Compreensão completa do sistema fiscal de ativos digitais│Obrigação de declaração e regras de cálculo em 2025

À medida que o número de titulares de ativos criptográficos (Bitcoin, Ethereum, etc.) aumenta, a questão de “como serão tributados os lucros obtidos” está a tornar-se uma preocupação crescente. Na prática, o regime fiscal dos ativos criptográficos difere significativamente do investimento em ações ou Forex, e continuar a negociar sem compreender essas diferenças pode levar a uma carga fiscal inesperadamente elevada.

Neste artigo, com base na legislação fiscal atual de 2025, explicaremos tudo o que um investidor deve saber sobre impostos de ativos criptográficos, desde os conceitos básicos, pontos práticos de declaração, até equívocos comuns.

4 momentos em que os impostos surgem na negociação de ativos criptográficos

Primeiramente, é importante entender “quando ocorre a tributação”. Uma ideia errada comum é pensar que “não há imposto até trocar por ienes”, mas isso não é verdade. Os pontos de incidência de impostos sobre ativos criptográficos são os seguintes:

Lucro na venda

O caso mais simples é quando se vende o ativo criptográfico por ienes, dólares ou outra moeda fiduciária. A diferença entre o preço de compra e o de venda é considerada lucro e sujeita a tributação.

Por exemplo, se comprar Bitcoin por 50 milhões de ienes e vender por 80 milhões, o lucro de 30 milhões será tributado. Mesmo que o valor do ativo aumente após a compra, enquanto não for vendido, o lucro potencial (lucro não realizado) não é tributado. Assim, o momento da venda influencia bastante a carga fiscal.

Troca entre ativos criptográficos

Trocar Bitcoin por Ethereum, por exemplo, também é considerado uma incidência de imposto, pois é interpretado como uma conversão para uma moeda fiduciária.

Por exemplo, se comprar Bitcoin por 40 milhões de ienes e, ao valor de 60 milhões, trocá-lo por Ethereum, o lucro de 20 milhões será realizado e sujeito a imposto. Como as trocas dentro da exchange também contam, um estilo de investimento que troca frequentemente entre várias criptomoedas requer atenção especial.

Uso para pagamento ou compra

Ao usar ativos criptográficos para adquirir bens ou serviços, também há incidência de imposto. A diferença entre o valor na aquisição e o valor de mercado no momento da compra constitui lucro, mesmo que não tenha convertido para ienes.

Por exemplo, se adquirir ativos por 50 mil ienes e, ao valor de 100 mil, usá-los para comprar um produto, será considerado um lucro de 50 mil ienes e sujeito a imposto.

Recompensas de mineração e staking

Ativos criptográficos obtidos por mineração ou staking também são considerados renda, tributada pelo valor de mercado na data de aquisição. Além disso, há uma particularidade: ao vender esses ativos posteriormente, a diferença entre o valor de venda e o de aquisição também é tributada, gerando uma “tributação em duas etapas”.

Por exemplo, ao obter Ethereum (equivalente a 30 mil ienes) por mineração, o valor após deduzir despesas como eletricidade será considerado renda tributável. Quando vender esse Ethereum, o lucro de venda também será tributado.

Posicionamento dos ativos criptográficos na legislação fiscal japonesa

A classificação fiscal dos ativos criptográficos difere claramente do investimento em ações. Segundo a legislação japonesa, Bitcoin e Ethereum são considerados “ativos criptográficos” sob a Lei de Pagamentos e Liquidações, e os lucros dessas transações estão sujeitos à tributação global.

Classificação como “renda diversa”

A renda obtida com negociação de ativos criptográficos é classificada como “renda diversa”, que difere da “renda de transferência” de ações, sendo somada à renda salarial e outras fontes para determinar a taxa de imposto de renda total. Quanto maior a renda, maior a taxa.

Este é um ponto crucial: dependendo do caso, a taxa de imposto pode chegar a 15,315% + 5% de imposto municipal + 2,1% de imposto de renda de recuperação, além de uma taxa progressiva mais alta. Em casos extremos, a taxa máxima pode atingir cerca de 45% (incluindo imposto municipal, totalizando aproximadamente 55%).

Ou seja, lucros elevados com ativos criptográficos podem gerar uma carga fiscal muito maior do que o investimento em ações.

Limitação na compensação de perdas com outros tipos de renda

As perdas e ganhos com ativos criptográficos só podem ser compensados dentro da própria “renda diversa”. Por exemplo, se tiver um lucro de 30 milhões de ienes na venda de Bitcoin, mas uma perda de 40 milhões em outro ativo criptográfico, a compensação dentro da renda diversa resultará em uma perda líquida de 10 milhões, e a tributação será zero para esse ano.

Por outro lado, não é possível compensar perdas com outros tipos de renda, como ações ou imóveis. Ou seja, uma grande perda em criptomoedas não pode ser usada para reduzir lucros de ações, o que impacta estratégias de portfólio diversificadas.

Pontos essenciais para declaração de imposto

Ao negociar ativos criptográficos, nem todos os investidores precisam declarar impostos, mas há requisitos que muitas vezes passam despercebidos.

Critérios para empregados de empresas

Para quem recebe salário, se o total de renda diversa, incluindo criptomoedas, ultrapassar 20 milhões de ienes anuais, a declaração é obrigatória. Aqui, “20 milhões” refere-se ao lucro líquido (lucro de venda menos despesas), não ao valor total das transações.

Por exemplo, mesmo que haja um lucro de 150 milhões de ienes na venda de ativos, se houver uma perda de 80 milhões, o lucro líquido será de 70 milhões, e a declaração será necessária.

Atenção ao ter múltiplas fontes de renda

Se possuir múltiplas fontes de renda além do salário, e a soma dessas ultrapassar 20 milhões de ienes, a declaração é obrigatória. Por exemplo, um lucro de 15 milhões de ienes com criptomoedas e 10 milhões de afiliados totalizam 25 milhões, exigindo declaração.

Além disso, se receber salários de várias empresas ou se a renda salarial ultrapassar 20 milhões de ienes, mesmo lucros pequenos com criptomoedas podem exigir declaração.

Aviso para dependentes e estudantes investidores

Dependentes devem estar atentos: se a renda anual ultrapassar 48 milhões de ienes (em 2025), podem perder o status de dependente. Como os lucros de criptomoedas também contam como renda, dependentes ou estudantes que obtêm lucros podem acabar fora do benefício de dependência, aumentando a carga fiscal familiar.

Quem estiver na linha de limite de dependência deve planejar cuidadosamente suas operações ao longo do ano.

Duas opções para cálculo de lucros

A forma de calcular o custo de aquisição dos ativos criptográficos pode afetar a carga fiscal, dependendo do método adotado.

Método de média móvel

Calcula-se a média do custo de aquisição a cada compra, facilitando o acompanhamento do lucro ou prejuízo em tempo real. É indicado para quem realiza muitas transações.

Método de média ponderada anual

Utiliza a média do preço de compra ao longo do ano, sendo mais simples de calcular. É adequado para quem faz poucas transações anuais.

Independentemente do método escolhido, uma vez definido, deve-se manter a consistência. Na primeira declaração, é necessário apresentar ao fisco o “Formulário de Declaração de Avaliação de Ativos Criptográficos” para definir o método de avaliação. Escolher o método que melhor se adapta ao seu estilo de negociação e capacidade de gestão é fundamental.

Restrições importantes na tributação de ativos criptográficos

Problema sério: não é possível transferir perdas para o ano seguinte

Perdas em ativos criptográficos não podem ser carregadas para anos futuros. Mesmo uma perda de 50 milhões de ienes neste ano não pode ser deduzida de lucros futuros.

Ao contrário das ações, onde perdas podem ser carregadas por até 3 anos, essa regra torna crucial o gerenciamento de perdas ao longo do ano. Se houver perdas previstas no final do ano, pode ser necessário realizar algumas vendas para realizar lucros e compensar perdas.

Mesma regra para investimentos em NFT

A mesma legislação se aplica às negociações de NFT (tokens não fungíveis). A diferença entre preço de compra e venda constitui lucro, considerado renda diversa e sujeito à tributação.

Riscos de não declarar

Recentemente, a Agência Tributária do Japão intensificou a fiscalização de transações de ativos criptográficos, incluindo auditorias em exchanges. Esquecer-se de declarar pode resultar em multas por declaração tardia (15-20%) ou juros de mora. Em casos considerados graves, pode ser aplicada uma penalidade de “imposto adicional severo” de até 40%.

Fazer a declaração corretamente é uma responsabilidade básica do investidor e evita problemas futuros.

Perguntas frequentes e esclarecimento de equívocos

Apenas possuir ativos criptográficos gera imposto?

Não, apenas possuir ativos criptográficos não gera imposto. A tributação ocorre somente ao vender, trocar por outras criptomoedas ou usar para compras. Lucros não realizados (lucro potencial) enquanto estiver na carteira não são tributados. Portanto, o momento de venda ou troca deve ser avaliado cuidadosamente.

Como calcular ao usar várias exchanges

Mesmo usando várias exchanges, deve-se somar os lucros e perdas de todas elas. É necessário obter o histórico de transações de cada uma e calcular usando o mesmo método (média móvel ou média ponderada). Para fins fiscais, todas as exchanges são tratadas como um único portfólio.

Dicas práticas para uma gestão fiscal eficiente

Compreender bem a tributação de ativos criptográficos ajuda a evitar surpresas fiscais e a otimizar a gestão patrimonial.

Pontos essenciais de gestão:

  • Manter registros detalhados das transações diárias, controlando lucros e perdas com precisão
  • Calcular periodicamente as projeções de lucros anuais e verificar a obrigatoriedade de declaração
  • Planejar operações considerando o limite de 48 milhões de ienes de dependentes
  • Avaliar o momento de realizar lucros ou compensar perdas de acordo com a situação no final do ano
  • Consultar um profissional, como um contador, em casos complexos ou dúvidas

Para continuar investindo em ativos criptográficos com segurança, é fundamental ter conhecimento fiscal preciso e manter registros constantes. Uma declaração adequada permite concentrar-se no investimento sem preocupações desnecessárias.

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