Pare de olhar fixamente para o mercado. Uma declaração de um ex-elevado executivo do Goldman Sachs está a reescrever toda a nossa compreensão sobre este ciclo.
Raoul Pal, este veterano que operou na Goldman Sachs, recentemente perdeu a cabeça numa reunião: a dívida global não tem solução, a única saída é continuar a imprimir dinheiro. A sua linha do tempo é — nos próximos 12 meses, uma liquidez de 8 biliões de dólares irá inundar o mercado.
Mas o mais revolucionário é a sua redefinição do ciclo.
Temos vindo a usar o "ciclo de redução de metade a cada quatro anos" para enquadrar o mercado de alta, mas Pal propõe um modelo completamente diferente: o verdadeiro motor do mercado não é a narrativa da redução de metade, mas sim o **ciclo de dívida**. Segundo esta lógica, a duração do ciclo é de 5,4 anos, e o pico do mercado de alta não será em 2025, mas sim a **final de 2026**.
O que é que isto significa?
Se a sua previsão estiver correta, o mercado atual não está na fase final, mas sim no meio. Pensas que estás a avançar rapidamente, mas na verdade ainda podes estar cedo. Pensas que estás a escapar ao topo, mas na realidade já estás na metade da subida, quase a descer.
Isto não é apenas análise técnica ou jogo emocional, mas sim a externalização de conflitos internos do sistema fiduciário. Quando os bancos centrais são encurralados pela dívida, imprimir dinheiro torna-se a única opção, e a narrativa do BTC e ETH deixa de ser apenas "ouro digital" ou "o futuro da blockchain" — tornam-se mais como instrumentos de cobertura contra riscos sistémicos.
Então, o que fazer agora?
Primeiro, **reajustar a cronologia**. Se o pico é no final de 2026, tens mais tempo para ajustar as posições, mas isto não significa que deves relaxar, antes deves distribuir o capital com mais frieza. Segundo, **compreender as variáveis macroeconómicas**. O teu adversário já não é o "grande jogador" nos gráficos de velas, mas sim o balanço do Fed, do BCE, do Banco do Japão. Terceiro, **reavaliar a estrutura de holdings**. Os ativos essenciais são o fundo de reserva, mas os verdadeiros ganhos excecionais vêm muitas vezes daqueles que foram subvalorizados na inundação de liquidez e que podem reagir rapidamente.
Quando pessoas que estiveram no sistema começam a dar-te orientações, deves estar atento a duas possibilidades: ou é uma armadilha, ou é um navio a afundar a apitar. Consegues distinguir qual delas é?
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MerkleTreeHugger
· 2025-12-12 14:30
8万亿 de liquidez? Parece bom, mas ainda vou esperar para ver
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ProposalManiac
· 2025-12-11 10:52
A argumentação sobre o ciclo da dívida parece simplificar problemas complexos de governação a uma única variável... A emissão de dinheiro pode resolver o que é considerado "sem solução", mas, na essência, trata-se ainda de um desequilíbrio na distribuição do poder.
Caramba, só em 2026 no final do ano é que o pico vai acontecer? As altcoins que tenho em mãos terão que esperar até o próximo ano para dobrar de valor.
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GoldDiggerDuck
· 2025-12-11 10:36
Porra, só em 2026 mesmo? Então, essa onda de comprar na alta foi um pouco precipitada...
Final de 2026? Parece que este ciclo foi completamente diferente do que eu esperava, está a doer.
Imprimir dinheiro é só isso? Então o BTC não vai voar? Essa lógica não tem erro.
Então agora ainda estamos na pausa, ainda não é hora de recuar? Estou a acreditar no que, mano...
O ciclo da dívida, sob esse ponto de vista, é realmente inovador, muito mais confiável do que a narrativa da halving.
Pare de olhar fixamente para o mercado. Uma declaração de um ex-elevado executivo do Goldman Sachs está a reescrever toda a nossa compreensão sobre este ciclo.
Raoul Pal, este veterano que operou na Goldman Sachs, recentemente perdeu a cabeça numa reunião: a dívida global não tem solução, a única saída é continuar a imprimir dinheiro. A sua linha do tempo é — nos próximos 12 meses, uma liquidez de 8 biliões de dólares irá inundar o mercado.
Mas o mais revolucionário é a sua redefinição do ciclo.
Temos vindo a usar o "ciclo de redução de metade a cada quatro anos" para enquadrar o mercado de alta, mas Pal propõe um modelo completamente diferente: o verdadeiro motor do mercado não é a narrativa da redução de metade, mas sim o **ciclo de dívida**. Segundo esta lógica, a duração do ciclo é de 5,4 anos, e o pico do mercado de alta não será em 2025, mas sim a **final de 2026**.
O que é que isto significa?
Se a sua previsão estiver correta, o mercado atual não está na fase final, mas sim no meio. Pensas que estás a avançar rapidamente, mas na verdade ainda podes estar cedo. Pensas que estás a escapar ao topo, mas na realidade já estás na metade da subida, quase a descer.
Isto não é apenas análise técnica ou jogo emocional, mas sim a externalização de conflitos internos do sistema fiduciário. Quando os bancos centrais são encurralados pela dívida, imprimir dinheiro torna-se a única opção, e a narrativa do BTC e ETH deixa de ser apenas "ouro digital" ou "o futuro da blockchain" — tornam-se mais como instrumentos de cobertura contra riscos sistémicos.
Então, o que fazer agora?
Primeiro, **reajustar a cronologia**. Se o pico é no final de 2026, tens mais tempo para ajustar as posições, mas isto não significa que deves relaxar, antes deves distribuir o capital com mais frieza.
Segundo, **compreender as variáveis macroeconómicas**. O teu adversário já não é o "grande jogador" nos gráficos de velas, mas sim o balanço do Fed, do BCE, do Banco do Japão.
Terceiro, **reavaliar a estrutura de holdings**. Os ativos essenciais são o fundo de reserva, mas os verdadeiros ganhos excecionais vêm muitas vezes daqueles que foram subvalorizados na inundação de liquidez e que podem reagir rapidamente.
Quando pessoas que estiveram no sistema começam a dar-te orientações, deves estar atento a duas possibilidades: ou é uma armadilha, ou é um navio a afundar a apitar. Consegues distinguir qual delas é?