Um comunicado emitido pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a instituição de proteção de dados do Brasil, anunciou que está monitorando ativamente as atividades da World, o projeto anteriormente conhecido como Worldcoin, no país. Dados os riscos associados ao processamento de dados biométricos, a autoridade solicitou informações sobre as tarefas executadas pela empresa.
O World, o projeto anteriormente conhecido como Worldcoin, está enfrentando um aumento na fiscalização de suas atividades de coleta de dados pelas autoridades brasileiras. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), agência reguladora de dados do Brasil, emitiu uma nota lembrando que as operações da World estão sendo monitoradas pela agência e que há uma investigação em andamento sobre o funcionamento interno da empresa e o destino dos dados biométricos privados coletados.
Dado a sensibilidade dos dados coletados pelo projeto, o ANDP tem tratado o Mundo de forma diferente de outras entidades, limitando as proteções que empresas deste tipo possam desfrutar. Segundo a mídia local, a instituição declarou:
Devido aos riscos mais elevados que o processamento deste tipo de dados pessoais pode representar, o legislador concedeu-lhes um regime de proteção mais rigoroso, limitando as hipóteses legais que autorizam o seu processamento.
No caso específico do World, esses dados seriam o código resultante da íris de seus usuários após serem escaneados por câmeras de hardware especializadas chamadas “orbs”. O World oferece uma recompensa em sua moeda por este escaneamento, que é depositada na carteira do usuário associada à conta.
Especificamente, a ANPD exigiu informações detalhadas sobre vários elementos de suas atividades, incluindo o contexto em que as atividades de processamento ocorrem, os aspectos materiais das operações de processamento, a hipótese legal que fundamenta o processamento de dados e a transparência do processamento de dados pessoais.
Além disso, também investigou World sobre o exercício de direitos pelos titulares de dados pessoais, a avaliação das possíveis consequências do tratamento de dados pessoais relativamente aos direitos à privacidade e proteção de dados dos titulares de dados, o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, e as medidas existentes de segurança da informação e proteção de dados pessoais.
A ANPD divulgou que esses documentos já foram encaminhados e estão atualmente a analisar essa informação.
A World abriu operações no Brasil em novembro e afirma que mais de 150.000 pessoas já escanearam suas íris para fazer parte do projeto.
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