Muitas pessoas, ao ouvirem falar em baixa autoestima, tendem a pensar automaticamente que se trata de algo que precisa ser corrigido, eliminado, como se uma pessoa, por não ser suficientemente confiante, forte ou bem-sucedida, estivesse necessariamente com algum problema. Quase todos, durante o processo de crescimento, experienciam uma sensação muito central: ainda não sou bom o suficiente, não consigo, não sou capaz, preciso me tornar mais forte. Essa sensação não é uma falha, mas sim o ponto de partida para se tornar humano. O verdadeiro problema nunca foi a existência ou não de baixa autoestima, mas sim se uma pessoa consegue ou não suportar essa sensação de “imperfeição”. Quando uma criança não consegue suportar essa sensação, ela pode reprimir-se, negar-se, tentar agradar constantemente, ou até desenvolver sentimentos de depressão e impotência para manter uma aparência de segurança superficial.



Quando um adulto não consegue suportar essa sensação, ele pode colocar a dignidade, a face e o senso de controle acima de tudo, chegando ao ponto de, em certos momentos, sacrificar a verdadeira vida da criança para manter seu próprio senso de valor. Você perceberá que muitas das situações que discutimos anteriormente — crianças reprimidas, adolescentes emocionalmente insensíveis, pais com medo extremo do fracasso, adultos que valorizam o sucesso e a aparência mais do que as relações em si — todas têm uma origem comum: o medo da baixa autoestima. Porque, ao admitir que não sou bom o suficiente, que sou imperfeito, que tenho limitações, isso significa enfrentar a incerteza do crescimento, as dificuldades do processo e a realidade de que os resultados não podem ser garantidos.

Algumas pessoas escolhem avançar, transformando essa sensação em capacidade, compreensão e responsabilidade, enquanto outras optam por reprimir essa sensação através do controle, negação ou sentimento de superioridade. Por isso, você verá uma situação bastante irônica: as pessoas que parecem mais confiantes muitas vezes são as mais frágeis, enquanto as pessoas verdadeiramente estáveis conseguem admitir suas próprias insuficiências. Sob essa perspectiva, a baixa autoestima não é inimiga. O verdadeiro perigo está em uma sociedade, uma família ou um sistema educacional que não permite que as pessoas se sintam insuficientes. Quando alguém consegue admitir que ainda está em processo de se tornar, é aí que realmente possui espaço para crescer. E exatamente aí estão as questões que sempre discutimos — educação infantil, dignidade dos pais, relações —, pontos de partida que podem ser reentendidos.
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