Entenda de uma vez por todas as companhias de seguros de ações: definição, modelo de funcionamento e o novo campo de batalha de "ativos criptográficos" no setor de seguros

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O mercado global de seguros enfrenta uma transformação crucial. Segundo o mais recente relatório da Swiss Re, de 2026 a 2027, a taxa de crescimento anual real das primas totais de seguros globais deverá diminuir de aproximadamente 3,1% em 2025 para 2,3%. Ao mesmo tempo, o mercado de criptomoedas apresenta um impulso forte. Até 28 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) estava em $89.262,8, com um valor de mercado de até $1,78 trilhão, enquanto o preço do Ethereum (ETH) atingiu $3.011,86.

A fronteira entre finanças e tecnologia está se tornando cada vez mais difusa. Como as estruturas tradicionais de seguros podem se adaptar às demandas de uma nova era? Essa é a questão central que este artigo pretende explorar.

Definição central de companhias de seguros de ações

Na estrutura organizacional do setor de seguros, as companhias de seguros de ações possuem uma definição clara e única. De acordo com a legislação do Alabama: “Companhia de seguros de ações é definida como uma companhia de seguros de capital social e dividida em ações”. Essa definição legal parece simples, mas contém uma profunda conotação econômica. As regras relacionadas no Minnesota esclarecem ainda mais: “Companhias de seguros de ações incluem companhias domésticas de ações e mutualistas, conforme definido por legislação específica”.

Do ponto de vista acadêmico, as companhias de seguros de ações e as companhias mutualistas representam duas formas básicas de compartilhamento de risco. Nas companhias de ações, o risco é transferido do segurado para o grupo de acionistas, ou seja, para o mercado de capitais. Em outras palavras, na estrutura de uma companhia de seguros de ações, os direitos dos proprietários e dos clientes (segurados) são separados; a empresa responde aos acionistas, que obtêm retorno através de dividendos e valorização das ações.

Comparação organizacional: seguros de ações versus mutualistas

Essas duas formas de organização de seguros diferem fundamentalmente em vários aspectos. Os acionistas de uma companhia de seguros de ações tornam-se proprietários ao adquirir ações da empresa, enquanto os proprietários de uma companhia mutualista são seus segurados. Para os membros de uma companhia mutualista, a propriedade e os direitos sobre a apólice estão vinculados, não podendo ser vendidos separadamente. Essa diferença estrutural leva a diferenças marcantes em seus modelos operacionais.

A captação de capital é uma das diferenças mais evidentes. As companhias de seguros de ações captam risco de investidores (acionistas) emitindo ações e vendendo produtos de seguro; enquanto as companhias mutualistas arrecadam risco através de prêmios, e a captação de capital está intimamente relacionada à venda de contratos de seguro. Do ponto de vista de governança corporativa, as companhias de ações geralmente são mais transparentes, permitindo que os acionistas supervisionem a gestão através de mecanismos de mercado; as mutualistas representam de forma mais direta os interesses dos segurados.

Para ilustrar de forma mais clara as diferenças essenciais entre esses dois tipos de organização de seguros, a tabela abaixo compara suas características principais:

Dimensão de comparação Seguradoras de ações Mutualistas
Estrutura de propriedade Proprietários são acionistas, propriedade livremente negociável Proprietários são segurados, propriedade vinculada à apólice
Captação de capital Através da emissão de ações para investidores Através de prêmios, com capital relacionado à venda de apólices
Distribuição de lucros Lucros distribuídos como dividendos aos acionistas Resultados podem ser redistribuídos aos segurados via reembolso de prêmios
Estrutura de governança Acionistas elegem o conselho, gestão responde aos acionistas Segurados elegem o conselho, representando diretamente os interesses dos clientes
Como lidam com dificuldades financeiras Acionistas assumem perdas, geralmente não cobram dos segurados Podem ter o direito de cobrar prêmios adicionais dos membros para cobrir déficits
Flexibilidade Captação de capital mais flexível, expansão mais fácil Captação de capital mais vinculada ao desenvolvimento do negócio

Estado atual do setor e tendências de mercado

O mercado global de seguros está passando por uma reestruturação. Segundo a perspectiva da Deloitte para 2026, as mudanças nas expectativas dos clientes, a integração dos canais de corretagem e a modernização dos sistemas estão remodelando o cenário do setor de seguros mundial.

A região Ásia-Pacífico continua sendo o principal motor de crescimento do setor de seguros global, com uma taxa de crescimento anual composta de até 5,3% até 2035. A forte demanda de mercados como China, Índia e Sudeste Asiático é o principal impulsionador desse crescimento.

Atualmente, muitas seguradoras estão formando parcerias estratégicas, utilizando ciclos contínuos de feedback dos clientes e análise de dados comportamentais para criar produtos de seguro altamente personalizados, ao mesmo tempo em que otimizam a experiência do cliente. Tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, estão mudando profundamente o setor de seguros. Nos Estados Unidos, a detecção de fraudes foi listada como uma das cinco áreas principais para o desenvolvimento ou implementação de IA generativa nos próximos 12 meses. Huang Songxin, sócio responsável pela área de seguros na Deloitte China, afirmou: “A inteligência artificial está evoluindo a uma velocidade surpreendente, e a IA generativa e a IA de agentes se tornaram os principais motores que impulsionam o setor de seguros a uma nova fase de desenvolvimento.”

Novas tendências: fusão entre seguros e ativos digitais

Com a evolução do mercado financeiro global, a interseção entre seguros e ativos digitais está se tornando uma nova tendência. Hong Kong anunciou planos para introduzir regras claras que permitam às seguradoras investir em ativos criptográficos, stablecoins e infraestrutura digital, com um quadro de consulta pública previsto para ocorrer entre fevereiro e abril de 2026.

A Autoridade de Supervisão de Seguros de Hong Kong recomenda impor uma exigência de capital de risco de 100% para tokens voláteis. Considerando que o prêmio bruto de seguros de Hong Kong em 2024 atingiu HKD 635 bilhões, mesmo uma alocação limitada pode aumentar significativamente a liquidez do mercado de ativos digitais. Essa evolução indica uma tendência importante: seguradoras tradicionais podem se tornar novos participantes institucionais no mercado de ativos digitais, trazendo maior liquidez e estabilidade ao setor de criptomoedas.

Dados da plataforma Gate mostram que, até 28 de janeiro de 2026, o volume de negociação de 24 horas do Bitcoin (BTC) atingiu $1,31 bilhão, enquanto o volume de negociação do Ethereum (ETH) foi de $532,7 milhões, demonstrando o potencial do mercado de criptomoedas para acomodar mais fluxos de capital institucional.

Rumo ao futuro: resiliência e inovação

As seguradoras estão se transformando em modelos de capital mais flexíveis. Grandes empresas estão criando companhias de auto-seguro dedicadas, combinando modelos de capital mais ágeis com diversas ferramentas de financiamento (como títulos de catástrofe, sidecars e outros instrumentos de securitização) para enfrentar riscos de forma autônoma. Hong Kong já possui seis companhias de auto-seguro dedicadas, o que reforça sua posição como um centro de inovação em gestão de riscos na Ásia. Esse modelo de desenvolvimento serve como exemplo de como o setor de seguros pode se adaptar a riscos emergentes.

Para as companhias de seguros de ações, 2026 será um ano decisivo. Elas precisarão equilibrar investimentos contínuos em transformação digital, construção de sistemas de dados de alta qualidade, capacitação de equipes e estabelecimento de parcerias que impulsionem a inovação. Ainda há trabalho a fazer na resiliência de defesa cibernética, na gestão eficiente de dados e na modernização de sistemas legados. Os avanços tecnológicos fornecerão às companhias de seguros de ações mais ferramentas para gerenciar riscos e aumentar a eficiência.

O mercado de criptomoedas e o setor de seguros tradicionais estão começando a se cruzar de formas inéditas. Quando o valor de mercado do Bitcoin ultrapassar US$1,7 trilhão e o Ethereum se estabilizar acima de US$3.000, os ativos digitais deixarão de ser apenas investimentos marginais. As regras que permitem às seguradoras alocar capital em ativos criptográficos em Hong Kong entrarão em vigor em 2026, indicando que as instituições financeiras terão uma participação mais profunda nesse mercado emergente. No mercado de capitais, a correlação entre ações de seguros e criptomoedas ainda não é clara, mas a tendência de fusão entre ambos já é irreversível.

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