Aqui vem a verdade que muitos investidores demoram anos a entender: nem todas as ações são iguais. Enquanto alguns operam acreditando que uma ação é uma ação, existem diferenças fundamentais entre ações ordinárias e preferenciais que podem mudar completamente a sua estratégia de investimento.
A verdadeira disparidade: Voto ou Dividendos?
A maioria das empresas públicas emite duas categorias principais de ações, e cada uma desempenha um papel distinto na estrutura corporativa.
Ações Ordinárias: São o tipo clássico. Conferem poder de voto em assembleias de acionistas, participação direta nas decisões corporativas e potencial de crescimento vinculado ao desempenho da empresa. A contrapartida: seus dividendos variam conforme o desempenho do negócio, e em caso de falência, você está entre os últimos na fila.
Ações Preferenciais: Aqui o acordo é diferente. Você sacrifica direitos de voto, mas em troca recebe dividendos mais estáveis, previsíveis e geralmente superiores aos das ações ordinárias. Em liquidação, sua posição melhora significativamente em relação aos acionistas ordinários.
Além do básico: Tipos e Variantes
Dentro das preferenciais existem categorias sofisticadas. As acumulativas garantem que dividendos atrasados serão recuperados posteriormente. As convertíveis oferecem a possibilidade de se transformarem em ações ordinárias sob certas condições. As resgatáveis permitem que a empresa recompre-as. E as participativas vinculam seus dividendos diretamente a resultados financeiros reais.
Nas ações ordinárias também há variantes: algumas são emitidas sem direitos de voto, enquanto outras operam em estruturas de múltiplas classes onde diferentes categorias possuem direitos distintos.
A hierarquia de prioridades quando tudo quebra
Em caso de liquidação empresarial, a ordem é clara: credores primeiro, depois detentores de títulos, em seguida acionistas preferenciais, e por último acionistas ordinários. Contabilmente, as preferenciais ocupam um espaço híbrido: tecnicamente são patrimônio, mas reguladores e agências de classificação frequentemente as tratam como dívida se possuem características de bônus.
Rentabilidade vs. Segurança: Os números falam
Observe o que aconteceu no mercado dos EUA nos últimos cinco anos. O S&P U.S. Preferred Stock Index, que representa aproximadamente 71% do segmento de preferenciais negociadas nos EUA, sofreu uma queda de 18,05%. Simultaneamente, o S&P 500 subiu 57,60%.
O que isso nos diz? As ações ordinárias oferecem volatilidade e potencial explosivo. As preferenciais atuam como amortecedor, mas perdem momentum em mercados de alta tradicionais.
Estratégia: Quem deve comprar cada uma
Investidores agressivos com horizonte temporal longo: ações ordinárias. Toleram flutuações e buscam crescimento de capital. Geralmente estão em fases iniciais ou médias de acumulação de riqueza.
Investidores conservadores próximos à aposentadoria ou em fase de preservação: preferenciais. Precisam de fluxo de renda previsível, dormem melhor com dividendos garantidos e valorizam a estabilidade sobre ganhos espetaculares.
Como começar seu investimento passo a passo
Selecione corretora regulada: Plataforma confiável e autorizada.
Abra conta: Complete dados pessoais, financeiros e aporte inicial.
Analise objetivos: Defina se busca crescimento (comuns) ou renda (preferentes).
Execute ordem: Escolha entre ordens de mercado ou limitadas.
Considere CFDs: Algumas corretoras oferecem contratos por diferença sobre essas ações sem necessidade de possuí-las.
Diversifique: Combine ambos os tipos para equilibrar risco e retorno.
Monitore: Revise periodicamente e ajuste conforme sua situação mudar.
A conclusão que importa
Ações ordinárias e preferenciais não competem; complementam-se. A verdadeira sofisticação está em entender quando cada uma faz sentido dentro da sua carteira. Os números do S&P revelam uma verdade desconfortável: em certos ciclos de mercado, as preferenciais protegem enquanto as ordinárias explodem. Sua decisão depende da sua idade financeira, tolerância ao risco e do que você precisa hoje: crescimento agressivo ou renda confiável.
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Escolha o seu tipo de ação: O verdadeiro jogo está em saber diferenciar
Aqui vem a verdade que muitos investidores demoram anos a entender: nem todas as ações são iguais. Enquanto alguns operam acreditando que uma ação é uma ação, existem diferenças fundamentais entre ações ordinárias e preferenciais que podem mudar completamente a sua estratégia de investimento.
A verdadeira disparidade: Voto ou Dividendos?
A maioria das empresas públicas emite duas categorias principais de ações, e cada uma desempenha um papel distinto na estrutura corporativa.
Ações Ordinárias: São o tipo clássico. Conferem poder de voto em assembleias de acionistas, participação direta nas decisões corporativas e potencial de crescimento vinculado ao desempenho da empresa. A contrapartida: seus dividendos variam conforme o desempenho do negócio, e em caso de falência, você está entre os últimos na fila.
Ações Preferenciais: Aqui o acordo é diferente. Você sacrifica direitos de voto, mas em troca recebe dividendos mais estáveis, previsíveis e geralmente superiores aos das ações ordinárias. Em liquidação, sua posição melhora significativamente em relação aos acionistas ordinários.
Além do básico: Tipos e Variantes
Dentro das preferenciais existem categorias sofisticadas. As acumulativas garantem que dividendos atrasados serão recuperados posteriormente. As convertíveis oferecem a possibilidade de se transformarem em ações ordinárias sob certas condições. As resgatáveis permitem que a empresa recompre-as. E as participativas vinculam seus dividendos diretamente a resultados financeiros reais.
Nas ações ordinárias também há variantes: algumas são emitidas sem direitos de voto, enquanto outras operam em estruturas de múltiplas classes onde diferentes categorias possuem direitos distintos.
A hierarquia de prioridades quando tudo quebra
Em caso de liquidação empresarial, a ordem é clara: credores primeiro, depois detentores de títulos, em seguida acionistas preferenciais, e por último acionistas ordinários. Contabilmente, as preferenciais ocupam um espaço híbrido: tecnicamente são patrimônio, mas reguladores e agências de classificação frequentemente as tratam como dívida se possuem características de bônus.
Rentabilidade vs. Segurança: Os números falam
Observe o que aconteceu no mercado dos EUA nos últimos cinco anos. O S&P U.S. Preferred Stock Index, que representa aproximadamente 71% do segmento de preferenciais negociadas nos EUA, sofreu uma queda de 18,05%. Simultaneamente, o S&P 500 subiu 57,60%.
O que isso nos diz? As ações ordinárias oferecem volatilidade e potencial explosivo. As preferenciais atuam como amortecedor, mas perdem momentum em mercados de alta tradicionais.
Estratégia: Quem deve comprar cada uma
Investidores agressivos com horizonte temporal longo: ações ordinárias. Toleram flutuações e buscam crescimento de capital. Geralmente estão em fases iniciais ou médias de acumulação de riqueza.
Investidores conservadores próximos à aposentadoria ou em fase de preservação: preferenciais. Precisam de fluxo de renda previsível, dormem melhor com dividendos garantidos e valorizam a estabilidade sobre ganhos espetaculares.
Como começar seu investimento passo a passo
A conclusão que importa
Ações ordinárias e preferenciais não competem; complementam-se. A verdadeira sofisticação está em entender quando cada uma faz sentido dentro da sua carteira. Os números do S&P revelam uma verdade desconfortável: em certos ciclos de mercado, as preferenciais protegem enquanto as ordinárias explodem. Sua decisão depende da sua idade financeira, tolerância ao risco e do que você precisa hoje: crescimento agressivo ou renda confiável.