De acordo com um relatório de investigação recentemente divulgado pela organização internacional de caridade Oxfam, uma realidade surpreendente veio à tona. O fluxo global de riqueza está altamente concentrado numa camada extremamente restrita, e o património dos bilionários continua a atingir novos recordes. O que merece especial atenção é o facto de que este fenómeno não se trata apenas de um aumento numérico, mas de uma aceleração da desigualdade estrutural em toda a sociedade.
Mais de 18 trilhões de dólares em ativos, aumento rápido do número de bilionários
Segundo dados da Oxfam, o património total detido pelos bilionários do mundo atingiu um nível recorde de 18,3 trilhões de dólares. Os números refletem uma rápida acumulação de riqueza. Em comparação com o ano anterior, o valor total dos ativos aumentou 16%, destacando-se o crescimento significativo em apenas um ano.
Mais ainda, é importante notar que o número de bilionários também ultrapassou os 3000. À medida que o número de pessoas com riqueza aumenta, também os ativos de cada um deles se expandem. A análise da tendência dos últimos 10 anos pela Oxfam revela que, desde 2020, os ativos dos bilionários aumentaram em impressionantes 81%. É justo considerar esta última década como uma “era de expansão de ativos da super-riqueza”.
Mecanismos de expansão de poder por trás da concentração de riqueza
Por outro lado, o ritmo de redução da pobreza global desacelerou drasticamente. A análise do relatório revela uma dura realidade: os níveis de pobreza permaneceram praticamente nos mesmos patamares de 2019. Ou seja, enquanto a riqueza dos bilionários cresce aceleradamente, a situação dos pobres permanece estagnada, sem melhorias, criando uma situação paradoxal.
Conforme apontado pelo diretor-geral da Oxfam, o Sr. Bell, existe um mecanismo claro por trás desta expansão da desigualdade. A camada ultra-rica busca o poder para maximizar seus lucros, infiltrando-se nos domínios político, económico e mediático. Exemplos de bilionários renomados, como Elon Musk e Jeff Bezos, ilustram de forma simbólica esta tendência.
Impacto político e domínio dos meios de comunicação agravando a desigualdade
A preocupação revelada pelo relatório é que a expansão do poder através da riqueza pode distorcer o próprio processo democrático. A posse de controlo sobre os meios de comunicação por parte da ultra-riqueza e o exercício de influência política criam um ciclo vicioso, onde as decisões políticas tendem a favorecer os interesses dos mais ricos.
As declarações do Sr. Bell refletem bem a essência do problema: “A influência excessiva dos ultra-ricos sobre políticos, economia e mídia agrava a desigualdade e afasta a sociedade do caminho correto para resolver a pobreza.” Ou seja, não se trata apenas de uma disparidade económica, mas de uma estrutura de decisão dominada pelos mais ricos.
O rápido aumento dos ativos detidos pelos bilionários mundiais, juntamente com a expansão do seu poder, tornou-se uma das questões mais importantes do século XXI. Enquanto esta tendência persistir, não se pode esperar melhorias na desigualdade social.
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Os bilionários mundiais atingem novos máximos de riqueza, a rápida concentração de riqueza agrava ainda mais as desigualdades sociais
De acordo com um relatório de investigação recentemente divulgado pela organização internacional de caridade Oxfam, uma realidade surpreendente veio à tona. O fluxo global de riqueza está altamente concentrado numa camada extremamente restrita, e o património dos bilionários continua a atingir novos recordes. O que merece especial atenção é o facto de que este fenómeno não se trata apenas de um aumento numérico, mas de uma aceleração da desigualdade estrutural em toda a sociedade.
Mais de 18 trilhões de dólares em ativos, aumento rápido do número de bilionários
Segundo dados da Oxfam, o património total detido pelos bilionários do mundo atingiu um nível recorde de 18,3 trilhões de dólares. Os números refletem uma rápida acumulação de riqueza. Em comparação com o ano anterior, o valor total dos ativos aumentou 16%, destacando-se o crescimento significativo em apenas um ano.
Mais ainda, é importante notar que o número de bilionários também ultrapassou os 3000. À medida que o número de pessoas com riqueza aumenta, também os ativos de cada um deles se expandem. A análise da tendência dos últimos 10 anos pela Oxfam revela que, desde 2020, os ativos dos bilionários aumentaram em impressionantes 81%. É justo considerar esta última década como uma “era de expansão de ativos da super-riqueza”.
Mecanismos de expansão de poder por trás da concentração de riqueza
Por outro lado, o ritmo de redução da pobreza global desacelerou drasticamente. A análise do relatório revela uma dura realidade: os níveis de pobreza permaneceram praticamente nos mesmos patamares de 2019. Ou seja, enquanto a riqueza dos bilionários cresce aceleradamente, a situação dos pobres permanece estagnada, sem melhorias, criando uma situação paradoxal.
Conforme apontado pelo diretor-geral da Oxfam, o Sr. Bell, existe um mecanismo claro por trás desta expansão da desigualdade. A camada ultra-rica busca o poder para maximizar seus lucros, infiltrando-se nos domínios político, económico e mediático. Exemplos de bilionários renomados, como Elon Musk e Jeff Bezos, ilustram de forma simbólica esta tendência.
Impacto político e domínio dos meios de comunicação agravando a desigualdade
A preocupação revelada pelo relatório é que a expansão do poder através da riqueza pode distorcer o próprio processo democrático. A posse de controlo sobre os meios de comunicação por parte da ultra-riqueza e o exercício de influência política criam um ciclo vicioso, onde as decisões políticas tendem a favorecer os interesses dos mais ricos.
As declarações do Sr. Bell refletem bem a essência do problema: “A influência excessiva dos ultra-ricos sobre políticos, economia e mídia agrava a desigualdade e afasta a sociedade do caminho correto para resolver a pobreza.” Ou seja, não se trata apenas de uma disparidade económica, mas de uma estrutura de decisão dominada pelos mais ricos.
O rápido aumento dos ativos detidos pelos bilionários mundiais, juntamente com a expansão do seu poder, tornou-se uma das questões mais importantes do século XXI. Enquanto esta tendência persistir, não se pode esperar melhorias na desigualdade social.