Alguma vez te perguntaste onde o teu dólar vale mais dinheiro? A realidade é dura: existem 50 nações onde a moeda local colapsou de forma tão dramática que precisas de milhares, dezenas de milhares ou até milhões de unidades locais para conseguir um único bilhete verde.
O abismo económico: moedas à beira do colapso
A depreciação monetária que observamos nestes países não é casual. Reflete crises inflacionárias, instabilidade política, falta de reservas internacionais e decisões económicas desastrosas que levaram estas nações ao precipício financeiro.
Venezuela lidera a lista com um bolívar que atinge 1 USD ≈ 4.000.815 VES, seguida pelo Irão com o seu rial cotizando em 1 USD ≈ 514.000 IRR. Estes casos extremos mostram economias completamente destruídas onde a hiperinflação transformou as moedas nacionais em papel praticamente sem valor.
Ásia Sudeste e o Sudeste Asiático: fraqueza estendida
Na região asiática encontramos um cluster preocupante. Laos enfrenta cotações de 1 USD ≈ 17.692 LAK, enquanto Indonésia luta com 1 USD ≈ 14.985 IDR. Camboja marca 1 USD ≈ 4.086 KHR, Vietname situa-se em 1 USD ≈ 24.000 VND, e Paquistão regista 1 USD ≈ 290 PKR.
Apesar de serem economias com potencial, estas nações enfrentam pressões inflacionárias persistentes, dívidas externas insustentáveis e falta de acesso a dólares americanos que mantêm as suas moedas sob pressão constante.
África: o continente mais afetado
O continente africano sofre a maior concentração de moedas fracas. ** Serra Leoa atinge 1 USD ≈ 17.665 SLL**, Guiné marca 1 USD ≈ 8.650 GNF, Uganda chega a 1 USD ≈ 3.806 UGX, Tanzânia fecha em 1 USD ≈ 2.498 TZS, Madagascar em 1 USD ≈ 4.400 MGA, Zâmbia em 1 USD ≈ 20.5 ZMW, Sudão em 1 USD ≈ 600 SDG, Gana em 1 USD ≈ 12 GHS, Quénia em 1 USD ≈ 148 KES, Maláui em 1 USD ≈ 1.250 MWK, Moçambique em 1 USD ≈ 63 MZN, Somália em 1 USD ≈ 550 SOS e Nigéria em 1 USD ≈ 775 NGN.
A razão é complexa: dependência de commodities, corrupção institucional, conflitos internos e sistemas financeiros frágeis mantêm estas economias presas em ciclos de depreciação.
Médio Oriente: tensões geopolíticas e sanções
A região enfrenta os seus próprios demónios. Líbano cotiza em 1 USD ≈ 15.012 LBP, Iraque em 1 USD ≈ 1.310 IQD, Síria atinge 1 USD ≈ 15.000 SYP, Iémen chega a 1 USD ≈ 250 YER e Afeganistão marca 1 USD ≈ 80 AFN.
Estas nações estão presas entre conflitos armados, sanções internacionais e o colapso das suas instituições financeiras, o que pulverizou o valor das suas moedas.
A região latino-americana enfrenta pressões inflacionárias derivadas de volatilidade política, dependência de exportações primárias e taxas de juro elevadas que geram depreciações sustentadas.
Ásia Central e o Cáucaso: transição económica difícil
Estas nações em transição enfrentam reformas económicas incompletas, acesso limitado a mercados globais e dependência do comércio regional que limita a força das suas moedas.
Para além dos números, o que conecta estes 50 países é a fragilidade estrutural. Cada moeda fraca conta uma história de instituições deficientes, políticas fiscais insustentáveis e economias incapazes de gerar valor acrescentado suficiente para manter a estabilidade cambial.
Enquanto alguns países lutam para recuperar-se, outros estão presos em ciclos aparentemente intermináveis de depreciação. A moeda mais barata do mundo não é apenas um número: é o reflexo de milhões de pessoas a enfrentarem a dura realidade da inflação e da perda de poder de compra. Estes dados são um lembrete de porque a diversificação de ativos e a compreensão dos mercados financeiros globais nunca foram tão críticas.
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🌍 Os 50 países com a moeda mais barata do mundo: o colapso económico global em números 💰
Alguma vez te perguntaste onde o teu dólar vale mais dinheiro? A realidade é dura: existem 50 nações onde a moeda local colapsou de forma tão dramática que precisas de milhares, dezenas de milhares ou até milhões de unidades locais para conseguir um único bilhete verde.
O abismo económico: moedas à beira do colapso
A depreciação monetária que observamos nestes países não é casual. Reflete crises inflacionárias, instabilidade política, falta de reservas internacionais e decisões económicas desastrosas que levaram estas nações ao precipício financeiro.
Venezuela lidera a lista com um bolívar que atinge 1 USD ≈ 4.000.815 VES, seguida pelo Irão com o seu rial cotizando em 1 USD ≈ 514.000 IRR. Estes casos extremos mostram economias completamente destruídas onde a hiperinflação transformou as moedas nacionais em papel praticamente sem valor.
Ásia Sudeste e o Sudeste Asiático: fraqueza estendida
Na região asiática encontramos um cluster preocupante. Laos enfrenta cotações de 1 USD ≈ 17.692 LAK, enquanto Indonésia luta com 1 USD ≈ 14.985 IDR. Camboja marca 1 USD ≈ 4.086 KHR, Vietname situa-se em 1 USD ≈ 24.000 VND, e Paquistão regista 1 USD ≈ 290 PKR.
Apesar de serem economias com potencial, estas nações enfrentam pressões inflacionárias persistentes, dívidas externas insustentáveis e falta de acesso a dólares americanos que mantêm as suas moedas sob pressão constante.
África: o continente mais afetado
O continente africano sofre a maior concentração de moedas fracas. ** Serra Leoa atinge 1 USD ≈ 17.665 SLL**, Guiné marca 1 USD ≈ 8.650 GNF, Uganda chega a 1 USD ≈ 3.806 UGX, Tanzânia fecha em 1 USD ≈ 2.498 TZS, Madagascar em 1 USD ≈ 4.400 MGA, Zâmbia em 1 USD ≈ 20.5 ZMW, Sudão em 1 USD ≈ 600 SDG, Gana em 1 USD ≈ 12 GHS, Quénia em 1 USD ≈ 148 KES, Maláui em 1 USD ≈ 1.250 MWK, Moçambique em 1 USD ≈ 63 MZN, Somália em 1 USD ≈ 550 SOS e Nigéria em 1 USD ≈ 775 NGN.
A razão é complexa: dependência de commodities, corrupção institucional, conflitos internos e sistemas financeiros frágeis mantêm estas economias presas em ciclos de depreciação.
Médio Oriente: tensões geopolíticas e sanções
A região enfrenta os seus próprios demónios. Líbano cotiza em 1 USD ≈ 15.012 LBP, Iraque em 1 USD ≈ 1.310 IQD, Síria atinge 1 USD ≈ 15.000 SYP, Iémen chega a 1 USD ≈ 250 YER e Afeganistão marca 1 USD ≈ 80 AFN.
Estas nações estão presas entre conflitos armados, sanções internacionais e o colapso das suas instituições financeiras, o que pulverizou o valor das suas moedas.
América Latina: depreciação regional
Colômbia mantém 1 USD ≈ 3.915 COP, Paraguai 1 USD ≈ 7.241 PYG, Suriname 1 USD ≈ 37 SRD, Nicarágua 1 USD ≈ 36.5 NIO, Haiti 1 USD ≈ 131 HTG e Filipinas fecham em 1 USD ≈ 57 PHP.
A região latino-americana enfrenta pressões inflacionárias derivadas de volatilidade política, dependência de exportações primárias e taxas de juro elevadas que geram depreciações sustentadas.
Ásia Central e o Cáucaso: transição económica difícil
Usbequistão marca 1 USD ≈ 11.420 UZS, Bielorrússia fecha em 1 USD ≈ 3.14 BYN, Myanmar chega a 1 USD ≈ 2.100 MMK, Turquemenistão 1 USD ≈ 3.5 TMT, Tadjiquistão 1 USD ≈ 11 TJS, Quirguistão 1 USD ≈ 89 KGS, Moldávia 1 USD ≈ 18 MDL, Arménia 1 USD ≈ 410 AMD e Geórgia situa-se em 1 USD ≈ 2.85 GEL.
Estas nações em transição enfrentam reformas económicas incompletas, acesso limitado a mercados globais e dependência do comércio regional que limita a força das suas moedas.
Outros casos notáveis
Egito cotiza em 1 USD ≈ 31 EGP, Sri Lanka 1 USD ≈ 320 LKR, Nepal 1 USD ≈ 132 NPR, Etiópia 1 USD ≈ 55 ETB, Coreia do Norte 1 USD ≈ 900 KPW, Togo 1 USD ≈ 620 XOF, Bangladesh 1 USD ≈ 110 BDT, Cazaquistão 1 USD ≈ 470 KZT, Islândia 1 USD ≈ 136 ISK e Fiji 1 USD ≈ 2.26 FJD completam o panorama global.
A lição comum: sistemas frágeis
Para além dos números, o que conecta estes 50 países é a fragilidade estrutural. Cada moeda fraca conta uma história de instituições deficientes, políticas fiscais insustentáveis e economias incapazes de gerar valor acrescentado suficiente para manter a estabilidade cambial.
Enquanto alguns países lutam para recuperar-se, outros estão presos em ciclos aparentemente intermináveis de depreciação. A moeda mais barata do mundo não é apenas um número: é o reflexo de milhões de pessoas a enfrentarem a dura realidade da inflação e da perda de poder de compra. Estes dados são um lembrete de porque a diversificação de ativos e a compreensão dos mercados financeiros globais nunca foram tão críticas.