Recentemente, o TCG (jogo de cartas colecionáveis) na blockchain tornou-se repentinamente popular, mas muitas pessoas não sabem — este setor não é uma nova tendência, mas sim uma classe de ativos que já se sedimentou há mais de 50 anos e que foi fortemente subestimada.
O que os números nos dizem
O mercado global de TCG já cresceu para uma escala de 80-100 bilhões de dólares, equivalente ao mercado de calçado esportivo, com uma taxa de crescimento composta anual de cerca de 8%. Isso não é um número fictício, mas uma economia real formada por décadas de cultura de Pokémon, Magic: The Gathering, Yu-Gi-Oh! e outros.
Porém, há um ponto de ruptura crucial:
Mais de 50% da cadeia de suprimentos de TCG offline é composta por uma cadeia de fornecimento cinzenta. O caminho oficial → distribuidores → lojas físicas → consumidores já está desmoronando. Os colecionadores reais quase não conseguem comprar produtos populares ao preço sugerido de varejo, sendo forçados a recorrer a canais não oficiais, onde revendedores cobram de 20% a 50% de margem adicional. Como resultado, o controle do preço de descoberta do mercado está nas mãos do mercado cinzento.
Por isso, a classificação de cartas tornou-se um negócio de US$ 7,2 milhões por ano — mensalmente, 1,5 milhão de cartas passam por certificações de grau com empresas como PSA, CGC, sendo que a PSA detém 77,5% do mercado. Esse processo transforma colecionáveis de papel em ativos financeiros negociáveis, que é o núcleo de toda a cadeia de valor.
Ecossistema de TCG na blockchain já está ganhando escala
No mundo on-chain, o TCG já se divide em quatro setores claros:
Plataformas de Gacha (faturamento anual de US$ 7,5-8,2 milhões)
Courtyard, Collector Crypt e Phygitals já formaram um padrão de mercado. Seus modelos são: comprar cartas certificadas de canais não oficiais a preços baixos, recombiná-las em “pacotes virtuais” e permitir que os usuários façam sorteios aleatórios por um preço fixo.
Dados impressionantes:
Courtyard: faturamento anual de US$ 536,5 milhões, 250 mil usuários, margem bruta de US$ 53,6 milhões
Collector Crypt: faturamento anual de US$ 150 milhões, 10 mil usuários, margem bruta de US$ 21 milhões
Phygitals: faturamento anual de US$ 61 milhões, 20 mil usuários, margem bruta de US$ 6,1 milhões
O volume total dessas plataformas já supera o mercado tradicional de classificação de cartas. O mais importante: suas margens de lucro permanecem em torno de 10% — compram cartas em grande quantidade no mercado secundário a 90% do preço de mercado, e, com base em probabilidades, distribuem os preços dos Gacha packs, incentivando os usuários a perseguir aquela “carta lendária”.
Pacotes selados + plataformas de abertura ao vivo
Este é um universo completamente diferente. Se Gacha é feito para apostadores, os pacotes selados são feitos para fãs hardcore.
Pacotes oficiais, séries limitadas, lotes específicos — esses são os verdadeiros desejos dos colecionadores. As plataformas compram esses produtos oficiais, fazem lives de abertura, avaliam e enviam as cartas. Os custos operacionais são muito maiores do que Gacha, mas a fidelidade do público também é muito maior.
Beezie e Collector Crypt deixam claro que não pretendem entrar nesse setor, por razões simples: canais de aquisição difíceis, operação pesada, necessidade de infraestrutura de armazém. Mas isso significa que — quem entrar nesse setor, terá uma vantagem competitiva de proteção.
Mercado de moedas (setor de empréstimos)
Uma vez que as cartas sejam tokenizadas e colocadas em cofres digitais, o empréstimo se torna uma evolução natural. A lógica é simples: colecionadores e lojistas não precisam mais vender cartas para obter fluxo de caixa, podem usar as cartas tokenizadas como garantia para emprestar USDC. Isso exige oráculos de preços confiáveis, LTV conservador e liquidez suficiente no mercado secundário.
Produtos como PocketDex são naturalmente adequados para essa entrada — eles já funcionam como ferramentas de gestão de portfólio para colecionadores, e ao integrar protocolos de empréstimo, podem se transformar em uma interface de gerenciamento de risco. Os usuários podem ver o valor estimado de suas coleções tokenizadas e o limite de empréstimo em tempo real, com um clique para emprestar. Para o colecionador, isso é uma “garantia de colecionáveis”; para a loja, é uma “cota de armazenamento apoiada em estoque”.
Contratos perpétuos (setor de derivativos)
A Trove lidera, oferecendo índices perpétuos de cartas Pokémon e skins de CS2, com alavancagem de até 5x. Os usuários não precisam realmente possuir uma caixa de “Evolving Skies” ou montar uma carteira de Charizard, basta negociar índices sintéticos.
Isso desbloqueia três novos cenários:
Colecionadores podem fazer hedge contra quedas de estoque físico (fazendo short em Trove ao comprar as cartas físicas)
Traders podem negociar apenas a exposição ao preço, sem lidar com classificação, transporte ou armazenamento
Cria-se um ciclo de arbitragem entre spot, tokenizado e derivativos
Comparação real do tamanho do mercado
Pacotes selados >> plataformas Gacha
Somente a Pokémon TCG:
2024: impressão de 10 bilhões de cartas
Aproximadamente 50 milhões de jogadores/compradores
10,2 bilhões de pacotes por ano (10 cartas por pacote)
Preço médio de US$ 15 por pacote (incluindo preços de varejo e mercado cinzento)
Vendas anuais de pacotes selados de aproximadamente US$ 150 bilhões
Em comparação, os três gigantes do Gacha faturam apenas US$ 8,2 milhões por ano — os produtos selados são 18 vezes maiores que o Gacha na blockchain.
Mas essa não é a parte mais interessante. Veja quanto os usuários estão dispostos a pagar:
Pokémon Pocket (versão digital oficial, sem valor monetário real das cartas):
Receita no primeiro ano de US$ 1,3 bilhão
18 milhões de pacotes abertos
Whatnot, plataforma de lives de abertura:
GMV de US$ 3 bilhões em 2024
GMV estimado para 2025 de US$ 6 bilhões
Mesmo com problemas de confiança na plataforma — vendedores roubando cartas, pacotes falsificados, troca de cartas — os fãs mais fiéis continuam gastando. O que isso mostra? A capacidade de consumo e a fidelidade dos fãs mais apaixonados superam a dos apostadores; eles não só aceitam a digitalização, como estão dispostos a pagar um prêmio por ela.
Pontos problemáticos offline = oportunidades online
O maior problema do TCG offline é? A ruptura na cadeia de suprimentos.
Distribuidores entregam a maior parte do estoque para grandes varejistas e lojas parceiras, enquanto os colecionadores reais são empurrados para canais cinzentos, pagando de 2 a 3 vezes o preço de varejo sugerido. Os varejistas lutam para conseguir produtos ao preço de varejo sugerido.
A infraestrutura na blockchain pode resolver diretamente esse problema:
Canais de distribuição justos
Plataformas de abertura de cartas em tempo real na blockchain, onde colecionadores compram e abrem cartas online, pagando uma pequena taxa, com opção de troca por itens físicos
Fragmentação da propriedade dos pacotes, permitindo que usuários de varejo comprem uma fração do estoque selado a um preço justo, ao invés de serem obrigados a comprar a caixa inteira
Filas, sorteios e listas de espera na blockchain para produtos selados, com limites de distribuição por carteira e probabilidades transparentes
Canais de liquidez
Armazenamento físico + tokenização, permitindo que cartas sejam negociadas e transferidas 24/7 sem movimentação física real
Plataformas atuando como market makers em diferentes mercados, equilibrando preços com o eBay, e facilitando negociações instantâneas
Aceleração do ciclo de negócios de lojas e colecionadores, promovendo descoberta de preços global ao invés de preços locais dispersos
Derivativos + crédito
Contratos perpétuos para negociar índices de TCG e cartas específicas
Índices de cartas de classificação top, produtos selados perpétuos, estratégias de opções
Mercado de moeda com cartas como garantia, usando oráculos e liquidadores para gerenciamento de risco
Mercado de previsão para riscos de reimpressão e crescimento de PSA
Estes não competem com Gacha ou lives de abertura, mas são camadas acima deles. Gacha lida com compra, venda e estoque; derivativos lidam com risco, alavancagem e hedge. Juntos, eles visam transformar o TCG de uma coleção de nicho em um mercado financeiro multilayer na blockchain.
Por que isso não é uma moda passageira
O TCG existe há mais de 50 anos. Pokémon, Magic e Yu-Gi-Oh! têm mais de 25 anos de profundidade cultural, não sendo uma febre passageira.
O tamanho do mercado, a demanda e os pontos de dor estão lá. A descoberta de preços offline é controlada pelo mercado cinzento, e a infraestrutura na blockchain pode resolver esse impasse. O mais importante: não se trata de criar uma nova demanda, mas de liberar uma demanda reprimida.
A verdadeira oportunidade não está em criar outro “cassino”, mas em: quem construir infraestrutura, quem conectar distribuição justa + liquidez + derivativos, quem transformar um mercado disperso, de alta fricção, de colecionáveis, em um ecossistema financeiro programável e multilayer.
Este é o caminho inevitável para o TCG alcançar o mainstream.
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A verdadeira paisagem de riqueza das cartas de transações na blockchain: do mercado de 8 mil milhões de dólares ao próximo boom do TCG
Recentemente, o TCG (jogo de cartas colecionáveis) na blockchain tornou-se repentinamente popular, mas muitas pessoas não sabem — este setor não é uma nova tendência, mas sim uma classe de ativos que já se sedimentou há mais de 50 anos e que foi fortemente subestimada.
O que os números nos dizem
O mercado global de TCG já cresceu para uma escala de 80-100 bilhões de dólares, equivalente ao mercado de calçado esportivo, com uma taxa de crescimento composta anual de cerca de 8%. Isso não é um número fictício, mas uma economia real formada por décadas de cultura de Pokémon, Magic: The Gathering, Yu-Gi-Oh! e outros.
Porém, há um ponto de ruptura crucial:
Mais de 50% da cadeia de suprimentos de TCG offline é composta por uma cadeia de fornecimento cinzenta. O caminho oficial → distribuidores → lojas físicas → consumidores já está desmoronando. Os colecionadores reais quase não conseguem comprar produtos populares ao preço sugerido de varejo, sendo forçados a recorrer a canais não oficiais, onde revendedores cobram de 20% a 50% de margem adicional. Como resultado, o controle do preço de descoberta do mercado está nas mãos do mercado cinzento.
Por isso, a classificação de cartas tornou-se um negócio de US$ 7,2 milhões por ano — mensalmente, 1,5 milhão de cartas passam por certificações de grau com empresas como PSA, CGC, sendo que a PSA detém 77,5% do mercado. Esse processo transforma colecionáveis de papel em ativos financeiros negociáveis, que é o núcleo de toda a cadeia de valor.
Ecossistema de TCG na blockchain já está ganhando escala
No mundo on-chain, o TCG já se divide em quatro setores claros:
Plataformas de Gacha (faturamento anual de US$ 7,5-8,2 milhões)
Courtyard, Collector Crypt e Phygitals já formaram um padrão de mercado. Seus modelos são: comprar cartas certificadas de canais não oficiais a preços baixos, recombiná-las em “pacotes virtuais” e permitir que os usuários façam sorteios aleatórios por um preço fixo.
Dados impressionantes:
O volume total dessas plataformas já supera o mercado tradicional de classificação de cartas. O mais importante: suas margens de lucro permanecem em torno de 10% — compram cartas em grande quantidade no mercado secundário a 90% do preço de mercado, e, com base em probabilidades, distribuem os preços dos Gacha packs, incentivando os usuários a perseguir aquela “carta lendária”.
Pacotes selados + plataformas de abertura ao vivo
Este é um universo completamente diferente. Se Gacha é feito para apostadores, os pacotes selados são feitos para fãs hardcore.
Pacotes oficiais, séries limitadas, lotes específicos — esses são os verdadeiros desejos dos colecionadores. As plataformas compram esses produtos oficiais, fazem lives de abertura, avaliam e enviam as cartas. Os custos operacionais são muito maiores do que Gacha, mas a fidelidade do público também é muito maior.
Beezie e Collector Crypt deixam claro que não pretendem entrar nesse setor, por razões simples: canais de aquisição difíceis, operação pesada, necessidade de infraestrutura de armazém. Mas isso significa que — quem entrar nesse setor, terá uma vantagem competitiva de proteção.
Mercado de moedas (setor de empréstimos)
Uma vez que as cartas sejam tokenizadas e colocadas em cofres digitais, o empréstimo se torna uma evolução natural. A lógica é simples: colecionadores e lojistas não precisam mais vender cartas para obter fluxo de caixa, podem usar as cartas tokenizadas como garantia para emprestar USDC. Isso exige oráculos de preços confiáveis, LTV conservador e liquidez suficiente no mercado secundário.
Produtos como PocketDex são naturalmente adequados para essa entrada — eles já funcionam como ferramentas de gestão de portfólio para colecionadores, e ao integrar protocolos de empréstimo, podem se transformar em uma interface de gerenciamento de risco. Os usuários podem ver o valor estimado de suas coleções tokenizadas e o limite de empréstimo em tempo real, com um clique para emprestar. Para o colecionador, isso é uma “garantia de colecionáveis”; para a loja, é uma “cota de armazenamento apoiada em estoque”.
Contratos perpétuos (setor de derivativos)
A Trove lidera, oferecendo índices perpétuos de cartas Pokémon e skins de CS2, com alavancagem de até 5x. Os usuários não precisam realmente possuir uma caixa de “Evolving Skies” ou montar uma carteira de Charizard, basta negociar índices sintéticos.
Isso desbloqueia três novos cenários:
Comparação real do tamanho do mercado
Pacotes selados >> plataformas Gacha
Somente a Pokémon TCG:
Em comparação, os três gigantes do Gacha faturam apenas US$ 8,2 milhões por ano — os produtos selados são 18 vezes maiores que o Gacha na blockchain.
Mas essa não é a parte mais interessante. Veja quanto os usuários estão dispostos a pagar:
Pokémon Pocket (versão digital oficial, sem valor monetário real das cartas):
Whatnot, plataforma de lives de abertura:
Mesmo com problemas de confiança na plataforma — vendedores roubando cartas, pacotes falsificados, troca de cartas — os fãs mais fiéis continuam gastando. O que isso mostra? A capacidade de consumo e a fidelidade dos fãs mais apaixonados superam a dos apostadores; eles não só aceitam a digitalização, como estão dispostos a pagar um prêmio por ela.
Pontos problemáticos offline = oportunidades online
O maior problema do TCG offline é? A ruptura na cadeia de suprimentos.
Distribuidores entregam a maior parte do estoque para grandes varejistas e lojas parceiras, enquanto os colecionadores reais são empurrados para canais cinzentos, pagando de 2 a 3 vezes o preço de varejo sugerido. Os varejistas lutam para conseguir produtos ao preço de varejo sugerido.
A infraestrutura na blockchain pode resolver diretamente esse problema:
Canais de distribuição justos
Canais de liquidez
Derivativos + crédito
Estes não competem com Gacha ou lives de abertura, mas são camadas acima deles. Gacha lida com compra, venda e estoque; derivativos lidam com risco, alavancagem e hedge. Juntos, eles visam transformar o TCG de uma coleção de nicho em um mercado financeiro multilayer na blockchain.
Por que isso não é uma moda passageira
O TCG existe há mais de 50 anos. Pokémon, Magic e Yu-Gi-Oh! têm mais de 25 anos de profundidade cultural, não sendo uma febre passageira.
O tamanho do mercado, a demanda e os pontos de dor estão lá. A descoberta de preços offline é controlada pelo mercado cinzento, e a infraestrutura na blockchain pode resolver esse impasse. O mais importante: não se trata de criar uma nova demanda, mas de liberar uma demanda reprimida.
A verdadeira oportunidade não está em criar outro “cassino”, mas em: quem construir infraestrutura, quem conectar distribuição justa + liquidez + derivativos, quem transformar um mercado disperso, de alta fricção, de colecionáveis, em um ecossistema financeiro programável e multilayer.
Este é o caminho inevitável para o TCG alcançar o mainstream.