Agência de Segurança dos EUA usa Anthropic Mythos: tática de duas faces, com o Pentágono bloqueando de um lado e permitindo do outro

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EUA, o Departamento de Defesa (DoD) classificou a Anthropic como uma “risco na cadeia de suprimentos”, enquanto a Agência de Segurança Nacional (NSA) já está silenciosamente usando a ferramenta de IA mais poderosa da Anthropic — isso não é uma piada de ironia,

Segundo uma reportagem exclusiva do Axios de 19/04, uma unidade do Departamento de Defesa (DoD) já listou oficialmente a Anthropic como “risco na cadeia de suprimentos”, alegando que suas ferramentas de IA podem ameaçar a segurança nacional dos EUA. No entanto, a mesma entidade, a Agência de Segurança Nacional (NSA), que também pertence ao DoD, está testando a Mythos Preview, o modelo mais avançado e restrito da Anthropic. Uma organização com duas unidades subordinadas adotando posições diametralmente opostas em relação à mesma empresa.

Mythos: a IA trancada na caixa-forte pela Anthropic

Mythos não é um modelo comum do Claude. A Anthropic, através da aliança Project Glasswing, limita o acesso a cerca de 40 instituições, incluindo Amazon, Apple, Google, Cisco, CrowdStrike, JPMorgan, Microsoft, Nvidia e outros gigantes de tecnologia e finanças.

A razão é simples: esse modelo é extremamente eficaz. Segundo informações disponíveis, os membros do Glasswing usam Mythos principalmente para escanear suas próprias redes em busca de vulnerabilidades de segurança — e já identificaram milhares de vulnerabilidades de alta gravidade em todos os principais sistemas operacionais e navegadores. Essa capacidade faz com que a Anthropic opte por controlar o acesso via lista de permissões, ao invés de liberar publicamente.

Como a NSA obteve permissão de acesso ao Mythos? Ela se juntou oficialmente à aliança Glasswing? Ainda não se sabe. A reportagem do Axios também admite que o uso real do Mythos pela NSA é desconhecido. Essa lacuna de informação já demonstra a sensibilidade do assunto.

Processo não venceu, negócios estão se desbloqueando

Voltando a março: a Anthropic entrou com ações contra o Departamento de Defesa em duas cortes federais, desafiando a decisão do governo Trump de classificá-la como “risco na cadeia de suprimentos”. Em 8/04, o Tribunal de Apelações Federal rejeitou o pedido de emergência da Anthropic para suspender a proibição, levando a uma derrota na primeira rodada judicial.

Porém, o que acontece fora do tribunal é completamente diferente. Em 17/04, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, foi ao Escritório Oval, se reuniu com a chefe de gabinete Susie Wiles e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, para discutir o uso do Mythos por agências governamentais. A existência dessa reunião já é um sinal: o governo dos EUA não pretende que a etiqueta de “risco na cadeia de suprimentos” do DoD seja a resposta final.

O governo está ativamente promovendo o acesso das agências federais ao Claude Mythos. O Departamento de Defesa pediu que o Claude fosse disponibilizado para “todos os propósitos legais”, e uma reportagem de 16/04 revelou que o White House já está mediando as negociações entre a Anthropic e as agências governamentais sobre as condições de uso.

Onde está a linha vermelha: as agências de vigilância podem usar uma ferramenta que diz “não pode ser usada para vigilância”?

A posição central da Anthropic nunca mudou: Mythos não pode ser usado para vigilância doméstica em larga escala, nem para o desenvolvimento de armas autônomas. Essas duas restrições estão claramente escritas e não são meramente declarações morais vagas.

O problema é que a NSA, cuja essência é a coleta massiva de sinais de inteligência e monitoramento, enfrenta uma contradição. Essas duas atividades não podem ser simplesmente reconciliadas com uma mudança de discurso. A Anthropic sabe disso — e é por isso que a entrada na aliança Glasswing é tão restrita, e cada cenário de uso é limitado.

Se a NSA realmente obteve acesso ao Mythos, o maior problema não é “se está usando”, mas “onde está usando”. A linha entre escaneamento de vulnerabilidades e coleta de inteligência, em uma operação de uma agência de inteligência de nível nacional, muitas vezes é apenas uma questão de uma nota interna.

A disputa interna do governo dos EUA sobre IA

O que realmente merece atenção nesse episódio não é qual ferramenta a NSA está usando, mas a clara divisão interna no governo dos EUA sobre a política de segurança nacional em IA:

Departamento de Defesa (DoD): bloqueia a Anthropic, alegando risco na cadeia de suprimentos, e leva a disputa judicial.

O Escritório do White House (chefe de gabinete + Tesouro): atua como mediador, promovendo o acesso das agências ao Mythos.

A agência de inteligência (NSA): independentemente do que os outros estejam discutindo, já está usando.

Três direções, três lógicas, operando simultaneamente. Isso não é uma falha de política, mas a realidade de um governo que ainda não encontrou um quadro de consenso entre o potencial da IA e o controle de segurança nacional.

De uma perspectiva mais ampla, essa contradição revela uma estrutura que provavelmente se tornará comum: as capacidades das ferramentas de IA já superam a velocidade de adaptação das políticas existentes. O DoD pode afirmar na justiça que a Anthropic representa risco, enquanto a NSA já está usando os modelos da Anthropic — essas ações não se excluem, pois operam em níveis de decisão diferentes.

Para a Anthropic, essa comédia absurda pode ser o melhor sinal de um desfecho inevitável: perder na justiça não importa, o White House já está negociando condições, e as agências de inteligência já estão usando as ferramentas. A normalização política muitas vezes não começa com uma sentença judicial.

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