Segundo relatos, o governo de Trump deverá anunciar ainda esta semana a formação de uma aliança internacional para a escolta no Estreito de Hormuz, visando garantir a segurança desta rota petrolífera global crucial; o Financial Times indica que Trump já pressionou diretamente a NATO, sugerindo que aliados que se recusarem a participar pagarão um preço diplomático.
(Antecedentes: Trump pede à China, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e França que enviem navios para proteger o Estreito de Hormuz; os EUA vão patrulhar?)
(Informação adicional: Irã bloqueia o Estreito de Hormuz e atira contra mais de dez petroleiros! Trump ameaça: tolerar temporariamente o aumento dos preços do petróleo, enquanto Alemanha e Israel se unem para combater)
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Funcionários dos EUA revelaram ao The Wall Street Journal que o governo de Trump deve anunciar ainda esta semana que vários países concordaram em participar da aliança de escolta no Estreito de Hormuz, ajudando a proteger as embarcações que navegam ao longo da costa do Irã. No entanto, há divergências sobre o momento de iniciar a operação — se antes ou após o fim do conflito militar entre Irã e EUA, ainda sem consenso. A Casa Branca recusou-se a comentar, afirmando que a declaração poderá ser ajustada conforme a situação no campo de batalha.
Apesar de o esboço da aliança de escolta estar se formando, muitos países permanecem cautelosos em envolver-se militarmente enquanto o conflito ainda está ativo. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, declarou publicamente em 15 de março que a Alemanha não participará de qualquer operação internacional de proteção às embarcações no Estreito de Hormuz, evitando assim um efeito dominó que possa levar outros aliados a seguir o exemplo.
O núcleo dessa disputa diplomática é como equilibrar interesses estratégicos e riscos políticos. O Estreito de Hormuz responde por cerca de 20% do petróleo mundial transportado por mar diariamente. Países europeus dependem muito mais do petróleo do Golfo Pérsico do que os EUA. Se a rota for bloqueada, a Europa será a mais afetada, não os EUA.
Em entrevista ao Financial Times, Trump adotou uma postura mais dura. Ele destacou a dependência energética da Europa: “Quem se beneficia do estreito, deve ajudar a garantir que nada aconteça lá.” Ele reforçou que a Europa depende fortemente do petróleo do Golfo Pérsico, enquanto os EUA já se libertaram dessa dependência.
Quando questionado sobre as consequências caso os aliados se recusem a colaborar, Trump advertiu sem rodeios: “Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, acho que o futuro da NATO ficará muito comprometido.” Essa declaração foi interpretada como uma pressão pública sobre os aliados europeus, ligando diretamente a questão do Estreito de Hormuz ao futuro da aliança.
Quanto às demandas específicas, Trump pediu que os aliados ofereçam “qualquer ajuda necessária”, destacando especialmente os navios de desminagem, que, segundo ele, são mais numerosos na Europa do que nos EUA. Ele também sugeriu que a Europa envie forças de assalto ou outras tropas terrestres para eliminar ameaças de drones e minas no Golfo Pérsico, atribuídas ao Irã.
Além da pressão diplomática, Trump emitiu um aviso militar, indicando que os EUA estão prontos para lançar uma nova ofensiva contra a ilha de Khark, principal ponto de exportação de petróleo do Irã, e possivelmente ampliar o alvo para outras infraestruturas petrolíferas iranianas. Analistas apontam que, se tais ataques ocorrerem, os preços globais do petróleo podem sofrer impactos severos, acelerando a inflação e afetando significativamente o mercado de criptomoedas.
A situação permanece altamente dinâmica, e a composição final da aliança de escolta e suas ações dependerão em grande medida das negociações diplomáticas nos próximos dias.