O Banco do Japão tem vindo a sinalizar várias vezes, no último mês, uma possível subida de juros, deixando os mercados financeiros globais um pouco tensos. Honestamente, este país tem praticado uma política de afrouxamento monetário há tantos anos que, agora, ao inverter essa postura, é de esperar que as ondas de fluxo de capital geradas sejam dignas de atenção.
**A situação está um pouco urgente**
A inflação subjacente no Japão já tem vindo a subir por 51 meses consecutivos, atingindo 3,0% em novembro. Para uma economia acostumada a baixa inflação, isto já é bastante desconfortável. A taxa de câmbio também está a agitar-se — o iene chegou a depreciar-se até aos 157,9, com a inflação importada a intensificar-se, e o Banco Central não pode ficar de braços cruzados. Em 19 de dezembro, o Banco do Japão, com algum esforço, elevou a taxa de juro política para 0,75%, um máximo desde 1995, sendo também a quarta subida de juros após o fim da política de juros negativos em 2024.
**O sistema de carry trade está a ser reestruturado**
O impacto mais direto desta ação é para aqueles que tomaram empréstimos no Japão para investir em ações nos EUA, mercados emergentes ou criptomoedas. Todos sabemos que, com a "Senhora Watanabe" e vários capitais internacionais a financiarem-se com o iene a custos baixos, emprestando a juros mais altos para lucrar com a diferença — esse jogo agora está a ficar mais caro. A oportunidade de arbitragem está a diminuir, e o capital vai acelerar o seu retorno, criando assim um efeito de "extração de liquidez".
**Três rotas de transmissão merecem atenção**
Primeiro, o mercado de ações. Nos EUA, Hong Kong e outros mercados com forte presença de capitais estrangeiros, a liquidez vai ficar mais apertada, com os setores de tecnologia de alta avaliação a serem os mais afetados. Segundo, os mercados emergentes asiáticos, onde a pressão de saída de capitais é significativa, e os riscos cambiais e de mercado acionista podem aumentar. Terceiro, criptomoedas e commodities — ativos de risco — cuja volatilidade certamente vai intensificar-se, e o cenário de subida unilateral pode precisar de uma nova avaliação.
**Mas o Banco do Japão também tem o seu limite**
A economia japonesa não está propriamente otimista — o PIB do terceiro trimestre caiu 1,8% em termos anuais, e a dívida pública representa mais de 250% do PIB. Essas restrições limitam o ritmo de subida de juros, sendo improvável que o façam de uma só vez. Por outro lado, as expectativas de redução de juros nos EUA ainda não desapareceram completamente, o que pode impulsionar o Banco do Japão a acelerar a normalização da política monetária.
Resumindo, a mudança de postura do Banco do Japão marca o início do "desalavancamento" na liquidez global. O ritmo de futuras subidas de juros vai influenciar diretamente para onde o capital irá fluir, e os investidores devem estar preparados mentalmente para ajustar as suas estratégias de alocação de ativos.
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ForeverBuyingDips
· 01-08 03:40
Mais uma onda de "sacar dinheiro", atenção ao mercado de criptomoedas... As senhoras Watanabe começam a recuar
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GasFeeTears
· 01-06 19:22
A crise de carry trade com ienes? Minha alavancagem, vai acabar mal.
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gaslight_gasfeez
· 01-05 12:45
A senhora Watanabe vai fazer uma retirada, agora os traders de arbitragem do mercado de criptomoedas devem estar preocupados, né?
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GasFeePhobia
· 01-05 06:53
O Banco do Japão realmente vai fazer algo nesta onda, os jogadores de arbitragem de taxa de juros devem estar a chorar
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DegenWhisperer
· 01-05 06:53
Mais uma vez, estão a fazer uma lavagem de dinheiro, deixando a minha estratégia de rendimento toda tremendo. O Banco do Japão é realmente uma entidade implacável.
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orphaned_block
· 01-05 06:52
Esta operação no Japão realmente afetou tudo, a arbitragem de taxas colapsou e ficou difícil saber para onde o dinheiro está indo
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BlockchainArchaeologist
· 01-05 06:49
O Banco do Japão realmente não consegue mais continuar, desta vez os irmãos que fazem arbitragem de taxa de juros vão sangrar
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ShortingEnthusiast
· 01-05 06:48
O custo de financiamento em ienes está a aumentar, os jogadores de carry trade devem ficar atentos, este efeito de extração de liquidez está mesmo a começar
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All-InQueen
· 01-05 06:34
A senhora Watanabe já está a correr, e nós ainda estamos a arrastar-nos? Temos que acordar, irmãos
O Banco do Japão tem vindo a sinalizar várias vezes, no último mês, uma possível subida de juros, deixando os mercados financeiros globais um pouco tensos. Honestamente, este país tem praticado uma política de afrouxamento monetário há tantos anos que, agora, ao inverter essa postura, é de esperar que as ondas de fluxo de capital geradas sejam dignas de atenção.
**A situação está um pouco urgente**
A inflação subjacente no Japão já tem vindo a subir por 51 meses consecutivos, atingindo 3,0% em novembro. Para uma economia acostumada a baixa inflação, isto já é bastante desconfortável. A taxa de câmbio também está a agitar-se — o iene chegou a depreciar-se até aos 157,9, com a inflação importada a intensificar-se, e o Banco Central não pode ficar de braços cruzados. Em 19 de dezembro, o Banco do Japão, com algum esforço, elevou a taxa de juro política para 0,75%, um máximo desde 1995, sendo também a quarta subida de juros após o fim da política de juros negativos em 2024.
**O sistema de carry trade está a ser reestruturado**
O impacto mais direto desta ação é para aqueles que tomaram empréstimos no Japão para investir em ações nos EUA, mercados emergentes ou criptomoedas. Todos sabemos que, com a "Senhora Watanabe" e vários capitais internacionais a financiarem-se com o iene a custos baixos, emprestando a juros mais altos para lucrar com a diferença — esse jogo agora está a ficar mais caro. A oportunidade de arbitragem está a diminuir, e o capital vai acelerar o seu retorno, criando assim um efeito de "extração de liquidez".
**Três rotas de transmissão merecem atenção**
Primeiro, o mercado de ações. Nos EUA, Hong Kong e outros mercados com forte presença de capitais estrangeiros, a liquidez vai ficar mais apertada, com os setores de tecnologia de alta avaliação a serem os mais afetados. Segundo, os mercados emergentes asiáticos, onde a pressão de saída de capitais é significativa, e os riscos cambiais e de mercado acionista podem aumentar. Terceiro, criptomoedas e commodities — ativos de risco — cuja volatilidade certamente vai intensificar-se, e o cenário de subida unilateral pode precisar de uma nova avaliação.
**Mas o Banco do Japão também tem o seu limite**
A economia japonesa não está propriamente otimista — o PIB do terceiro trimestre caiu 1,8% em termos anuais, e a dívida pública representa mais de 250% do PIB. Essas restrições limitam o ritmo de subida de juros, sendo improvável que o façam de uma só vez. Por outro lado, as expectativas de redução de juros nos EUA ainda não desapareceram completamente, o que pode impulsionar o Banco do Japão a acelerar a normalização da política monetária.
Resumindo, a mudança de postura do Banco do Japão marca o início do "desalavancamento" na liquidez global. O ritmo de futuras subidas de juros vai influenciar diretamente para onde o capital irá fluir, e os investidores devem estar preparados mentalmente para ajustar as suas estratégias de alocação de ativos.