Acabei de ver algo interessante nos dados de transporte de petróleo bruto.


Resulta que os petroleiros americanos estão usando o Canal do Panamá como nunca nos últimos quatro anos.
Segundo a Kpler, na primeira metade de abril, as exportações de petróleo bruto dos Estados Unidos por essa rota já ultrapassavam 200 mil barris por dia, o que é bastante notável considerando a situação atual.

O que está acontecendo é que as refinarias asiáticas precisam se abastecer, e com os problemas de navegação no Estreito de Ormuz e a tensão no fornecimento do Oriente Médio, o petróleo americano se tornou uma alternativa atraente.
O Canal do Panamá oferece a rota mais direta do Golfo dos EUA para a Ásia, e embora não permita a passagem dos maiores petroleiros, continua sendo muito mais eficiente do que outras opções.

Mas aqui vem o interessante: os tempos de espera no Canal do Panamá aumentaram tanto que os transportadores estão pagando mais de 3 milhões de dólares apenas para obter prioridade na passagem.
Pense nisso, do Golfo até o Japão por essa rota leva cerca de um mês, enquanto se contornarem o Cabo da Boa Esperança, na África, a viagem dobra.
Por isso, muitos capitães preferem pagar a taxa adicional.

Os dados mostram que a maioria desses petroleiros que atravessaram o Canal do Panamá em março e abril transportavam petróleo bruto americano com destino ao Japão e Coreia do Sul.
Definitivamente, é uma tendência que vale a pena observar, especialmente considerando como o comércio de energia continua se reorganizando em resposta às tensões geopolíticas atuais.
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