Telefone móvel de mineração: o que é? Conhecimento básico
A mineração de criptomoedas usando smartphones refere-se à execução de tarefas criptográficas de cálculo através de dispositivos móveis (CPU ou GPU) para obter ativos digitais. Ao contrário da mineração tradicional, que exige a compra de caros chips ASIC ou rigs de GPU, a mineração móvel só necessita da instalação de um aplicativo, permitindo que o processador do dispositivo valide transações na rede blockchain. Após completar os cálculos, o usuário recebe a recompensa em criptomoedas correspondente.
Por que a mineração móvel continuará em alta até 2025?
Desde 2023, a mineração móvel experimentou um crescimento explosivo. Por trás desse fenômeno, há vários fatores-chave:
Primeiro, a penetração da internet aumentou significativamente, e mesmo em países em desenvolvimento, smartphones com bom desempenho tornaram-se comuns. Segundo, muitos novos projetos surgiram — Pi Network, Bee Network, Electroneum, entre outros — reduzindo a barreira de entrada, permitindo que usuários comuns com pouco conhecimento técnico participem. Terceiro, o entusiasmo pelo ecossistema Web3 despertou maior interesse por sistemas descentralizados, fazendo da mineração móvel uma porta de entrada para entender esse campo.
Para muitos iniciantes, a mineração móvel é uma plataforma de experimentação sem risco — sem precisar investir dinheiro real, podem obter alguns tokens e experimentar o ecossistema de criptomoedas.
Que moedas podem ser mineradas com o celular? Análise de opções
Nem todas as criptomoedas são adequadas para mineração em dispositivos móveis. A seguir, as principais opções:
Monero (XMR) — uma das poucas moedas otimizadas para mineração por CPU. Seu algoritmo RandomX mantém a viabilidade em smartphones.
Electroneum (ETN) — criada desde o início para dispositivos móveis. É a primeira criptomoeda a integrar uma função de “mineração simulada”.
Pi Network (PI) — não depende de cálculos reais, mas distribui tokens com base na participação do usuário. Mais de 50 milhões de usuários já instalaram o aplicativo.
Bee Network — concorrente do Pi, usa um modelo de rede social para atrair usuários.
DuinoCoin, Verus Coin — moedas de CPU com comunidades ativas, embora menos conhecidas.
TON — rede relacionada ao Telegram, onde usuários podem participar via staking ou rodando nós leves.
Moedas de grande porte como Bitcoin e Ethereum não podem ser mineradas diretamente em smartphones devido à dificuldade elevada, cujo custo computacional supera os lucros.
Como funciona a mineração no celular? Análise técnica básica
A lógica central de minerar com o celular é semelhante à de um computador: o dispositivo executa cálculos criptográficos para resolver problemas matemáticos usados na validação de transações na blockchain. Ao resolver com sucesso, o minerador recebe uma parte da recompensa do bloco.
Duas principais modalidades:
Mineração local — o smartphone executa de fato processos de CPU para calcular funções hash. Por exemplo, MinerGate permite mineração direta pelo CPU.
Mineração simulada ou pseudo-mineração — o aplicativo simula o processo de mineração, na verdade recompensando com base na atividade do usuário, reputação e check-ins diários. Pi Network é um exemplo.
Na maioria dos casos, o usuário conecta-se a um pool de mineração — uma rede que agrega a potência de vários mineradores. O pool aumenta as chances de encontrar blocos válidos, e as recompensas são distribuídas proporcionalmente à contribuição de cada participante.
O que acontece quando se mina no celular? Impactos no dispositivo
Quando o aplicativo inicia a mineração, o smartphone passa por várias mudanças:
Processador operando a plena carga — a CPU funciona quase continuamente na frequência máxima, executando cálculos complexos. Isso aumenta drasticamente o consumo de energia.
Aumento de temperatura — devido à falta de sistemas de resfriamento ativos (a maioria dos smartphones possui apenas resfriamento passivo), a temperatura do chip sobe rapidamente. Em regiões quentes ou com uso de capa, o risco de superaquecimento é maior. O superaquecimento aciona limitação de desempenho ou até desligamento automático para proteger o hardware.
Degradação rápida da bateria — ciclos contínuos de carga e descarga prejudicam a vida útil da bateria. Em poucos meses de mineração intensa, a capacidade pode diminuir entre 15%-30%, reduzindo a autonomia.
Respostas do sistema mais lentas — outros aplicativos competem pelos recursos da CPU, causando lentidão na navegação, travamentos na interface e, em casos graves, congelamentos ou reinicializações frequentes.
Envelhecimento acelerado do hardware — temperaturas elevadas e cargas constantes aceleram o desgaste da placa-mãe, componentes de energia e até da tela. Modelos de baixo custo são especialmente vulneráveis.
Risco de processos de fundo maliciosos — alguns aplicativos maliciosos continuam minerando mesmo com a tela desligada, deixando o dispositivo sempre ativo, o que reduz significativamente sua vida útil.
Portanto, a mineração móvel oferece lucros muito baixos e pode prejudicar seriamente a saúde do dispositivo.
Quão forte é a capacidade de mineração dos smartphones atuais?
Embora limitada, a capacidade de processamento dos smartphones topo de linha atuais é considerável. Dispositivos com Snapdragon 8 Gen 2 ou Apple A17 Pro possuem CPU com desempenho comparável ao de PCs de entrada.
No entanto, a lucratividade ainda é limitada. Um smartphone com capacidade de 1-2 H/s (hashes por segundo), mesmo operando 24 horas por dia, gera apenas alguns centavos de dólar por dia. Para a maioria dos usuários, esse retorno é insignificante.
Por outro lado, para testes, aprendizado de conceitos básicos de blockchain ou participação em projetos emergentes, a mineração móvel ainda tem algum valor.
Comparação das principais formas de mineração móvel
Alguns oferecem mineração real com CPU, outros distribuem recompensas com base na atividade.
Alternativa de mineração na nuvem
Em vez de usar a capacidade do smartphone, aluga-se recursos de servidores remotos. O StormGain Cloud Miner é um exemplo: o usuário clica uma vez a cada 4 horas para receber BTC, sem usar recursos do dispositivo.
As retiradas geralmente vão para carteiras de criptomoedas (Trust Wallet, MetaMask, Binance, etc.). Os valores mínimos variam de $1 a $10, mas as taxas de saque costumam ser altas e o tempo de processamento, longo.
Quais aplicativos de mineração valem a pena em 2025?
MinerGate Mobile Miner — suporta algoritmos reais, compatível com Monero, Bytecoin, AEON, entre outros. Requer hardware potente, os ganhos são baixos, mas reais.
CryptoTab Browser — promete “mineração pelo navegador”, mas na verdade as recompensas vêm da atividade do usuário, não de cálculos reais. É criticado por baixos lucros e transparência limitada.
Pi Network — projeto de mineração com mais de 50 milhões de downloads globais. Ainda não abriu negociação pública, mas deve ser lançado em grandes exchanges em breve.
Bee Network — alternativa ao Pi, distribui tokens com base na atividade e convites.
StormGain Cloud Miner — oferece mineração de BTC na nuvem, sem sobrecarregar o dispositivo.
A eficiência e os lucros variam bastante. MinerGate exige smartphones de alta performance e oferece ganhos modestos. CryptoTab é criticado por baixa rentabilidade e regras pouco transparentes. Pi Network ainda não está na fase de negociação, mas, se for lançada, seu token pode valer entre $1-$10, beneficiando os early adopters.
Mineração móvel sem investimento é viável?
Esse modelo assume que o usuário não gasta dinheiro comprando equipamentos, assinando serviços ou alugando recursos na nuvem, mas participa clicando ou contribuindo para o ecossistema, ganhando criptomoedas.
Projetos comuns de zero investimento:
Pi Network — clicar uma vez por dia, participando da construção da rede
Bee Network — similar ao Pi, com foco na expansão social
StormGain Cloud Miner — check-in diário para ganhar BTC
A vantagem é a ausência de risco financeiro. A desvantagem é o retorno muito baixo, além de depender da promessa de longo prazo do projeto.
Como evitar fraudes na mineração móvel?
Origem é fundamental — baixe apenas de canais oficiais (Google Play, App Store). Essas plataformas fazem inspeções básicas contra malware. Evite baixar APKs de sites desconhecidos, pois frequentemente contêm vírus ou scripts de roubo de dados.
Verifique avaliações antes de instalar — confira notas, comentários de usuários e histórico do desenvolvedor. Se um aplicativo promete lucros fáceis em Bitcoin, tem baixa avaliação ou muitas reclamações (especialmente sobre saques ou bloqueios de conta), é um sinal de risco.
Desconfie de promessas falsas — contas VIP com altos rendimentos ou “aceleradores” geralmente não têm base econômica. Muitos aplicativos de fraude funcionam assim: os usuários pagam por funções falsas, enquanto os desenvolvedores lucram. É um esquema Ponzi clássico.
Ative autenticação de dois fatores (2FA) — em carteiras, exchanges e serviços relacionados. Mesmo que a senha seja comprometida, essa camada adicional protege a conta.
Ferramentas de segurança são essenciais — instale antivírus em dispositivos Android. VPNs também podem ajudar, especialmente ao usar Wi-Fi público.
Quanto se pode ganhar na prática? Faixa de retorno estimada
A maioria dos usuários ganha entre $0,01 e $0,30 por dia, dependendo do aplicativo, desempenho do dispositivo e tempo dedicado.
Exemplo: um Galaxy S22 Ultra pode minerar cerca de 0.0004 XMR por dia na MinerGate, o que, a preços de julho de 2025, equivale a aproximadamente $0,08.
Tokens como Pi e Bee ainda não estão listados em exchanges públicas, portanto, não há uma avaliação precisa. Mas, se a negociação começar, Pi pode atingir valores entre $1 e $10, beneficiando os primeiros participantes.
Panorama de riscos e perigos da mineração móvel
Redução da vida útil do dispositivo — operação contínua sob alta carga acelera a degradação da bateria em 30%-50%.
Superaquecimento — especialmente no verão ou com capas de proteção.
Vulnerabilidades de segurança — alguns aplicativos coletam dados do usuário, ativam mineração oculta ou inserem códigos maliciosos.
Fraudes financeiras — muitos aplicativos falsos prometem enriquecimento rápido, mas nunca entregam.
Para segurança, escolha aplicativos com histórico e comunidade, use dispositivos antigos ou secundários, seja cauteloso ao iniciar e acompanhe notícias oficiais e feedbacks. Qualquer promessa que pareça boa demais é provavelmente uma fraude. Se um app promete dezenas de dólares por dia, sem exigir pagamento, e não revela detalhes do funcionamento ou condições de saque, o melhor é evitá-lo.
Resumo: vale a pena tentar mineração móvel em 2025?
Para iniciantes — pode ser uma opção para conhecer o universo das criptomoedas de forma gratuita.
Para usuários experientes — não recomendado, pois os lucros são mínimos e os riscos (desgaste do dispositivo, fraudes) altos.
Recomendações:
Prefira aplicativos com boa reputação
Use dispositivos antigos ou secundários
Comece com projetos de zero custo
Verifique regularmente feedbacks e atualizações oficiais
Cuidado com promessas exageradas — se parecer bom demais, desconfie
Perguntas frequentes
Realmente dá para ganhar dinheiro com mineração móvel?
Sim, mas em quantias muito pequenas. A média mensal varia de alguns centavos a alguns dólares, dependendo do aplicativo, do dispositivo, do tempo de atividade e da moeda. Geralmente, é mais uma ferramenta de aprendizado do que uma fonte de renda.
Qual aplicativo de mineração é mais confiável?
MinerGate, CryptoTab, StormGain Cloud Miner, Pi Network e Bee Network são opções conhecidas. Mas nenhuma garante lucros altos. Leia avaliações, verifique regras de saque e reputação do desenvolvedor.
Instalar esses aplicativos é seguro?
Depende da origem e do próprio app. Baixe apenas de lojas oficiais, leia comentários, não conceda permissões desnecessárias. Alguns aplicativos fraudulentos podem roubar dados ou esconder processos de mineração.
Quais moedas podem ser mineradas com o celular?
Principalmente: Monero (XMR), Electroneum (ETN), Pi Network (PI), Bee Network, DuinoCoin, além de mineração de Bitcoin na nuvem via StormGain. Bitcoin e Ethereum não podem ser minerados diretamente em smartphones.
Preciso investir dinheiro para começar?
Na maioria dos projetos populares, não. Mas alguns aplicativos oferecem funções pagas ou assinaturas VIP, prometendo acelerar os ganhos. Seja cauteloso: pagar nem sempre vale a pena, e pode ser parte de um esquema fraudulento.
Minerar por muito tempo prejudica o celular?
Sim, especialmente se feito por longos períodos. O CPU sob carga constante causa superaquecimento, degradação rápida da bateria e desgaste acelerado do hardware. Se desejar tentar, use dispositivos antigos.
É possível sacar as moedas obtidas?
Sim, dependendo da plataforma. MinerGate e CryptoTab permitem saques para carteiras, geralmente com limites mínimos e taxas. Pi Network ainda não possui mecanismo oficial de saque — a moeda ainda está em fase de testes.
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Como minerar com o telemóvel: Guia completo e avaliação realista para 2025
Telefone móvel de mineração: o que é? Conhecimento básico
A mineração de criptomoedas usando smartphones refere-se à execução de tarefas criptográficas de cálculo através de dispositivos móveis (CPU ou GPU) para obter ativos digitais. Ao contrário da mineração tradicional, que exige a compra de caros chips ASIC ou rigs de GPU, a mineração móvel só necessita da instalação de um aplicativo, permitindo que o processador do dispositivo valide transações na rede blockchain. Após completar os cálculos, o usuário recebe a recompensa em criptomoedas correspondente.
Por que a mineração móvel continuará em alta até 2025?
Desde 2023, a mineração móvel experimentou um crescimento explosivo. Por trás desse fenômeno, há vários fatores-chave:
Primeiro, a penetração da internet aumentou significativamente, e mesmo em países em desenvolvimento, smartphones com bom desempenho tornaram-se comuns. Segundo, muitos novos projetos surgiram — Pi Network, Bee Network, Electroneum, entre outros — reduzindo a barreira de entrada, permitindo que usuários comuns com pouco conhecimento técnico participem. Terceiro, o entusiasmo pelo ecossistema Web3 despertou maior interesse por sistemas descentralizados, fazendo da mineração móvel uma porta de entrada para entender esse campo.
Para muitos iniciantes, a mineração móvel é uma plataforma de experimentação sem risco — sem precisar investir dinheiro real, podem obter alguns tokens e experimentar o ecossistema de criptomoedas.
Que moedas podem ser mineradas com o celular? Análise de opções
Nem todas as criptomoedas são adequadas para mineração em dispositivos móveis. A seguir, as principais opções:
Monero (XMR) — uma das poucas moedas otimizadas para mineração por CPU. Seu algoritmo RandomX mantém a viabilidade em smartphones.
Electroneum (ETN) — criada desde o início para dispositivos móveis. É a primeira criptomoeda a integrar uma função de “mineração simulada”.
Pi Network (PI) — não depende de cálculos reais, mas distribui tokens com base na participação do usuário. Mais de 50 milhões de usuários já instalaram o aplicativo.
Bee Network — concorrente do Pi, usa um modelo de rede social para atrair usuários.
DuinoCoin, Verus Coin — moedas de CPU com comunidades ativas, embora menos conhecidas.
TON — rede relacionada ao Telegram, onde usuários podem participar via staking ou rodando nós leves.
Moedas de grande porte como Bitcoin e Ethereum não podem ser mineradas diretamente em smartphones devido à dificuldade elevada, cujo custo computacional supera os lucros.
Como funciona a mineração no celular? Análise técnica básica
A lógica central de minerar com o celular é semelhante à de um computador: o dispositivo executa cálculos criptográficos para resolver problemas matemáticos usados na validação de transações na blockchain. Ao resolver com sucesso, o minerador recebe uma parte da recompensa do bloco.
Duas principais modalidades:
Mineração local — o smartphone executa de fato processos de CPU para calcular funções hash. Por exemplo, MinerGate permite mineração direta pelo CPU.
Mineração simulada ou pseudo-mineração — o aplicativo simula o processo de mineração, na verdade recompensando com base na atividade do usuário, reputação e check-ins diários. Pi Network é um exemplo.
Na maioria dos casos, o usuário conecta-se a um pool de mineração — uma rede que agrega a potência de vários mineradores. O pool aumenta as chances de encontrar blocos válidos, e as recompensas são distribuídas proporcionalmente à contribuição de cada participante.
O que acontece quando se mina no celular? Impactos no dispositivo
Quando o aplicativo inicia a mineração, o smartphone passa por várias mudanças:
Processador operando a plena carga — a CPU funciona quase continuamente na frequência máxima, executando cálculos complexos. Isso aumenta drasticamente o consumo de energia.
Aumento de temperatura — devido à falta de sistemas de resfriamento ativos (a maioria dos smartphones possui apenas resfriamento passivo), a temperatura do chip sobe rapidamente. Em regiões quentes ou com uso de capa, o risco de superaquecimento é maior. O superaquecimento aciona limitação de desempenho ou até desligamento automático para proteger o hardware.
Degradação rápida da bateria — ciclos contínuos de carga e descarga prejudicam a vida útil da bateria. Em poucos meses de mineração intensa, a capacidade pode diminuir entre 15%-30%, reduzindo a autonomia.
Respostas do sistema mais lentas — outros aplicativos competem pelos recursos da CPU, causando lentidão na navegação, travamentos na interface e, em casos graves, congelamentos ou reinicializações frequentes.
Envelhecimento acelerado do hardware — temperaturas elevadas e cargas constantes aceleram o desgaste da placa-mãe, componentes de energia e até da tela. Modelos de baixo custo são especialmente vulneráveis.
Risco de processos de fundo maliciosos — alguns aplicativos maliciosos continuam minerando mesmo com a tela desligada, deixando o dispositivo sempre ativo, o que reduz significativamente sua vida útil.
Portanto, a mineração móvel oferece lucros muito baixos e pode prejudicar seriamente a saúde do dispositivo.
Quão forte é a capacidade de mineração dos smartphones atuais?
Embora limitada, a capacidade de processamento dos smartphones topo de linha atuais é considerável. Dispositivos com Snapdragon 8 Gen 2 ou Apple A17 Pro possuem CPU com desempenho comparável ao de PCs de entrada.
No entanto, a lucratividade ainda é limitada. Um smartphone com capacidade de 1-2 H/s (hashes por segundo), mesmo operando 24 horas por dia, gera apenas alguns centavos de dólar por dia. Para a maioria dos usuários, esse retorno é insignificante.
Por outro lado, para testes, aprendizado de conceitos básicos de blockchain ou participação em projetos emergentes, a mineração móvel ainda tem algum valor.
Comparação das principais formas de mineração móvel
Mineração direta por aplicativos
Aplicativos comuns incluem: MinerGate, CryptoTab, Electroneum, AntPool Mobile, StormGain Cloud Miner.
Alguns oferecem mineração real com CPU, outros distribuem recompensas com base na atividade.
Alternativa de mineração na nuvem
Em vez de usar a capacidade do smartphone, aluga-se recursos de servidores remotos. O StormGain Cloud Miner é um exemplo: o usuário clica uma vez a cada 4 horas para receber BTC, sem usar recursos do dispositivo.
As retiradas geralmente vão para carteiras de criptomoedas (Trust Wallet, MetaMask, Binance, etc.). Os valores mínimos variam de $1 a $10, mas as taxas de saque costumam ser altas e o tempo de processamento, longo.
Quais aplicativos de mineração valem a pena em 2025?
MinerGate Mobile Miner — suporta algoritmos reais, compatível com Monero, Bytecoin, AEON, entre outros. Requer hardware potente, os ganhos são baixos, mas reais.
CryptoTab Browser — promete “mineração pelo navegador”, mas na verdade as recompensas vêm da atividade do usuário, não de cálculos reais. É criticado por baixos lucros e transparência limitada.
Pi Network — projeto de mineração com mais de 50 milhões de downloads globais. Ainda não abriu negociação pública, mas deve ser lançado em grandes exchanges em breve.
Bee Network — alternativa ao Pi, distribui tokens com base na atividade e convites.
StormGain Cloud Miner — oferece mineração de BTC na nuvem, sem sobrecarregar o dispositivo.
A eficiência e os lucros variam bastante. MinerGate exige smartphones de alta performance e oferece ganhos modestos. CryptoTab é criticado por baixa rentabilidade e regras pouco transparentes. Pi Network ainda não está na fase de negociação, mas, se for lançada, seu token pode valer entre $1-$10, beneficiando os early adopters.
Mineração móvel sem investimento é viável?
Esse modelo assume que o usuário não gasta dinheiro comprando equipamentos, assinando serviços ou alugando recursos na nuvem, mas participa clicando ou contribuindo para o ecossistema, ganhando criptomoedas.
Projetos comuns de zero investimento:
A vantagem é a ausência de risco financeiro. A desvantagem é o retorno muito baixo, além de depender da promessa de longo prazo do projeto.
Como evitar fraudes na mineração móvel?
Origem é fundamental — baixe apenas de canais oficiais (Google Play, App Store). Essas plataformas fazem inspeções básicas contra malware. Evite baixar APKs de sites desconhecidos, pois frequentemente contêm vírus ou scripts de roubo de dados.
Verifique avaliações antes de instalar — confira notas, comentários de usuários e histórico do desenvolvedor. Se um aplicativo promete lucros fáceis em Bitcoin, tem baixa avaliação ou muitas reclamações (especialmente sobre saques ou bloqueios de conta), é um sinal de risco.
Desconfie de promessas falsas — contas VIP com altos rendimentos ou “aceleradores” geralmente não têm base econômica. Muitos aplicativos de fraude funcionam assim: os usuários pagam por funções falsas, enquanto os desenvolvedores lucram. É um esquema Ponzi clássico.
Ative autenticação de dois fatores (2FA) — em carteiras, exchanges e serviços relacionados. Mesmo que a senha seja comprometida, essa camada adicional protege a conta.
Ferramentas de segurança são essenciais — instale antivírus em dispositivos Android. VPNs também podem ajudar, especialmente ao usar Wi-Fi público.
Quanto se pode ganhar na prática? Faixa de retorno estimada
A maioria dos usuários ganha entre $0,01 e $0,30 por dia, dependendo do aplicativo, desempenho do dispositivo e tempo dedicado.
Exemplo: um Galaxy S22 Ultra pode minerar cerca de 0.0004 XMR por dia na MinerGate, o que, a preços de julho de 2025, equivale a aproximadamente $0,08.
Tokens como Pi e Bee ainda não estão listados em exchanges públicas, portanto, não há uma avaliação precisa. Mas, se a negociação começar, Pi pode atingir valores entre $1 e $10, beneficiando os primeiros participantes.
Panorama de riscos e perigos da mineração móvel
Redução da vida útil do dispositivo — operação contínua sob alta carga acelera a degradação da bateria em 30%-50%.
Superaquecimento — especialmente no verão ou com capas de proteção.
Vulnerabilidades de segurança — alguns aplicativos coletam dados do usuário, ativam mineração oculta ou inserem códigos maliciosos.
Fraudes financeiras — muitos aplicativos falsos prometem enriquecimento rápido, mas nunca entregam.
Para segurança, escolha aplicativos com histórico e comunidade, use dispositivos antigos ou secundários, seja cauteloso ao iniciar e acompanhe notícias oficiais e feedbacks. Qualquer promessa que pareça boa demais é provavelmente uma fraude. Se um app promete dezenas de dólares por dia, sem exigir pagamento, e não revela detalhes do funcionamento ou condições de saque, o melhor é evitá-lo.
Resumo: vale a pena tentar mineração móvel em 2025?
Para iniciantes — pode ser uma opção para conhecer o universo das criptomoedas de forma gratuita.
Para usuários experientes — não recomendado, pois os lucros são mínimos e os riscos (desgaste do dispositivo, fraudes) altos.
Recomendações:
Perguntas frequentes
Realmente dá para ganhar dinheiro com mineração móvel?
Sim, mas em quantias muito pequenas. A média mensal varia de alguns centavos a alguns dólares, dependendo do aplicativo, do dispositivo, do tempo de atividade e da moeda. Geralmente, é mais uma ferramenta de aprendizado do que uma fonte de renda.
Qual aplicativo de mineração é mais confiável?
MinerGate, CryptoTab, StormGain Cloud Miner, Pi Network e Bee Network são opções conhecidas. Mas nenhuma garante lucros altos. Leia avaliações, verifique regras de saque e reputação do desenvolvedor.
Instalar esses aplicativos é seguro?
Depende da origem e do próprio app. Baixe apenas de lojas oficiais, leia comentários, não conceda permissões desnecessárias. Alguns aplicativos fraudulentos podem roubar dados ou esconder processos de mineração.
Quais moedas podem ser mineradas com o celular?
Principalmente: Monero (XMR), Electroneum (ETN), Pi Network (PI), Bee Network, DuinoCoin, além de mineração de Bitcoin na nuvem via StormGain. Bitcoin e Ethereum não podem ser minerados diretamente em smartphones.
Preciso investir dinheiro para começar?
Na maioria dos projetos populares, não. Mas alguns aplicativos oferecem funções pagas ou assinaturas VIP, prometendo acelerar os ganhos. Seja cauteloso: pagar nem sempre vale a pena, e pode ser parte de um esquema fraudulento.
Minerar por muito tempo prejudica o celular?
Sim, especialmente se feito por longos períodos. O CPU sob carga constante causa superaquecimento, degradação rápida da bateria e desgaste acelerado do hardware. Se desejar tentar, use dispositivos antigos.
É possível sacar as moedas obtidas?
Sim, dependendo da plataforma. MinerGate e CryptoTab permitem saques para carteiras, geralmente com limites mínimos e taxas. Pi Network ainda não possui mecanismo oficial de saque — a moeda ainda está em fase de testes.