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Argentina e Espanha encontraram-se em Lusail para a Finalíssima: Hora e detalhes do confronto entre campeões
A Finalíssima entre Argentina e Espanha foi um dos encontros mais aguardados do futebol internacional, enfrentando os últimos campeões da América e da Europa. O jogo realizou-se a 27 de março de 2025, às 15 horas (hora argentina), no Estádio Icónico de Lusail, Qatar. Embora a Conmebol e a UEFA o tenham validado como oficial, a FIFA não o reconheceu como tal, no entanto representou um cruzamento importante na preparação de ambas as seleções para o Mundial de 2026.
Campeões de dois continentes medem forças
Argentina chegou a este compromisso como bicampeã da América após a vitória sobre a Colômbia por 1 a 0 na final de 2024, com golo de Lautaro Martínez. A equipa dirigida por Lionel Scaloni completou um torneio impecável, terminando invicta com cinco vitórias e um empate antes de decidir por penalties.
Por sua vez, Espanha apresentava-se como campeã da Eurocopa 2024, o seu quarto título continental na história. A seleção ibérica conquistou o título no Estádio Olímpico de Berlim após derrotar a Inglaterra por 2 a 1 numa final emocionante. Nico Williams e Mikel Oyarzabal marcaram para os espanhóis, enquanto Cole Palmer empatou temporariamente para os Três Leões, que chegavam como vice-campeões pela segunda edição consecutiva.
As baixas que marcaram presença
A Argentina tinha de enfrentar o jogo com a baixa confirmada de Juan Foyth. O defesa do Villarreal sofreu uma rotura do tendão de Aquiles na perna esquerda, lesão que não só o deixou fora da Finalíssima como também o descartou definitivamente para o Mundial de 2026. Além disso, havia incerteza quanto a Giovani Lo Celso, médio do Real Betis que sofria uma lesão mio-tendinosa moderada no recto anterior da coxa direita, com previsão de regresso para abril.
Os espanhóis também enfrentavam uma ausência significativa: Mikel Merino. O médio do Arsenal, peça fundamental no esquema do técnico Luis De la Fuente, sofria uma lesão óssea que requeria intervenção cirúrgica e um período prolongado de recuperação. Esta situação privava o meio-campo espanhol de uma das suas peças-chave.
O duelo Messi versus Yamal como prato forte
Para além das ausências, o encontro prometia um sem-fim de figuras e um condimento especial: Lionel Messi e Lamine Yamal enfrentaram-se pela primeira vez num terreno de jogo. Ambos os futebolistas estrearam-se profissionalmente no Barcelona, mas as suas carreiras nunca os tinham colocado cara a cara até então. O argentino, que dominou o futebol mundial nas últimas duas décadas, enfrentava quem está chamado a ser seu sucessor e já brilha como uma das grandes estrelas do futebol contemporâneo.
O contexto de nunca terem coincidido no Barcelona tem explicação temporal: quando Yamal estreou no azulgrana em abril de 2023, Messi era jogador do PSG e pouco depois transferiu-se para o Inter Miami. Por isso, nunca se cruzaram em competição oficial nem em jogos entre as suas seleções.
Um plantel repleto de figuras de elite
O confronto não só concentrava interesse em Messi e Yamal. Os campeões da América e da Europa contavam com plantéis de altíssimo nível.
Pela albiceleste destacavam-se o guarda-redes Emiliano “Dibu” Martínez, o defesa Cristian “Cuti” Romero, os médios Enzo Fernández e Alexis Mac Allister, e os avançados Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Na Fúria Roja destacavam-se os defesas Dean Huijsen e Marc Cucurella, os médios Dani Olmo, Pedri e Rodri, e os atacantes Nico Williams e Ferran Torres.
Projeção para o Mundial de 2026
Este confronto abria a porta a possíveis novos cruzamentos entre ambas as nações. No próximo Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, se a Argentina terminasse líder da sua zona e a Espanha fosse segunda (ou vice-versa), cruzar-se-iam nos oitavos de final. Por outro lado, se ambos conquistassem o primeiro lugar nos seus respetivos grupos, só poderiam encontrar-se numa hipotética final.
Um historial equilibrado entre ambas as nações
Argentina e Espanha tinham-se enfrentado 14 vezes ao longo da sua história, com seis vitórias para cada lado e dois empates. A particularidade residia no facto de 13 encontros terem sido amigáveis e apenas um corresponder a um torneio oficial. Tratava-se do primeiro cruzamento entre ambas, no Mundial de Inglaterra de 1966, onde a Argentina venceu por 2 a 1 com golos de Luis Artime.
O último antecedente data de 2018, quando a Espanha goleou a Argentina por 6 a 1. Naquela ocasião, os argentinos titulares foram Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico e Giovani Lo Celso, enquanto do banco entraram Lautaro Martínez e Marcos Acuña. Completavam o plantel Leandro Paredes e Ángel Correa. Do lado espanhol participaram Dani Carvajal, Lucas Vázquez e Rodri. Muitos destes jogadores tinham opções reais de serem convocados para a Finalíssima e o Mundial de 2026.