Durante a era das sanções, as regras de sobrevivência dos países recursos estão a ser reescritas na blockchain.
A operação da Venezuela ilustra bem a questão. Depois de bloquearem o caminho de trocar petróleo por dólares, eles mudaram de estratégia — o petróleo é trocado diretamente por ouro, e depois convertido através do comércio com Turquia e Emirados Árabes Unidos. Este conjunto de ações abriu uma brecha nas sanções financeiras tradicionais. Mas um passo mais radical foi lançar a "petróleocoin", usando o petróleo como ativo de âncora, tentando reconstruir canais de pagamento na blockchain. A resposta dos EUA foi direta: endereços na cadeia congelados, e os traders terceiros sofreram sanções secundárias.
Curiosamente, enquanto o governo reprime a especulação de criptomoedas entre a população, ele próprio usa stablecoins para adquirir bens e suprimentos. Por trás dessa contradição, reflete-se uma realidade — as criptomoedas realmente têm um apelo especial para países com escassez de recursos.
Histórias semelhantes estão a acontecer globalmente. Hackers norte-coreanos usam criptomoedas para compras militares, o Afeganistão troca receitas de minerais por stablecoins para pagar salários, e economias marginais estão a explorar esse caminho. A mais recente "ideia maluca" é usar direitos de exploração de campos de petróleo como NFTs em staking, para captar fundos diretamente, bypassando o sistema bancário tradicional. Sob essa perspectiva, trata-se não só de uma guerra econômica, mas também de um treino prático de tecnologia de criptografia na geopolítica.
Por outro lado, o outro lado do problema também é claro. A tecnologia pode redesenhar processos de pagamento, mas não consegue alterar a realidade física. A ligação do gás natural russo ao rublo funciona porque a Europa não tem escolha; por mais que a produção de petróleo da Venezuela seja alta, o transporte ainda está bloqueado. A longo prazo, os verdadeiros vencedores podem ser aqueles que controlam recursos, mantêm uma postura neutra e possuem infraestrutura na cadeia — os Emirados Árabes Unidos estão a trabalhar nesse sentido.
Voltando à questão fundamental: o que acontecerá quando os Estados soberanos usarem criptomoedas para quebrar sanções?
A. A blockchain realmente se tornar uma ferramenta descentralizada, capaz de romper a hegemonia B. Restrições físicas e pressões geopolíticas acabarão por superar a inovação tecnológica C. A zona cinzenta continuará a existir por muito tempo, e o confronto entre cadeia e realidade persistirá
Claro que, para investidores comuns, é importante entender: os riscos de transações transnacionais com criptomoedas são extremamente altos, incluindo a possibilidade de perda total dos ativos e questões legais. Observar as tendências é uma coisa, participar nelas é outra.
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NFTDreamer
· 01-11 22:50
Verdade, a realidade sempre vence. A tecnologia por mais avançada que seja não consegue contornar a física.
Os campos de petróleo estão travados, de nada adianta ter mais stablecoins.
Apostar nos Emirados Árabes Unidos nessa jogada não é sem razão.
O pequeno investidor realmente não deveria tocar nisto, apenas observe.
O governo suprime a negociação de criptomoedas pelos civis enquanto as usa... esta ironia é bastante absoluta.
Lembro-me daquela estratégia da Coreia do Norte, no fundo é apenas uma desculpa.
A zona cinzenta realmente vai existir a longo prazo, mas quem perde dinheiro são ainda os pequenos investidores.
Contornar sanções na chain parece bom mas não é tão simples quanto parece.
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LayerZeroHero
· 01-09 10:48
A jogada dos Emirados Árabes Unidos foi realmente agressiva, uma postura neutra é a mais valorizada
O congelamento da moeda de petróleo mostra o quê? Por mais avançada que seja a tecnologia, a cadeia não consegue escapar às restrições da realidade
Fazer staking de NFT com direitos de produção de petróleo? Essa ideia é interessante, mas também muito perigosa
O governo usa stablecoins, mas proíbe o povo de negociar criptomoedas, essa ironia realmente me faz rir
Opção B, a realidade física acabará vencendo, a cadeia não consegue alterar a geopolítica
Participantes em transações internacionais de criptomoedas estão realmente apostando, o risco é absurdo
A história dos hackers da Coreia do Norte lavando dinheiro nesta blockchain é muito hardcore
Quando o canal é bloqueado, cria-se um novo canal de inovação, entendo essa lógica, mas os investidores comuns devem evitar
O Afeganistão troca minerais por stablecoins para pagar salários, esse é o verdadeiro cenário de aplicação
Assistindo de longe, mas a maioria que investe provavelmente é o pato manco, né
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OvertimeSquid
· 01-09 10:37
Honestamente, não dá para saber quanto tempo essa jogada vai durar
Os Emirados Árabes Unidos jogaram essa jogada de forma muito segura
Meu Deus, o governo proíbe a especulação com criptomoedas, mas usa stablecoins, essa ironia é realmente incrível
A realidade física é sempre a arma final, a tecnologia não consegue mudá-la
A ideia do NFT de campos de petróleo é um pouco louca
C, vamos só esperar assim mesmo, de qualquer forma, eu não me atrevo a tocar nisso
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MysteriousZhang
· 01-09 10:26
Os passos dos Emirados Árabes Unidos são realmente engenhosos, assistir à luta das grandes potências e ainda lucrar
O governo usando secretamente stablecoins, haha, essa ironia é demais
A jogada de colocar NFTs de campos de petróleo em staking, sorte que alguém conseguiu pensar nisso
A última frase é a mais sincera, assistir ao espetáculo tudo bem, mas não entre
No fundo, ainda são limitações da realidade física, apenas truques tecnológicos
A operação de congelar endereços na blockchain, os EUA ainda têm métodos bastante agressivos
Durante a era das sanções, as regras de sobrevivência dos países recursos estão a ser reescritas na blockchain.
A operação da Venezuela ilustra bem a questão. Depois de bloquearem o caminho de trocar petróleo por dólares, eles mudaram de estratégia — o petróleo é trocado diretamente por ouro, e depois convertido através do comércio com Turquia e Emirados Árabes Unidos. Este conjunto de ações abriu uma brecha nas sanções financeiras tradicionais. Mas um passo mais radical foi lançar a "petróleocoin", usando o petróleo como ativo de âncora, tentando reconstruir canais de pagamento na blockchain. A resposta dos EUA foi direta: endereços na cadeia congelados, e os traders terceiros sofreram sanções secundárias.
Curiosamente, enquanto o governo reprime a especulação de criptomoedas entre a população, ele próprio usa stablecoins para adquirir bens e suprimentos. Por trás dessa contradição, reflete-se uma realidade — as criptomoedas realmente têm um apelo especial para países com escassez de recursos.
Histórias semelhantes estão a acontecer globalmente. Hackers norte-coreanos usam criptomoedas para compras militares, o Afeganistão troca receitas de minerais por stablecoins para pagar salários, e economias marginais estão a explorar esse caminho. A mais recente "ideia maluca" é usar direitos de exploração de campos de petróleo como NFTs em staking, para captar fundos diretamente, bypassando o sistema bancário tradicional. Sob essa perspectiva, trata-se não só de uma guerra econômica, mas também de um treino prático de tecnologia de criptografia na geopolítica.
Por outro lado, o outro lado do problema também é claro. A tecnologia pode redesenhar processos de pagamento, mas não consegue alterar a realidade física. A ligação do gás natural russo ao rublo funciona porque a Europa não tem escolha; por mais que a produção de petróleo da Venezuela seja alta, o transporte ainda está bloqueado. A longo prazo, os verdadeiros vencedores podem ser aqueles que controlam recursos, mantêm uma postura neutra e possuem infraestrutura na cadeia — os Emirados Árabes Unidos estão a trabalhar nesse sentido.
Voltando à questão fundamental: o que acontecerá quando os Estados soberanos usarem criptomoedas para quebrar sanções?
A. A blockchain realmente se tornar uma ferramenta descentralizada, capaz de romper a hegemonia
B. Restrições físicas e pressões geopolíticas acabarão por superar a inovação tecnológica
C. A zona cinzenta continuará a existir por muito tempo, e o confronto entre cadeia e realidade persistirá
Claro que, para investidores comuns, é importante entender: os riscos de transações transnacionais com criptomoedas são extremamente altos, incluindo a possibilidade de perda total dos ativos e questões legais. Observar as tendências é uma coisa, participar nelas é outra.