades alinhadas ao seu perfil de risco.

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