Você se lembra daquele cara que virou uma lenda na internet por jogar sal? Salt Bae? Eu achava que a história dele era um conto de sucesso perfeito, mas descobri que é mais um show de horror.



No começo, tudo era mágico. O chef turco Nusret Gokce cresceu em uma família pobre, trabalhou em um açougue, foi para a Argentina aprender a arte de cortar carne. Voltou, abriu um pequeno restaurante com oito mesas. Depois, em 2017, seu vídeo de 36 segundos viralizou na internet - aquele gesto com sal, perna esquerda dobrada, braço direito levantado, dedos elegantemente torcidos. Parece um gesto de dança, mas é sal caindo sobre seus músculos do braço direto, direto no bife. Todo o movimento é hipnotizante.

Bruno Mars viu isso no Twitter e compartilhou. Uma noite, e o vídeo pulou de alguns milhares para 2,4 milhões de visualizações. Depois, a internet só ficou louca. Salt Bae rapidamente virou marca registrada - restaurante em Istambul, Miami, Nova York, Londres, Dubai, Mykonos. No total, 31 locais ao redor do mundo. A filial de Nova York faturou um milhão no primeiro mês.

E os preços? Bife envolto em ouro 24 quilates em Londres custa 700 libras. Macarrão com carne, 95 libras. Hambúrguer com ouro, 100 libras. Em Dubai, carne de ouro custa 1250 dirhams. Mas as pessoas pagaram. Celebridades começaram a aparecer - DiCaprio, Messi, toda a família Beckham, Diddy. Salt Bae voava de jatinho privado, tinha dois Rolls-Royce, uma coleção de carros de um milhão de libras. Era um sonho.

Só que os sonhos acabam. Até 2023, tudo começou a desmoronar. Uma cliente pagou 500 libras para que Salt Bae cortasse seu bife pessoalmente, e ele estava sentado conversando ao telefone com fones de ouvido. Os funcionários começaram a reclamar - demitidos por pequenas infrações, horas extras não pagas, gorjetas descontadas. Uma funcionária descreveu o trabalho como "muito tenso", longas horas, até supervisionando a água que bebiam. Salt Bae era descrito como "cheio de hostilidade e intimidação". Pedidos para fazer massagem nos pés dele. Encontrava-se com várias mulheres após o turno. E aquele bife caro? Era uma farsa - uma fina camada de ouro barato, comestível, que permitia vendê-lo por algumas centenas de libras a mais.

Em Nova York, uma barman acusou o gerente de assédio sexual, ele exigia "saia curta e salto alto". O caso foi para mediação, mas a cultura de trabalho sob a liderança de Salt Bae ficou evidente.

Ainda pior - sua relação com Diddy, que foi acusado de crimes sexuais. Salt Bae cozinhava para ele, participava de festas. Agora, essa é sua marca negativa.

E vocês se lembram da final da Copa do Mundo de 2022? Salt Bae invadiu o campo, forçou um abraço em Messi, beijou o troféu, atrapalhou a cerimônia. FIFA investigou, ele pediu desculpas: "estava sobrecarregado de excitação", mas a internet não acreditou. Todos falavam da loucura em torno da popularidade.

Agora, seu império gastronômico está em crise. Perdas de 5,4 milhões de libras. Das sete restaurantes, sobraram apenas dois, que mal se sustentam. Os funcionários revelam a verdadeira face.

A história de Salt Bae mostra algo importante - na era dos influenciadores, o sucesso pode chegar rápido, mas quando o brilho desaparece e não há fundamentos sólidos, a queda é ainda mais rápida. Ele foi uma estrela pelo gesto, mas acabou sendo apenas um homem sem ética.
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