O governo dos EAU realizou a primeira transação utilizando dirhams digitais, a sua CBDC, para efetuar um pagamento transfronteiriço à China. O desenvolvimento, que utilizou a plataforma Mbridge, abre novos horizontes para a cooperação, afirmou o Vice-Presidente dos EAU, Sheikh Mansour.
Os Factos
Os Emirados Árabes Unidos (UAE) realizaram um dos seus primeiros pagamentos utilizando a moeda digital do banco central do país (CBDC), o dirham digital.
De acordo com a imprensa local, o pagamento foi agilizado por Sheikh Mansour bin Zayed, Vice-Presidente, Vice-Primeiro-Ministro e Presidente do Gabinete Presidencial, na quarta-feira.
A transação, realizada durante uma reunião com Pan Gongsheng, Governador do Banco Popular da China (PBOC), utilizou a Mbridge, um sistema desenvolvido em colaboração entre a China, Hong Kong, Tailândia e os EAU, com o apoio do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS).
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Comentando a relevância do desenvolvimento, Mansour afirmou:
Estas iniciativas avançadas refletem a profundidade da parceria estratégica entre os Emirados Árabes Unidos e a República Popular da China, e abrem novos horizontes para a cooperação económica, financeira e tecnológica.
Os dois países também assinaram um memorando de entendimento (MoU) para conectar os seus sistemas de pagamento e facilitar a integração bilateral das atividades económicas e comerciais.
Porque é Relevante
A realização do primeiro pagamento utilizando uma moeda digital nacional deve ser considerada um marco para os EAU, que passam a dispor de uma alternativa aos métodos tradicionais para efetuar pagamentos com a China.
Isto pode ser visto como um avanço que poderá alterar o panorama dos pagamentos nos EAU e na China, bem como na Tailândia e noutros países que venham a ser adicionados à Mbridge no futuro.
No futuro, esta mudança poderá resultar na reconfiguração do setor dos pagamentos, deixando para trás a SWIFT e outros sistemas legados que tendem a cumprir sanções impostas por grandes potências mundiais.
Perspetivas Futuras
Mais países irão implementar este sistema, já que a China e os EAU servirão como participantes desta experiência antes da inclusão da Rússia e de outros países BRICS mais adiante.