Como desmistificar o mundo?


A dor não vem da realidade, vem das "histórias" na cabeça.
Desmistificar não é indiferença, é recuperar a "soberania narrativa".

Primeiro, a teoria do "casamento cosplay".
Pessoas comuns gastam dezenas de milhares para organizar uma cerimónia, sentindo-se acima da sua classe social, mas na verdade estão a comprometer o futuro.
Este é um exemplo típico de ser sequestrado pela "história da reputação".
Quem conta a história? É o consumismo, é a expectativa social.

Segundo, a teoria do "arquivo de vida exemplar.exe".
Programa-padrão instalado pelos pais, professores e sociedade: estudar, trabalhar, comprar casa, casar.
A sua ansiedade existe porque tem medo de se desviar do caminho, não porque realmente não consegue viver.
Naquele momento em que pára para respirar, sob os seus pés não está terra, mas um abismo construído pelos olhares alheios.

Terceiro, a teoria da "fonte de emoções".
Pensa que está a amar, mas na verdade está a consumir o "modelo de amor".
Pensa que está furioso, mas na verdade está a encenar um "script de dignidade".
A emoção é o resultado da ressonância entre história e realidade.

Desmistificar é identificar: é o corpo que está a sofrer neste momento, ou é a história na cabeça?

Algumas sugestões práticas para quem quer "desmistificar".

Primeiro, não confunda "desmistificar" com "niilismo".
Saber que é uma história não significa que deixa de participar.
Significa que pode escolher a história, em vez de ser escolhido pela história.
Esta é a "soberania narrativa", não é "desistência".

Segundo, não tenha timidez na vida social.
Por muito rico ou poderoso que seja, se não precisar dele, estão em pé de igualdade.
Considere os outros como PNJs, considere-se o protagonista.
Isto não é arrogância, é eficiência psicológica.
A vida não deve estar sempre a olhar em volta.

Terceiro, terminar relacionamentos desnecessários.
Relacionamentos que o esgotam, termine directamente.
99% das pessoas no trabalho e na escola consegue ofender.
A energia é limitada, reserve-a apenas para pessoas que vale a pena.
Qualquer relacionamento que o afecte, termine-o directamente.

Quarto, concentre-se na "versão de si próprio do ano passado".
O único adversário é a si próprio.
Os outros são apenas extras.
A comparação produz dor, a concentração produz força.
Vivenciar uma versão mais forte de si próprio é suficiente.

Pontos que requerem atenção.

Primeiro, problemas estruturais não são individuais.
Preços da habitação, emprego, saúde, estes são pressões reais, não são inteiramente "histórias".
Não reduza todas as dificuldades a "estar a pensar demais".
Algum sofrimento é real, não é uma narrativa.
Não use "desmistificação" para encobrir verdadeiras dificuldades.

Segundo, maturidade precoce não é igual a sucesso.
O desempenho do autor disparou porque se concentrou após desmistificar.
Mas também há pessoas que se deitaram após desmistificar.
A chave é: após desmistificar, como escolhe viver?
De forma mais activa, ou mais passiva?

"A única maneira de resolver o desgaste interno: deve deixar de ansiar por ter um passado melhor."
O passado não pode mudar, o futuro ainda não chegou.
Apenas o presente é a única "soberania narrativa" que pode controlar.
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