Reuters: Irã está disposto a abrir condicionalmente o passagem do Estreito de Ormuz pelo lado de Omã, desbloqueando o eixo vital global de energia

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O pulso do petróleo mundial pode estar prestes a ser desbloqueado! De acordo com uma reportagem exclusiva da Reuters, Teerã apresentou uma proposta crucial aos Estados Unidos, indicando disposição condicional para permitir que navios evitem ataques e naveguem livremente pelas águas do lado de Omã no Estreito de Hormuz. Desde o conflito entre EUA e Irã no final de fevereiro, centenas de navios comerciais e 20 mil tripulantes ficaram presos no Golfo Pérsico. Essa proposta é vista como uma significativa suavização da postura iraniana, mas o desfecho ainda depende da disposição dos EUA em fazer concessões na mesa de negociações.
(Antecedentes: Funcionários americanos revelam que EUA e Irã estão avançando em direção a um “Acordo de Cessar-Fogo”, enquanto Teerã está à beira da falência)
(Informação adicional: Irã afirma que Líbano e Israel irão cessar fogo por uma semana a partir de hoje! Israel rapidamente desmente: nada disso, continuará atacando o Hezbollah)

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  • Troca de condições: abrir águas do lado de Omã, esperando concessões dos EUA
  • Sinal de concessão: abandonar tarifas extremas de passagem e reivindicações de soberania
  • Retorno ao Acordo de Separação de Rotas de 1968?

A crise no Oriente Médio, que movimenta o nervo da energia global, apresenta uma potencial solução sob pressão extrema. Desde 28 de fevereiro deste ano, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, o Estreito de Hormuz, a principal passagem de energia do mundo, foi bloqueado, causando a maior interrupção na oferta de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) global.

No entanto, segundo uma reportagem exclusiva da Reuters nesta quinta-feira (16), as autoridades de Teerã parecem estar dispostas a fazer concessões na mesa de negociações.

Troca de condições: abrir águas do lado de Omã, esperando concessões dos EUA

De acordo com uma fonte familiarizada com a briefagem de Teerã, como parte de uma proposta de negociação com os EUA, o Irã está considerando uma sugestão: permitir que navios naveguem livremente pelo lado de Omã no Estreito de Hormuz, sem risco de ataques.

Desde o início do conflito, centenas de petroleiros, navios de carga e até 20.000 tripulantes ficaram presos no Golfo Pérsico. Atualmente, ambos os lados estão dentro do “período de cessar-fogo temporário de duas semanas”, que entrou em vigor em 8 de abril. O presidente Donald Trump também declarou na quarta-feira que a guerra está “quase terminada”, mas o controle do Estreito de Hormuz permanece como a questão mais delicada na mesa de negociações.

A fonte destacou que o ponto-chave dessa proposta é “se Washington está pronta para atender às demandas de Teerã”. Ainda não está claro se o Irã concordará em remover as minas navais que colocou na área ou permitir que todos os navios (incluindo aqueles relacionados a Israel) naveguem livremente. O Departamento de Estado dos EUA e o Ministério das Relações Exteriores do Irã não comentaram imediatamente.

Sinal de concessão: abandonar tarifas extremas de passagem e reivindicações de soberania

O ponto mais estreito do Estreito de Hormuz tem apenas 34 km (21 milhas), localizado entre o Irã e Omã, sendo a única passagem do Golfo Pérsico para o Oceano Índico, além de uma rota principal para exportação de energia e fertilizantes do Oriente Médio.

Fontes de segurança ocidentais indicam que a proposta de permitir a passagem sem obstáculos pelos águas de Omã está em gestação. Isso é visto como o primeiro sinal claro de que Teerã está recuando de sua postura “extremamente beligerante” recente. Nas últimas semanas, o Irã ameaçou cobrar tarifas de passagem de navios que atravessam essa rota internacional e exercer controle soberano total sobre o estreito; isso provocou forte reação da Organização Marítima Internacional (OMI), que alertou que tal medida criaria um “precedente perigoso” e violaria convenções marítimas internacionais.

Retorno ao Acordo de 1968 de Separação de Rotas?

Se essa proposta for implementada, será o primeiro passo para restaurar o status quo na navegação pelo estreito. Segundo o “Plano de Separação de Tráfego Bidirecional” aprovado em 1968 por uma organização marítima da ONU e países da região, o sistema atual já divide as rotas entre águas iranianas e águas de Omã.

A proposta surge em um momento em que o poder militar dos EUA intensifica ainda mais a pressão. Na segunda-feira, os EUA implementaram um bloqueio marítimo rigoroso a um petroleiro que saiu do porto iraniano. Diante de sanções econômicas extremas e dissuasão militar, se Teerã poderá obter algum alívio ao ceder o controle da rota de Omã, será uma variável decisiva para o preço global de energia e o futuro da paz no Oriente Médio.

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