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O cessar-fogo tem 24 horas restantes, Trump ordena às forças americanas que três porta-aviões atracados no Oriente Médio "não atrasem as negociações", o presidente do Irã responde: "Recusamos negociar sob ameaça".
O acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA expirará às 22h de 22 de abril (quarta-feira), e Trump já deixou claro que “é improvável que seja prorrogado”; ao mesmo tempo, três grupos de porta-aviões dos EUA, de forma rara na história, estão se concentrando no Oriente Médio, enquanto a operação de bloqueio marítimo “Operation Epic Fury” continua a intensificar. O presidente do parlamento iraniano, Kalibaf, ameaçou duramente na madrugada de 21/4: “Não aceitaremos negociações sob a sombra de ameaças”, e o líder supremo Khamenei reafirmou suas três posições, sem dar um passo atrás
(Resumindo: Irã: retome o controle do Estreito de Hormuz! Não concordou com a participação dos EUA na próxima rodada de negociações)
(Complemento de contexto: EUA oficialmente bloqueiam o Estreito de Hormuz! Não bloqueiam navios não iranianos, WTI volta a cotar a US$ 101)
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Menos de 24 horas para o vencimento do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, a situação esquenta rapidamente. O acordo assinado em 8 de abril expirará às 22h de 22 de abril (quarta-feira), e Trump já declarou publicamente que “é improvável que seja prorrogado”. Na última janela de tempo, os EUA, de forma rara, implantaram três grupos de porta-aviões na região do Oriente Médio, enquanto as lideranças iranianas se pronunciam na mesma noite com tom extremamente duro, aumentando a preocupação de uma retomada do conflito. Entre 17 e 18 de abril, delegações dos EUA e Irã participaram de negociações de 21 horas em Islamabad, mas sem acordo, com divergências principais sobre o destino do estoque de urânio enriquecido do Irã e o controle do Estreito de Hormuz, questões ainda pendentes.
Três porta-aviões avançam juntos: Operation Epic Fury aumenta a pressão
Segundo a CCTV, citando fontes estrangeiras, os três grupos de porta-aviões dos EUA (CSG) formaram uma estratégia de cerco sem precedentes no Oriente Médio. O grupo do porta-aviões “Lincoln” (USS Abraham Lincoln) está atualmente no Golfo de Omã e próximo ao Estreito de Hormuz, participando ativamente da operação de bloqueio marítimo denominada “Operation Epic Fury”, que visa os principais portos iranianos; o grupo do “Ford” (USS Gerald R. Ford) está no norte do Mar Vermelho, tendo retornado do Canal de Suez em 16 de abril para a área de comando CENTCOM; o “Bush” (USS George H.W. Bush, CVN-77), que partiu de Norfolk, Virgínia, em 31 de março, escolheu uma rota longa ao redor do Cabo da Boa Esperança, e foi visto na costa da África do Sul no início de abril, com previsão de chegar ao Mar Arábico no final de abril, possivelmente substituindo o “Ford”. A presença simultânea dos três grupos é a maior projeção naval de força dos EUA na região nos últimos anos, interpretada como um forte sinal de pressão pelo vencimento do acordo de cessar-fogo. Em 19 de abril, os EUA ainda apreenderam um navio iraniano, agravando ainda mais o clima de negociações já fragilizado.
Trump declara: “Se não negociar, enfrentará problemas sem precedentes”
Trump, em entrevista por telefone à CNN, reafirmou sua postura de máxima pressão. Afirmou que “o Irã negociará” e demonstrou confiança na próxima rodada de negociações em Paquistão, enfatizando seu desejo de alcançar um “acordo justo”, mas com uma linha clara: “O Irã não terá armas nucleares.” Sobre as ações militares já tomadas, Trump afirmou que “não tinha escolha” e insinuou que, se as negociações fracassarem, irá “concluir o trabalho” — uma linguagem dura que muitos veículos interpretaram como uma abertura para ações militares. O chefe do exército paquistanês, General Asim Munir, ainda está negociando em Teerã, tendo se reunido com o presidente do parlamento iraniano, Kalibaf, e com o presidente Pezeshkian; Trump também chegou a sugerir que poderia ir pessoalmente a Islamabad para assinar um acordo — mas, com diferenças profundas entre as posições, essa possibilidade está se reduzindo rapidamente.
Irã reage com firmeza: três posições, novo jogo, rejeitando negociações sob ameaça
Na noite crucial que antecede o cessar-fogo, as lideranças iranianas se pronunciaram de forma unânime e dura. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na madrugada de 21/4: “O Irã não aceita negociações sob a sombra de ameaças.” Acusou Trump de tentar transformar a mesa de negociações em uma de rendição, mantendo bloqueios e violando o acordo de cessar-fogo já alcançado, tentando “transformar a mesa de negociações em uma mesa de rendição” ou procurando um pretexto para recomeçar a guerra. Ghalibaf também revelou que, nas últimas duas semanas, o Irã se preparou para “mostrar uma nova carta”, sem detalhar. Por outro lado, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reafirmou em 20/4 três posições fundamentais: exigir que os adversários paguem “indenizações de guerra” e responsabilizem pelos ataques; promover uma “nova fase” na gestão do Estreito de Hormuz, indicando maior controle; e nunca abrir mão de seus direitos legítimos, vendo toda a região como uma “frente de resistência” unificada e inseparável. O Irã também acusou os EUA de violar pelo menos três promessas no acordo de 10 pontos, incluindo a apreensão do navio iraniano em 19/4, o que prejudica a base para a segunda rodada de negociações. Em 18/4, o Irã anunciou oficialmente que retomou o controle do Estreito de Hormuz, e há divergências fundamentais na interpretação do memorando de 60 dias.
BTC atinge US$ 76.600, força aérea explode com US$ 195 milhões: sinal de refúgio no mercado de criptomoedas
A faísca do barril de pólvora geopolítica está se encurtando, e o mercado de criptomoedas já reage primeiro. O aumento de preço resultou em uma explosão de posições vendidas na força aérea, com US$ 195 milhões de liquidações em um único dia, representando 70% do total de US$ 280 milhões de liquidações no mercado. Ainda mais importante, há sinais de desconexão entre o BTC e ativos tradicionais de risco — o índice Nasdaq, que vinha subindo 13 dias consecutivos devido à deterioração da tensão EUA-Irã, encerrou sua sequência de alta, enquanto o BTC é visto por instituições como um ativo de refúgio independente das ações americanas, aproximando-se do ouro em lógica. A BlackRock, por meio do seu fundo IBIT, teve uma entrada de US$ 871 milhões em uma semana, e o ETF de Bitcoin à vista deve alcançar um saldo positivo de US$ 1,9 bilhão até 2026, indicando uma crescente confiança de grandes instituições na propriedade de refúgio do BTC. Quanto ao petróleo, o Brent atingiu US$ 118 por barril em março, recorde histórico, e o WTI voltou a US$ 101 em 13 de abril, mostrando que a tensão no mercado de energia persiste. Vale destacar que, no início de 2026, circulou uma notícia de que o Irã teria exigido pagamento em Bitcoin para navios que atravessassem o Estreito de Hormuz — se essa “precedente geopolítica cripto” se expandir após o rompimento do cessar-fogo, a correlação entre BTC e a região do Oriente Médio pode se intensificar ainda mais. Os três principais pontos de observação desta semana: se o cessar-fogo será renovado após 22/4, o impacto dos dados de IPC na narrativa de inflação, e se o próximo movimento do FOMC conseguirá estabilizar o mercado.