A liderança da SEC, liderada por Paul Atkins, está a reformular a forma como os reguladores abordam uma das questões mais contestadas do mundo cripto: a tensão entre vigilância e privacidade. Na última mesa-redonda da agência dedicada a ativos digitais, Atkins articulou uma preocupação crítica — que a arquitetura transparente do blockchain poderia tornar-se uma ferramenta sem paralelo para monitorizar as finanças dos cidadãos, se não for controlada.
O Dilema da Vigilância
O perigo, como Atkins explicou, advém da capacidade inerente do blockchain de rastrear transações até indivíduos específicos. Ao contrário dos sistemas financeiros tradicionais, onde a opacidade oferece alguma proteção, o livro-razão aberto das criptomoedas cria uma espada de dois gumes: criminosos podem, teoricamente, ser rastreados, mas também utilizadores comuns que realizam negócios legais.
Atkins fez paralelos com infraestruturas de vigilância existentes que já enfrentam problemas de expansão de missão. O sistema consolidado de trilhas de auditoria que monitora os mercados de ações dos EUA e os mandatos de reporte pós-crise de 2008 já se expandiram além da sua intenção original. A tecnologia cripto, se governada de forma inadequada, poderia superar esses sistemas em escopo e invasividade.
Privacidade como Padrão, Não como Exceção
A Comissária da SEC, Hester Peirce, tornou-se uma defensora vocal de recalibrar essa conversa. Durante as discussões na mesa-redonda, ela reformulou a proteção da privacidade como um direito fundamental, e não um sinal de alerta para atividades criminosas. O seu argumento: a privacidade deve ser a linha de base presumida, não algo que desencadeia suspeitas.
Peirce alertou especificamente contra a aplicação das obrigações da Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act) a desenvolvedores de software que não lidam diretamente com fundos de usuários. Essa distinção importa — impede que reguladores tratem os criadores de código como intermediários financeiros simplesmente porque suas ferramentas facilitam transações.
Mudanças na Política Sinalizam uma Nova Direção
Os movimentos recentes da administração Trump indicam atitudes em evolução em relação à tecnologia focada em privacidade. Matthew Galeotti, atuando como Procurador-Geral Assistente Interino, fez uma declaração direta em agosto: escrever código não é crime. Isso representa uma mudança notável em relação às ações de fiscalização anteriores contra desenvolvedores de ferramentas de privacidade.
A condenação de Roman Storm em agosto — que acusou o criador do Tornado Cash de violações de transmissão de dinheiro — tinha estabelecido uma linha regulatória mais rígida anteriormente. Mas a posição subsequente da administração sugere uma possível recalibração de como o governo trata o software que habilita a privacidade.
O Caminho a Seguir
Paul Atkins e sua equipe estão a perseguir várias iniciativas simultâneas sob o quadro do Projeto Crypto da SEC. Estas incluem esclarecer quais ativos digitais qualificam-se como valores mobiliários, estabelecer padrões de tokenização e criar mecanismos de sandbox para testes de inovação. A estratégia reflete uma tentativa de criar limites sem sufocar o avanço tecnológico.
O princípio central que Atkins enfatiza: uma regulamentação eficaz pode filtrar o financiamento ilícito enquanto preserva a privacidade do utilizador. O desafio reside na execução — projetar sistemas sofisticados o suficiente para apanhar maus atores, sem criar uma infraestrutura de vigilância em massa no processo. À medida que as finanças tradicionais entram cada vez mais no espaço cripto, esse equilíbrio tornará-se ainda mais importante.
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Equilibrando Inovação e Supervisão: Paul Atkins Traça Novo Rumo na Privacidade Cripto
A liderança da SEC, liderada por Paul Atkins, está a reformular a forma como os reguladores abordam uma das questões mais contestadas do mundo cripto: a tensão entre vigilância e privacidade. Na última mesa-redonda da agência dedicada a ativos digitais, Atkins articulou uma preocupação crítica — que a arquitetura transparente do blockchain poderia tornar-se uma ferramenta sem paralelo para monitorizar as finanças dos cidadãos, se não for controlada.
O Dilema da Vigilância
O perigo, como Atkins explicou, advém da capacidade inerente do blockchain de rastrear transações até indivíduos específicos. Ao contrário dos sistemas financeiros tradicionais, onde a opacidade oferece alguma proteção, o livro-razão aberto das criptomoedas cria uma espada de dois gumes: criminosos podem, teoricamente, ser rastreados, mas também utilizadores comuns que realizam negócios legais.
Atkins fez paralelos com infraestruturas de vigilância existentes que já enfrentam problemas de expansão de missão. O sistema consolidado de trilhas de auditoria que monitora os mercados de ações dos EUA e os mandatos de reporte pós-crise de 2008 já se expandiram além da sua intenção original. A tecnologia cripto, se governada de forma inadequada, poderia superar esses sistemas em escopo e invasividade.
Privacidade como Padrão, Não como Exceção
A Comissária da SEC, Hester Peirce, tornou-se uma defensora vocal de recalibrar essa conversa. Durante as discussões na mesa-redonda, ela reformulou a proteção da privacidade como um direito fundamental, e não um sinal de alerta para atividades criminosas. O seu argumento: a privacidade deve ser a linha de base presumida, não algo que desencadeia suspeitas.
Peirce alertou especificamente contra a aplicação das obrigações da Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act) a desenvolvedores de software que não lidam diretamente com fundos de usuários. Essa distinção importa — impede que reguladores tratem os criadores de código como intermediários financeiros simplesmente porque suas ferramentas facilitam transações.
Mudanças na Política Sinalizam uma Nova Direção
Os movimentos recentes da administração Trump indicam atitudes em evolução em relação à tecnologia focada em privacidade. Matthew Galeotti, atuando como Procurador-Geral Assistente Interino, fez uma declaração direta em agosto: escrever código não é crime. Isso representa uma mudança notável em relação às ações de fiscalização anteriores contra desenvolvedores de ferramentas de privacidade.
A condenação de Roman Storm em agosto — que acusou o criador do Tornado Cash de violações de transmissão de dinheiro — tinha estabelecido uma linha regulatória mais rígida anteriormente. Mas a posição subsequente da administração sugere uma possível recalibração de como o governo trata o software que habilita a privacidade.
O Caminho a Seguir
Paul Atkins e sua equipe estão a perseguir várias iniciativas simultâneas sob o quadro do Projeto Crypto da SEC. Estas incluem esclarecer quais ativos digitais qualificam-se como valores mobiliários, estabelecer padrões de tokenização e criar mecanismos de sandbox para testes de inovação. A estratégia reflete uma tentativa de criar limites sem sufocar o avanço tecnológico.
O princípio central que Atkins enfatiza: uma regulamentação eficaz pode filtrar o financiamento ilícito enquanto preserva a privacidade do utilizador. O desafio reside na execução — projetar sistemas sofisticados o suficiente para apanhar maus atores, sem criar uma infraestrutura de vigilância em massa no processo. À medida que as finanças tradicionais entram cada vez mais no espaço cripto, esse equilíbrio tornará-se ainda mais importante.