No mercado de criptoativos da Coreia do Sul, Tether e Circle estão ganhando destaque, e esse movimento é bastante interessante. O pano de fundo é a legislação de segunda fase da "Lei de Ativos Digitais" prevista pelo governo sul-coreano para 2026. Isso tem acelerado significativamente a estratégia dessas duas empresas na Coreia.



Observando os movimentos recentes, Tether iniciou contratações voltadas para departamentos governamentais e investigações de blockchain na Coreia. Ou seja, eles estão estabelecendo uma base física em Seul e se preparando para atender às exigências regulatórias locais. Por outro lado, a Circle também vem fortalecendo sua presença de forma consistente desde a visita de liderança no ano passado. O foco deles é aprofundar a liquidez e explorar o potencial de uma stablecoin vinculada ao won.

A competição no mercado de stablecoins também está se intensificando. USDT continua sendo o centro de negociações de alto volume, enquanto USDC é apoiada por usuários que valorizam a transparência. A participação de mercado atual do USDC é de aproximadamente 2,88%, com adoção crescente em grandes exchanges sul-coreanas como Korbit e Coinone. Por outro lado, a participação do USDT é de 7,00098%, de forma esmagadora.

Essa melhora na liquidez traz benefícios reais para os participantes do mercado sul-coreano. Historicamente, o mercado da Coreia é conhecido pelo "Premium de Kimchi", que se distancia bastante do preço global devido ao controle de capitais. O aumento no volume de negociações de Tether e Circle pode se tornar um canal importante para preencher a lacuna entre o mercado de won e a liquidez global em dólares.

Também vale ficar atento às movimentações regulatórias. O governo sul-coreano indicou que, através da estratégia de crescimento econômico de 2026, pretende remover algumas restrições à participação de empresas em investimentos em criptoativos. Se isso acontecer, investidores institucionais precisarão de uma liquidez "in-lamp e out-lamp" mais eficiente, e a presença de uma das maiores emissores de stablecoins do mundo com uma filial oficial ajudará a reduzir significativamente o risco de contraparte. Isso pode acelerar a transição de negociações especulativas de varejo para um ecossistema financeiro mais maduro.

Os detalhes do quadro regulatório também são importantes. O governo discute metas principais, como obrigar reservas a serem superiores a 100%, garantir o direito dos usuários de trocar facilmente por moeda fiduciária e obrigar empresas estrangeiras a estabelecer representantes legais locais. Todos esses pontos estão totalmente alinhados com as operações locais que Tether e Circle já estão desenvolvendo.

A longo prazo, também surge a possibilidade de uma stablecoin vinculada ao won. A Circle já demonstrou interesse em fornecer essa infraestrutura. Se concretizado, será possível realizar transferências em tempo real 24 horas por dia dentro da economia sul-coreana, reduzindo drasticamente os custos de remessas. No entanto, o Banco da Coreia mantém uma postura cautelosa devido a preocupações com soberania monetária e saída de capitais.

Nos próximos 18 meses, o diálogo entre empresas globais de tecnologia e reguladores sul-coreanos será crucial para a evolução do mercado. Especialmente, a questão de até que ponto permitir emissores internacionais altamente regulados, que não sejam bancos, será um ponto de foco. Participantes do mercado devem acompanhar de perto essa tendência regulatória, incluindo discussões em comunidades no Discord. A maturidade do mercado sul-coreano pode ter um impacto significativo em todo o ecossistema de ativos digitais na Ásia.
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