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Artes marciais mistas femininas: Ailín Pérez e Sofía Montenegro levam o legado argentino para o UFC
A Argentina posiciona-se como potência nas artes marciais mistas a nível mundial. A delegação feminina na UFC alcança o seu momento histórico com seis compatriotas sob contrato na companhia norte-americana presidida por Dana White. Mas o foco está em duas mulheres que não só competem, mas também transformam a perceção sobre o que significa ser lutadora de MMA no século XXI.
Sofía Montenegro e Ailín Pérez são mais do que nomes numa cartaz. São símbolos de superação numa disciplina que, historicamente, foi dominada por homens. Com idades de 26 e 30 anos respetivamente, ambas carregam a responsabilidade—e o orgulho—de inspirar a próxima geração de mulheres que veem o octógono como o seu destino.
O legado de uma pioneira: Silvana Gómez Juárez e o caminho aberto
Não se pode falar de artes marciais mistas femininas na Argentina sem mencionar Silvana Gómez Juárez. “La Malvada” foi a primeira mulher argentina a romper a barreira da UFC em 2018. De Tucumán, registou quatro combates com uma vitória e o prémio de Atuação da Noite no seu palmarés. A sua contribuição transcende as estatísticas: semeou a ideia de que o MMA feminino era possível num país onde poucos acreditavam nisso.
Gómez Juárez, também cinturão negro de kung-fu e selecionada argentina de rugby, destacou em entrevistas que as artes marciais mistas fazem mais do que ensinar defesa. “Fortalecem a autoestima,” afirmou. Hoje faz parte da organização mexicana BSC, mas o seu legado permanece vivo em cada lutadora que sobe ao octógono argentino.
“Se eu consegui, todas podem”: A mensagem de Ailín Pérez sobre MMA e empoderamento
Ailín Pérez tem uma forma de preencher cada espaço que ocupa. O seu apelido “Fiona” reflete o seu carácter descontraído, mas por trás desse sorriso esconde-se uma estratega de combate situada no sétimo lugar do ranking mundial na categoria peso galinha feminina.
Nas semanas que antecederam o seu confronto com Macy Chiasson na UFC Fight Night (Arena CDMX), Pérez foi imbatível nas suas aparições públicas: dançou, gritou por Argentina, confrontou a sua adversária com segurança absoluta. Mas quando se sentou a refletir, a sua mensagem mudou de tom. “Saí de um bairro muito humilde e quero que me vejam como isso. Que estou a chegar onde quero, que é ao cinturão,” afirmou.
O sonho de Ailín é concreto: ganhar o título da sua categoria. Para isso, primeiro deve entrar no Top 5. Mas as suas ambições vão além de medalhas pessoais. Sobre o futuro após a carreira, revelou: “Gostaria de ter uma equipa de mulheres, que possam ser campeãs.” Reconhece que as artes marciais mistas lhe deram tudo: “Mudou a minha vida. Comecei aos 11 anos porque o meu pai me levava, apaixonei-me por essa mudança.”
O seu conselho para futuras competidoras é direto: “Recomendo que treinem MMA. Não hesitem. A minha ambição e vontade levaram-me a estar aqui hoje.”
Sofía Montenegro: Disciplina extrema e uma lição de força
Sofía Montenegro, apelidada “A Bruxa”, encarna outro tipo de sacrifício. A cordobesa de 26 anos dedica a sua vida ao treino quase monástico: levanta-se às 7 da manhã e não abandona o ginásio até às 5 da tarde.
Superou o excesso de peso, o bullying e as inseguranças que a acompanhavam. Uma das suas frases resume a sua transformação: “A pessoa que era antes, com excesso de peso, foi muito corajosa e trouxe-me até aqui.” A sua filosofia é clara: “Ganhar ou perder não está nas nossas mãos, mas sempre que virem uma luta minha, quero que seja lendária.”
Montenegro estava programada para estrear na UFC Fight Night, mas uma complicação médica obrigou-a a adiar a sua apresentação. No entanto, mantém a compostura: “Só vivo para treinar.” A sua determinação é inabalável e o seu compromisso com as artes marciais mistas, absoluto.
O maior investimento não é dinheiro, é convicção
Tanto Ailín como Sofía enfrentam a realidade económica do MMA profissional. A carreira de uma lutadora da UFC implica custos significativos: campos de treino especializados, nutrição, coaching, viagens. Mas ambas rejeitam a ideia de que seja um “gasto.”
“É bastante difícil e dispendioso,” admite Sofía. “O maior investimento é o tempo e a energia, por isso o económico fica em segundo plano.” Ailín vai mais longe: “Gastei muito dinheiro em todos os campos de treino, mas foi um investimento que somou para chegar a este nível. Disse ao meu manager que, se precisar investir todo o meu dinheiro para ser campeã, vou fazê-lo porque ficará para sempre no meu coração.”
Ambas reconhecem que a diferença económica é real, mas também veem no MMA uma plataforma para ajudar outras mulheres que carecem de recursos. “Gostaria de ajudar as pessoas que, por vezes, não têm recursos,” afirmou Pérez.
O panorama atual: mais competidoras, mais sonhos
Ailín observa com otimismo como mais mulheres se animam a praticar artes marciais mistas, tanto a nível profissional como amador. “Estou a ver mais competidoras e isso é ótimo, porque no amadorismo começam a perceber se isto é para elas, para começar melhor no profissionalismo,” analisa.
Recorda os seus inícios: “Quando comecei, só havia Silvana e havia muito pouca informação. É preciso ligar a televisão, ver-me a lutar a mim e a outras companheiras que estão na empresa. Quanto mais lutadoras chegarmos à UFC, mais vão chegar depois.” Esse efeito multiplicador é o que ambas perseguem.
O evento: UFC Fight Night na Cidade do México
O cartaz inclui 13 combates na Arena CDMX, com Brandon Moreno e Lone’er Kavanagh como atrações principais. O evento será transmitido exclusivamente pela Paramount+, a plataforma que assinou um acordo histórico avaliado em 7.700 milhões de dólares com a UFC por sete anos a partir de 2026.
Para Ailín Pérez, é mais uma oportunidade de demonstrar que as artes marciais mistas não distinguem géneros quando se trata de espetáculo, sacrifício e grandeza. Sofía Montenegro, por sua vez, espera o momento do seu debut com a mesma disciplina que define o seu treino diário. O futuro do MMA feminino argentino está nas mãos delas.